| | As minhas tentativas de poesia | |
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Váli Deus(a) do Sol (administração)

  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: As minhas tentativas de poesia Sab Jan 10, 2009 9:39 am | |
| Abri o tópico para postar alguns poemas meus. Vou pondo aos poucos. O primeiro é um acróstico, um poema em que as primeiras letras de cada verso, quando lidas verticalmente, formam uma frase.
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Ártemis a Tempestuosa
Á lua voga e clama sua eterna devoção Rainha em glória chora, seu fado de desilusão Trespassada a alma gélida, desprovida a vitalidade Em sangue escorrem lágrimas de imaculada castidade Morria lenta e só, em abafada agonia In quarto leso minguante, em seu semblante aludia Sua voz, seu amor esquecido, ecoa na eternidade
Ártemis a grande! Actaeon indigno foi por te contemplar
Trilha seus passos leves em alto arvoredo Em tudo contrastando com sua impetuosa atitude Mas espera adormecida pelo seu amor Perséfone e Afrodite invejam-lhe a virtude Em remotos tempos feita, a mais imperial Seus raios prateados trespassando, de semblante imortal Tornam divino o rude bosque, onde prantos fazem laços Uivam-lhe os lobos Oram-lhe os castos Saúdam-na os astros Ártemis oh grande! Orion indigno foi por te tocar
Última edição por Váli em Sab Mar 10, 2012 9:49 am, editado 1 vez(es) |
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Dom Jan 11, 2009 4:13 am | |
| Ícaro
De subir tão alto perto de tudo, e acima de tudo quase tocar o céu Só podes agora, rebelde anjo, descer. De de tuas asas sangraste o mundo, de teu ventre os mortos Que do inferno trazes o traumático fardo da memoria E do julgamento eloquente, as vozes da sacra multidão Desmembrado resta-te agora caminhar como homem, o desasado Pois nem em celestial trono, nem em cavernas submundicas Nada houveste encontrado Resta-te no solo árido caminhar |
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Váli Deus(a) do Sol (administração)

  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Sab Jan 17, 2009 1:53 pm | |
| I
[Arthur says to Lancelot]
Take a look, before you die ‘Cause if you look up, you will see, the dragon’s fly We will come to our land, satisfied For all the gold and the blood in our mouth But we will never forget, when heroically you dye Some of us will cry with mugs in hands, on ship But we will stand here and don’t leave before you sleep We will shoulder our body like a treasure And your love will cry above it Crying butt envied Like your children will proudly grow And our land will be your tomb, as you wish And your rip will be your own history.
II
[Arthur to Lancelot’s child]
But if the true is hard for you, my friend I prefer not tell it again You will find for your own Find for your way Where your father goes now
Behind that mountain with mist dressed And with clouds sheltered I emerged stones with this hands you see Alone, I do a tomb to your father memory
Wherever he is, I know his will Is to you grow strong and getting old Not tears, but rage you must feel, my friend To avenge your father and your land
III
[Lancelot with a strange]
Of those who think you were dead I found you lied in chest I found you crying again How can I say more yet
On that stones near sea Fly the papers of poetry And the pictures that no one care Like the stones here you sleep I will stand, immovably here
Wherever you go, to drop your tears It will be part of my own destiny To remember other tears you forget Of those who think you were dead |
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Nocturna Cavaleiro/Dama

