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 Vícios

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RedHead
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MensagemAssunto: Vícios   Dom Abr 29, 2012 4:14 pm

Vícios, no sentido em que os entendemos melhor. Os primeiros que nos vêm à cabeça quando pensamos nesta palavra. Aqueles que “toda a gente” tem, aqueles socialmente aceites.

Poucas coisas com as quais convivo diariamente chocam tanto com os meus princípios como estas. E magoa-me – magoa-me de morte – ver que as pessoas que mais amo não conseguem passar sem elas. Gente que, por regra, precisa de três cafés por dia para conseguir acordar, de um maço de tabaco para conseguir estar, de um barril de álcool para se conseguir divertir, de um charro para conseguir criar! Não falo de casos isolados em que, uma vez sem exemplo, alguém se socorre deste tipo de substâncias para libertar a mente e se divertir (algo que considero salutar, e algo em que eu própria não sou completamente inocente), pois vejo isso como ir a um parque de diversões um dia, e voltar para casa depois, contente com a experiência mas com a plena consciência de que a vida real não é assim e de que não faz sentido ir lá todos os dias. Não falo disto, falo de NECESSIDADE, falo de recorrência, de rotina, de dependência.

Talvez se perguntem porque é que isto me incomoda tanto. E para responder a isto, o que não faltam são motivos por onde pegar, mas nem vou pelas questões mais básicas que estes problemas levantam, como as consequências para a saúde, ou o desperdício de dinheiro que, muitas vezes, nem é de quem o gasta, mas sim dos pais - o que, por si só, já deveria dar um bom peso na consciência -, pois são assuntos já muito batidos, e além disso nem são os que me incomodam mais. O que me fere mais é um pouco menos óbvio, é o rebaixamento que isto representa na dignidade de alguém. O que será esta necessidade se não uma auto-humilhação, a extrema cobardia, o boicotar das próprias capacidades do indivíduo, o não conseguir ser alguém por si mesmo? O que será isto se não a total falta de auto-confiança e auto-controlo? O que será isto, se não a extrema falta de brio?
É esta descrença no estado natural do ser humano que eu abomino. É esta suposta ascensão a um estado superior que eu vejo como uma descida ao nível mais baixo de degredo psicológico que pode haver. É isto a que eu chamo desonestidade intelectual e de carácter. É uma máscara, uma muleta, um artifício. Não é ser, é fingir. Não é ter, é usar. Não é viver, é entrar num estado induzido.

Eu não quereria isto para a minha vida, eu teria vergonha de ser assim. No entanto, tal como tudo na vida, são opções; e as opções, cada um as toma para si. Longe de mim pedir a alguém que deixe de fazer o que quer que seja que o faça sentir bem, por mais que ame e me preocupe com essa pessoa. Tenho o dever de respeitar os outros e de não interferir nas suas escolhas, desde que estas não tenham efeitos que recaiam sobre mim. No entanto, não consigo deixar de me sentir revoltada e triste com aquilo que se passa à minha volta, não consigo deixar de sentir pena, nem consigo deixar de me sentir incomodada e preocupada, sobretudo quando vejo isto a acontecer a alguém que para mim é tudo.

Tenho a noção de que, com esta posição perante este tema, pertenço a uma minoria na minha geração. Tenho a noção de que, ao publicar uma opinião assim, alguém vai ter vontade de me apedrejar, de dizer que sou antiquada e ingénua. E estou consciente de que muitas pedras vão chover. Queria pedir, portanto, a quem tiver uma opinião contrária que não se limite a descarregar contra o que eu disse, mas que me ajude a compreender o seu lado. Agradecia imenso. Acreditem que isso iria melhorar bastante o meu dia-a-dia e me ajudaria a lidar melhor com algumas pessoas e situações.




E vocês, o que acham disto?

