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 As minhas tentativas de poesia

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Váli
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MensagemAssunto: As minhas tentativas de poesia   Sab Jan 10, 2009 9:39 am

Abri o tópico para postar alguns poemas meus. Vou pondo aos poucos. O primeiro é um acróstico, um poema em que as primeiras letras de cada verso, quando lidas verticalmente, formam uma frase.

…….

Ártemis a Tempestuosa

Á lua voga e clama sua eterna devoção
Rainha em glória chora, seu fado de desilusão
Trespassada a alma gélida, desprovida a vitalidade
Em sangue escorrem lágrimas de imaculada castidade
Morria lenta e só, em abafada agonia
In quarto leso minguante, em seu semblante aludia
Sua voz, seu amor esquecido, ecoa na eternidade

Ártemis a grande! Actaeon indigno foi por te contemplar

Trilha seus passos leves em alto arvoredo
Em tudo contrastando com sua impetuosa atitude
Mas espera adormecida pelo seu amor
Perséfone e Afrodite invejam-lhe a virtude
Em remotos tempos feita, a mais imperial
Seus raios prateados trespassando, de semblante imortal
Tornam divino o rude bosque, onde prantos fazem laços
Uivam-lhe os lobos
Oram-lhe os castos
Saúdam-na os astros
Ártemis oh grande! Orion indigno foi por te tocar


Última edição por Váli em Sab Mar 10, 2012 9:49 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Dom Jan 11, 2009 4:13 am

Ícaro

De subir tão alto perto de tudo, e acima de tudo quase tocar o céu
Só podes agora, rebelde anjo, descer.
De de tuas asas sangraste o mundo, de teu ventre os mortos
Que do inferno trazes o traumático fardo da memoria
E do julgamento eloquente, as vozes da sacra multidão
Desmembrado resta-te agora caminhar como homem, o desasado
Pois nem em celestial trono, nem em cavernas submundicas
Nada houveste encontrado
Resta-te no solo árido caminhar
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Sab Jan 17, 2009 1:53 pm

I

[Arthur says to Lancelot]

Take a look, before you die
‘Cause if you look up, you will see, the dragon’s fly
We will come to our land, satisfied
For all the gold and the blood in our mouth
But we will never forget, when heroically you dye
Some of us will cry with mugs in hands, on ship
But we will stand here and don’t leave before you sleep

We will shoulder our body like a treasure
And your love will cry above it
Crying butt envied
Like your children will proudly grow
And our land will be your tomb, as you wish
And your rip will be your own history.

II

[Arthur to Lancelot’s child]

But if the true is hard for you, my friend
I prefer not tell it again
You will find for your own
Find for your way
Where your father goes now

Behind that mountain with mist dressed
And with clouds sheltered
I emerged stones with this hands you see
Alone, I do a tomb to your father memory

Wherever he is, I know his will
Is to you grow strong and getting old
Not tears, but rage you must feel, my friend
To avenge your father and your land

III

[Lancelot with a strange]

Of those who think you were dead
I found you lied in chest
I found you crying again
How can I say more yet

On that stones near sea
Fly the papers of poetry
And the pictures that no one care
Like the stones here you sleep
I will stand, immovably here

Wherever you go, to drop your tears
It will be part of my own destiny
To remember other tears you forget
Of those who think you were dead
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Qua Nov 18, 2009 4:04 pm

Não consideraria estes poemas tentativa de poesia. Acho que estão muito bons, mas admiro a tua humildade.
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Sab Mar 10, 2012 10:03 am

Tentei publicar um livro mas não tive sucesso por isso vou deixar aqui os meus poemas talvez sirvam para uma letra de alguma banda. Vou por um por dia

Utopia dos Druidas

De pertencer a uma pátria diferente
E de querer vaidosamente o mais puro dos sentimentos
Terra de nossos olhos
De pertencer á linha do horizonte
Onde nosso orgulho nos guia
Esperamos eternamente, o que a terra guarda
O que o destino nos prometeu
Que de tão bela pátria falarão todos os povos
Por ela esperamos
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Dom Mar 11, 2012 12:09 am

Alguma parecença com a Artemis do fórum é coincidência Razz

Ártemis e Narciso

Continuas a chamar de alto o céu
A gabar-te de teres o meu coração
A fazer bandeiras com o que é teu
Dizendo que consegues correr no rio
Continuas convencido de que gosto de ti
E continuas?

Fazes tudo para ajudar alguém?
Na tua busca sem causa
Quando o que queres é ajudar-te a ti
Na tua sorte fortuita, porque foste então?
Oh procura então uma causa ou filosofia
És demasiado novo para te preocupares
Com mais do que o teu umbigo
Deixa-me adivinhar, é por causa dela?

Vai, continua a lutar pela tua popularidade
Não te preocupes comigo
Eu volto para o meu canto
Mas não, não queiras saber de mim
Simplesmente vai
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Dom Mar 11, 2012 9:16 am

Orgulho Elfico

Combates de vergonha e repugnância
Travamos contra a nossa vontade
Dizem os elfos
Quantas vezes traímos o nosso povo por isso
Em pensamentos bélicos
Quantas manchamos o nosso nefasto nome

Nosso amor ficou longe, esquecido
Nas mãos trazemos sangue
No coração sagas e desilusões
Nossas mãos delicadas estão agora robustas
Perdemos o orgulho de nossa terra
E dignidade não mais temos
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Seg Mar 12, 2012 8:57 am

Ela (por João)

Ela foi refinada pelo fogo
Criando afinidade com o meu coração sozinho
E toldando com aquilo que ninguém quer saber
E o meu fascínio pela castidade