  N. de Mensagens: 131 Idade: 24 Raça: Anjo Elemento: Sombra Deus: Ártemis (Lua/Bosques/Magia)
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Qua Nov 18, 2009 4:04 pm | |
| Não consideraria estes poemas tentativa de poesia. Acho que estão muito bons, mas admiro a tua humildade. |
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Sab Mar 10, 2012 10:03 am | |
| Tentei publicar um livro mas não tive sucesso por isso vou deixar aqui os meus poemas talvez sirvam para uma letra de alguma banda. Vou por um por dia
Utopia dos Druidas
De pertencer a uma pátria diferente E de querer vaidosamente o mais puro dos sentimentos Terra de nossos olhos De pertencer á linha do horizonte Onde nosso orgulho nos guia Esperamos eternamente, o que a terra guarda O que o destino nos prometeu Que de tão bela pátria falarão todos os povos Por ela esperamos
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Dom Mar 11, 2012 12:09 am | |
| Alguma parecença com a Artemis do fórum é coincidência Ártemis e NarcisoContinuas a chamar de alto o céu A gabar-te de teres o meu coração A fazer bandeiras com o que é teu Dizendo que consegues correr no rio Continuas convencido de que gosto de ti E continuas? Fazes tudo para ajudar alguém? Na tua busca sem causa Quando o que queres é ajudar-te a ti Na tua sorte fortuita, porque foste então? Oh procura então uma causa ou filosofia És demasiado novo para te preocupares Com mais do que o teu umbigo Deixa-me adivinhar, é por causa dela? Vai, continua a lutar pela tua popularidade Não te preocupes comigo Eu volto para o meu canto Mas não, não queiras saber de mim Simplesmente vai |
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Dom Mar 11, 2012 9:16 am | |
| Orgulho Elfico
Combates de vergonha e repugnância Travamos contra a nossa vontade Dizem os elfos Quantas vezes traímos o nosso povo por isso Em pensamentos bélicos Quantas manchamos o nosso nefasto nome
Nosso amor ficou longe, esquecido Nas mãos trazemos sangue No coração sagas e desilusões Nossas mãos delicadas estão agora robustas Perdemos o orgulho de nossa terra E dignidade não mais temos |
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Váli Deus(a) do Sol (administração)

  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Seg Mar 12, 2012 8:57 am | |
| Ela (por João)
Ela foi refinada pelo fogo Criando afinidade com o meu coração sozinho E toldando com aquilo que ninguém quer saber E o meu fascínio pela castidade
Foi deixada para traz, com um coração mãos Impróprio para os ídolos teatrais Sofreu de cedo desilusões O mundo cortou-lhe a possibilidade de voos irreais Numa caixa fechada, a sete chaves Meus erros levantam memórias e chagas Deixando-me sozinho, ávida em provar de sua virtude
Mas eu não consigo faze-la real Não posso, não consigo.
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 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Ter Mar 13, 2012 1:52 am | |
| A Queda de Gabriel
Caídas lágrimas de sangue Da cara de Gabriel Desde sempre preparado para obedecer Que pelos seus pecados terá cortado as asas E para lá da montanha ela espera
O vento espalhará as suas rezas Da varanda da catedral Ela desliza por entre os pilares Até que Deus aprove o seu merecimento Entre a imortalidade de seus olhos E a morte A queda, querida morte
Das águas emergindo, assim morrendo Ou por traz das montanhas, assim sofrendo Ela aparecerá com promessas de cristal Inquebrável
Sufoca ele em agonia Entre o seu sagrado destino E o seu mortal coração |
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Qua Mar 14, 2012 2:20 am | |
| Cair
Quantas vezes caímos na vida?