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Abr 29, 2012 4:49 pm

Eu partilho o teu ponto de vista, talvez porque me deparei com os mesmos cenários várias vezes e continua a causar-me uma certa "comichão". É uma realidade muito própria das novas gerações, como bem referes, e tenho reparado que se vai acentuando, talvez devido a dificuldades novas com que estas gerações se estão a deparar, nomeadamente no mercado de trabalho, que é algo novo comparado com as gerações dos nossos pais, por exemplo. Também devido, como referes, à dependência económica dos pais que se prolonga nas idades, cada vez mais, e que tendencialmente faz com que se desvalorize o dinheiro que se gasta. [Note-se que isto são tudo generalizações que têm como base a minha própria experiência de vida (que não é muita, admito)]. Mas reparem que só se tivermos um sentido de responsabilidade muito bem incutido é que damos o mesmo valor ao dinheiro que recebemos dos nossos pais e àquele que recebemos como fruto do nosso próprio suor.

Quando vi o título deste tópico, até pensei que ias falar dos teus próprios vícios, da forma como estão banalizados e quase toda a gente os tem. Eu confesso que não passo sem um café (no mínimo) por dia, mas que isso é uma dose que não é, de todo, prejudicial à saúde (apenas ao bolso). Mas eu vejo isso como, por exemplo... pessoas que adoram chocolate e que comem chocolate todos os dias. Para mim é a mesma coisa!

Sim, a mim também me choca mais essa dependência emocional (e sim, é emocional, reparem que sempre que há uma descompensação emocional, um viciado recorre impulsivamente ao vício), mas também há a questão fisiológica. Quando se fala em casos de dependência (e aqui já incluo aqueles que dizem "é só de vez em quando"), fisiologicamente não se pode considerar que o acto de recorrer ao vício é voluntário. É comparável ao acto de espirrar (para não dizer coisas feias) Razz Agora quando se pode dizer que está viciado ou não... é muito relativo! Só que realmente nessas situações, é difícil largar o vício (ora tentem lá deixar de espirrar ou tossir ou defecar) e as pessoas têm de se restringir e exercitar a força de vontade que em momentos anteriores lhes faltou Smile ou seja, é duplamente difícil. Eu não deixo de apoiar as pessoas quando querem largar o vício, mas simplesmente não vou andar sempre a criticá-las por isso, ou a alimentar os seus delírios de "superioridade" e "coolness" (já não me deparo com estes exemplos há muito tempo, e aqueles que conheci... espero que por esta altura já tenham ganho mais alguma maturidade).

Por outro lado, eu não digo que teria vergonha de mim mesma por isso, não sou assim tão radical. Mas é, sem dúvida, algo com que não me identifico e que não quero, de todo, para mim. É uma muleta, sem dúvida, mas eu arranjo muletas que me fazem melhor nesse momento e não me fazem arrepender e ... descompensar mais tarde. E quanto aos outros... se viessem dizer-me que se consideram mais criativos ou mais "abertos" por recorrerem a isso... eu respeito a sua opinião, mas inconscientemente acabaria por afastar-me, porque é algo com que não me identifico, simplesmente.

Claro está que coisas pontuais são bastante saudáveis, mas isso agora depende do vício, porque como sabem... há substâncias que só por si têm um potencial "aditivo" muito mais alto que outras.
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RedHead
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Abr 29, 2012 5:05 pm

Ninguém é totalmente independente de vícios. Eu própria tenho o chocolate, a internet, etc. Acho que nenhum ser humano tem capacidade de resistir a tudo. A diferença é que nos meus vícios não entram drogas (e isto engloba álcool, tabaco, etc), ou seja, não entram coisas que alterem a minha percepção das coisas, a minha sobriedade. São esses vícios que me fazem "comichão", como tu dizes. Não consigo compreender como é que alguém quer passar a maior parte do seu tempo sob o efeito de alguma coisa. Eu não quero isso para a minha vida.


Obrigada pela tua opinião. Wink

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Abr 29, 2012 7:02 pm

É um tópico interessante este @red. Por acaso quando vi este tópico também pensei que ias falar dos teus vícios. Razz
Realmente é pouco frequente encontrar pessoas da nossa geração que pensem assim. Eu também penso assim, desde a adolescencia que me questionava porquê que as pessoas deixavam de ter vontade própria em prol dos seus vícios. Em tempos tinha uma posição ainda mais radical na medida em que nem conseguia compreender porquê que as pessoas gostavam de ficar sobre o efeito de drogas (alcool e afins), mesmo que fosse só por uma vez ao ano, por exemplo. Hoje em dia tenho uma visão mais moderada do assunto, e consigo perceber melhor o motivo pelo qual alguém decida ingerir drogas por uma noite, porque embora ainda nunca o tenha feito, imagino que se for em ambiente controlado, até possa ser uma experiência libertadora.