Foi deixada para traz, com um coração mãos
Impróprio para os ídolos teatrais
Sofreu de cedo desilusões
O mundo cortou-lhe a possibilidade de voos irreais
Numa caixa fechada, a sete chaves
Meus erros levantam memórias e chagas
Deixando-me sozinho, ávida em provar de sua virtude

Mas eu não consigo faze-la real
Não posso, não consigo.
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Ter Mar 13, 2012 1:52 am

A Queda de Gabriel

Caídas lágrimas de sangue
Da cara de Gabriel
Desde sempre preparado para obedecer
Que pelos seus pecados terá cortado as asas
E para lá da montanha ela espera

O vento espalhará as suas rezas
Da varanda da catedral
Ela desliza por entre os pilares
Até que Deus aprove o seu merecimento
Entre a imortalidade de seus olhos
E a morte
A queda, querida morte

Das águas emergindo, assim morrendo
Ou por traz das montanhas, assim sofrendo
Ela aparecerá com promessas de cristal
Inquebrável

Sufoca ele em agonia
Entre o seu sagrado destino
E o seu mortal coração
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Qua Mar 14, 2012 2:20 am

Cair

Quantas vezes caímos na vida?

Fizeste-te de indomável
Para que sentisse a tua falta
E eu pensei, senti, acreditei,
Assim aprendem os corações inocentes

Sabias que terias de sacrificar tudo
E todos á tua volta, para contar a tua historia
De quem nunca sentiu por desgosto
Assim aprendem os corações inocentes

Disseste-me que me conhecias
Que sentias quem eu era
E que eras como eu
Assim aprendem os corações inocentes

Mas ensinaste-me que a perfeição não é alcançável
E que seria melhor aceitar-te como eras
Pois todos nos queremos respirar
E soubeste como jogar
Meu pobre coração cedeu, outra vez
Confuso, imaturo, e assim quis ficar
Assim aprendem os corações inocentes
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Qui Mar 15, 2012 12:50 am

Gostar sem Conhecer

Por gostar sem conhecer
Meu coração sussurra-me
Pelas palavras de mel, assim levado
Que me prometeste
Sim, que vi serem de beleza preciosa
De não poder ignorar este fascínio pelo alto
Só posso pedir desculpa
Por ignorar as minhas duvidas
Acreditando tão cedo que houvera encontrado
E assim te desiludir…
Percebes agora porque te amo?
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Sex Mar 16, 2012 8:52 am

Ao menos ilude-me

Colado,
Aos meus próprios olhos
Sinto-me preso
A uma barbara realidade
Consumido pela mentira
Que a minha historia sirva de lição a alguém
Exausto
De procurar
Apaixono-me
Por mim mesmo
Ainda assim temo a queda
Aqui não existe ninguém
E perco a fé
De que possa existir

Não acredito que trocaste o nosso romance
Por um remédio de mentol
Aquele que as pessoas falavam
Lembras-te?
Desapareceu de dentro de mim
Desfeito em segundos
Mas quero continuar a acreditar
Ao menos ilude-me
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Dom Mar 18, 2012 3:37 am

Porque demoras tanto?

Se foi por sorte que não caíste
Por sorte não te vi
Na sorte confiarás?
Por sorte lutarás?
Se de meu remorso cor de espinho
De ser mais do que houveras sonhado
Já não sou tão digno
E de falso amor fazer meu pranto
Então porque demoras tanto?

E se me pediste para trocar
Céu por chão, amor por prazer
Com que malvadez
Com que crime que nos mata
Como velha cruz de vã prata
Cuidarei mais de mim por enquanto?
Então porque demoras tanto?

Se de quebrado pó e silenciosas pedras
Em fogo também te guardas
Desse duvidar que de punhal te armas
Se não é para tentar me roubar o espanto
Então porque demoras tanto?
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Dom Mar 18, 2012 8:28 am

A inexistência dos Espectros

Deixo-me cair em mim
Gosto do frio, da púrpura
Aprendo a fazer de mim liberto de matéria
Enquanto folhas jazem no seu leito terrestre
Demasiado frio para que me venhas buscar

Não deixarei meu orgulho depender das almas vivas
Nem o material me interessa
Gosto do que é ausente, inexistente
E na inexistência quero ficar só mais um pouco
Demasiado complexo para que percebas

Sei que o ego dela alimenta-se mais de crítica
Do que de reconhecimento mundano
Nem são para nós as artes mágicas,
Mas de ser, não sendo
Aquilo que a norma rejeita
Demasiado confuso para que me entendas

Gosto do frio, do escapatório
De ser o que ninguém é, não sendo
Nem sentindo, nem pensando
Nem este mundo é o meu, nem será
Demasiado distante para ser visto por alma viva
Demasiado ausente para ligar aos teatros da vida
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MensagemAssunto: Re: As minhas tentativas de poesia   Seg Mar 19, 2012 7:00 am

Narciso e Vénus

Fugindo de tudo e de todos,
E mandando tudo e todos ao ar
Dizes-me que não queres que ela duvide de ti
E desmanchas o tempo e a vida
Mas achas mesmo que isso é significante?
Pensas mesmo que terás de fazer algum acto épico
Terás de construir um mosteiro para merecer o seu amor?
Pobre rapaz!
Achas que ver a castidade através dos nossos estigmas
Faz algum sentido?
Ah sim o que fará ela por ti, sofrerá por ti
Lutará por ti
Continuas a buscar algo que te faça especial
Quando no fundo estas apenas a pensar em ti
Tens medo de um amor suficiente?
Não correspondido naquilo que sentes?
Pois, muita gente não sente assim o amor
Mas achas que ela sim, pobre rapaz!
Não és tu que dizes que é tudo insignificante
Tudo palavras atiradas ao vento?
Excepto o que sentes?
Pobre rapaz!
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