Fizeste-te de indomável Para que sentisse a tua falta E eu pensei, senti, acreditei, Assim aprendem os corações inocentes
Sabias que terias de sacrificar tudo E todos á tua volta, para contar a tua historia De quem nunca sentiu por desgosto Assim aprendem os corações inocentes
Disseste-me que me conhecias Que sentias quem eu era E que eras como eu Assim aprendem os corações inocentes
Mas ensinaste-me que a perfeição não é alcançável E que seria melhor aceitar-te como eras Pois todos nos queremos respirar E soubeste como jogar Meu pobre coração cedeu, outra vez Confuso, imaturo, e assim quis ficar Assim aprendem os corações inocentes |
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 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Qui Mar 15, 2012 12:50 am | |
| Gostar sem Conhecer
Por gostar sem conhecer Meu coração sussurra-me Pelas palavras de mel, assim levado Que me prometeste Sim, que vi serem de beleza preciosa De não poder ignorar este fascínio pelo alto Só posso pedir desculpa Por ignorar as minhas duvidas Acreditando tão cedo que houvera encontrado E assim te desiludir… Percebes agora porque te amo? |
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 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Sex Mar 16, 2012 8:52 am | |
| Ao menos ilude-me
Colado, Aos meus próprios olhos Sinto-me preso A uma barbara realidade Consumido pela mentira Que a minha historia sirva de lição a alguém Exausto De procurar Apaixono-me Por mim mesmo Ainda assim temo a queda Aqui não existe ninguém E perco a fé De que possa existir
Não acredito que trocaste o nosso romance Por um remédio de mentol Aquele que as pessoas falavam Lembras-te? Desapareceu de dentro de mim Desfeito em segundos Mas quero continuar a acreditar Ao menos ilude-me
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 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Dom Mar 18, 2012 3:37 am | |
| Porque demoras tanto?
Se foi por sorte que não caíste Por sorte não te vi Na sorte confiarás? Por sorte lutarás? Se de meu remorso cor de espinho De ser mais do que houveras sonhado Já não sou tão digno E de falso amor fazer meu pranto Então porque demoras tanto?
E se me pediste para trocar Céu por chão, amor por prazer Com que malvadez Com que crime que nos mata Como velha cruz de vã prata Cuidarei mais de mim por enquanto? Então porque demoras tanto?
Se de quebrado pó e silenciosas pedras Em fogo também te guardas Desse duvidar que de punhal te armas Se não é para tentar me roubar o espanto Então porque demoras tanto?
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Dom Mar 18, 2012 8:28 am | |
| A inexistência dos Espectros
Deixo-me cair em mim Gosto do frio, da púrpura Aprendo a fazer de mim liberto de matéria Enquanto folhas jazem no seu leito terrestre Demasiado frio para que me venhas buscar
Não deixarei meu orgulho depender das almas vivas Nem o material me interessa Gosto do que é ausente, inexistente E na inexistência quero ficar só mais um pouco Demasiado complexo para que percebas
Sei que o ego dela alimenta-se mais de crítica Do que de reconhecimento mundano Nem são para nós as artes mágicas, Mas de ser, não sendo Aquilo que a norma rejeita Demasiado confuso para que me entendas
Gosto do frio, do escapatório De ser o que ninguém é, não sendo Nem sentindo, nem pensando Nem este mundo é o meu, nem será Demasiado distante para ser visto por alma viva Demasiado ausente para ligar aos teatros da vida |
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  N. de Mensagens: 1688 Idade: 23 Local: Lisboa Raça: Druida/Feiticeiro Elemento: Madeira Deus: Hermes (Engenho/Pensamento/Arte) Cor: Verde
 | Assunto: Re: As minhas tentativas de poesia Seg Mar 19, 2012 7:00 am | |
| Narciso e Vénus
Fugindo de tudo e de todos, E mandando tudo e todos ao ar Dizes-me que não queres que ela duvide de ti E desmanchas o tempo e a vida Mas achas mesmo que isso é significante? Pensas mesmo que terás de fazer algum acto épico Terás de construir um mosteiro para merecer o seu amor? Pobre rapaz! Achas que ver a castidade através dos nossos estigmas Faz algum sentido? Ah sim o que fará ela por ti, sofrerá por ti Lutará por ti Continuas a buscar algo que te faça especial Quando no fundo estas apenas a pensar em ti Tens medo de um amor suficiente? Não correspondido naquilo que sentes? Pois, muita gente não sente assim o amor Mas achas que ela sim, pobre rapaz! Não és tu que dizes que é tudo insignificante Tudo palavras atiradas ao vento? Excepto o que sentes? Pobre rapaz! |
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