Não tenho muitos vícios, a não ser talvez o sagrado "café por dia" no Inverno (porque ajuda-me a aquecer!) Antigamente era muito viciada em chocolate (até ao dia em que comi tanto que me ficou a doer a barriga... malditos KINDER.. tão viciantes!!)
Tento ser moderada naquilo que escolho tomar, e há alturas em que pratico aquilo que eu chamo de "auto-teimosia". Há fases onde estou literalmente a teimar comigo mesma, a ser do contra. Apetece-me café....... então vou beber chá! sumo! qualquer coisa! lol É um óptimo exercício. Por isso consigo passar o Verão sem beber aquele café do "só porque sim"...

Ultimamente quando vou ao meu "café do costume" pedir um café, chego e vejo que estão 7/10 pessoas de volta do balcão e apercebo-me do quão é um acto tão social... tão de certo modo, induzido. Irrita-me fazer parte! baaah lololol
Mas a verdade é que ainda ontem fui a um bar, e eu não gosto de cerveja, não bebo alcool fora de casa, vou pedir uma coca-cola? Um sumo de laranja caríssimo? Acabo por pedir um café com natas, ou simplesmente um café.

Mss sim, é preciso ter cuidado com os nossos vícios. Porque um dia damos por nós escravos deles. E é preciso muita força mental para os conseguir dominar. (e eu constato isso com o meu café/dia) E nisto concluí-se que é tão fácil viciar as pessoas, somos altamente propensos a vícios. Mas a decisão tem que partir das próprias pessoas, e às vezes o vício fala mais alto:

O vício da televisão, o vício do telemóvel (sms), o vício da comida, o vício do consumo, o vício da internet, o vício dos comprimidos, o vício do tabaco... (de notar que o vício aqui refere-se ao excesso de qualquer actividade, e não à utilização dela)
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RedHead
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Abr 30, 2012 12:01 am

Também já fui muito mais radical, Urânia. Exactamente como tu, não conseguia compreender minimamente o outro lado, e até tinha dificuldade em me dar com pessoas assim. Agora já ultrapassei isso e não discrimino, embora ainda tenha muita dificuldade em compreender. O pouco que compreendo é porque sei minimamente o gozo que dá, pois também gosto de beber de vez em quando (digamos que o álcool é a única "droga" que conheço, mas penso que o princípio se pode aplicar às restantes); no entanto, é algo que acontece muito esporadicamente, e fazer disso um vício - um só um hábito, sei lá - é algo completamente inconcebível para mim.
A experiência em si nem sequer é algo de tão extraordinário que justifique isso tudo ou que me dê vontade de repetir todos os dias; a ideia de viver constantemente alienada de mim mesma e do mundo é algo que me assusta; é desagradável ficar enjoada e de ressaca; e pior ainda, custa-me IMENSO gastar o dinheiro dos meus pais nesse tipo de coisas.


Admiro o teu esforço de te contrariares para te disciplinares, Urânia. Isso é algo que já consegui fazer de forma tão rígida que até assustava, e talvez por isso nos últimos tempos tenha ido parar ao extremo oposto. Neste momento, auto-disciplina é algo que tenho em quantidade muito pequena, e funciono muito por instintos: se me apetece comer, como; se me apetece dormir, durmo (mesmo que não sejam horas para isso); se me apetece não fazer nenhum, não faço nenhum... Portanto, nesse aspecto não recrimino quem tem vontade de fumar, beber, whatever, porque se eu tivesse esse desejo, talvez também não tivesse força de vontade suficiente para o contrariar. Felizmente, por tudo o que já disse acima, tratam-se de coisas que vão contra os meus princípios, e portanto não chego sequer a ter vontade ou tentação de o fazer. Wink

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Abr 30, 2012 10:39 am

RedHead escreveu:
Ninguém é totalmente independente de vícios. Eu própria tenho o chocolate, a internet, etc. Acho que nenhum ser humano tem capacidade de resistir a tudo. A diferença é que nos meus vícios não entram drogas (e isto engloba álcool, tabaco, etc), ou seja, não entram coisas que alterem a minha percepção das coisas, a minha sobriedade. São esses vícios que me fazem "comichão", como tu dizes. Não consigo compreender como é que alguém quer passar a maior parte do seu tempo sob o efeito de alguma coisa. Eu não quero isso para a minha vida.


Obrigada pela tua opinião. Wink

Ora, de nada, é um bom tópico. Smile

Sim, como algumas pessoas deste fórum sabem, eu não sou grande adepta desse "blackout", mas é algo que tem muito a ver com a minha personalidade e filosofia de vida.
Quanto ao café por dia, há vários estudos sobre isso e realmente o café até tem propriedades terapêuticas (que agora não vou elaborar), mas já se sabe que em excesso... pode ter mais prejuízos que benefícios. O mesmo se passa com algumas bebidas alcoólicas (não as brancas, nunca as brancas). Foram muito mediatizados os estudos que revelam as propriedades anti-oxidantes dos flavonóides no vinho tinto maduro (e apenas neste), mas há que saber que a partir do segundo copo... os efeitos prejudiciais já são mais do que os benéficos. A própria cerveja também tem funções interessantes, mas pronto são apenas alguns exemplos. Quanto ao resto... desculpem mas não conheço nenhum benefício que compense o risco de ficar viciado.

Variar de vez em quando... é saudável, é relaxante, faz bem! Mas pronto, quando se torna recorrente... eu deixo de entender.

Quanto ao café, aqui no Norte ainda se sente mais o "culto do café", que é uma coisa que eu simplesmente adoro, porque funciona como um encontro, embora raramente se consuma café mesmo Razz Eu adoro o sabor do café (nunca acrescento nada ao café, mas adoro tudo o que tenha aroma a café), mais do que os efeitos que ele tem, mas sou demasiado "auto-teimosa" para bebê-lo simplesmente quando me apetece. Já fui muito mais auto-disciplinada, mas isso também não foi muito saudável.
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Abr 30, 2012 3:51 pm

Ártemis escreveu:
Sim, como algumas pessoas deste fórum sabem, eu não sou grande adepta desse "blackout", mas é algo que tem muito a ver com a minha personalidade e filosofia de vida.
Quanto ao café por dia, há vários estudos sobre isso e realmente o café até tem propriedades terapêuticas (que agora não vou elaborar), mas já se sabe que em excesso... pode ter mais prejuízos que benefícios. O mesmo se passa com algumas bebidas alcoólicas (não as brancas, nunca as brancas). Foram muito mediatizados os estudos que revelam as propriedades anti-oxidantes dos flavonóides no vinho tinto maduro (e apenas neste), mas há que saber que a partir do segundo copo... os efeitos prejudiciais já são mais do que os benéficos. A própria cerveja também tem funções interessantes, mas pronto são apenas alguns exemplos. Quanto ao resto... desculpem mas não conheço nenhum benefício que compense o risco de ficar viciado.

Variar de vez em quando... é saudável, é relaxante, faz bem! Mas pronto, quando se torna recorrente... eu deixo de entender.

Quanto ao café, aqui no Norte ainda se sente mais o "culto do café", que é uma coisa que eu simplesmente adoro, porque funciona como um encontro, embora raramente se consuma café mesmo Razz Eu adoro o sabor do café (nunca acrescento nada ao café, mas adoro tudo o que tenha aroma a café), mais do que os efeitos que ele tem, mas sou demasiado "auto-teimosa" para bebê-lo simplesmente quando me apetece. Já fui muito mais auto-disciplinada, mas isso também não foi muito saudável.



Pois, compreendo. Aqui também existe muito o "vamos tomar um café", que já é uma expressão que serve para qualquer coisa, mesmo que não haja café envolvido, haha. Razz
Os primeiros cafés que bebi foi em completa agonia, lolol, mesmo porque precisava de me manter acordada para estudar. Com o tempo, fui aprendendo a gostar e hoje em dia também aprecio café, e sabe-me mesmo bem. Tal como tu, por vezes tenho vontade de beber mesmo porque sabe bem (mas com açúcar!), e não porque precise dos efeitos. Mesmo assim, tento evitar que se torne um ritual (olha, com isso consigo ser "auto-teimosa", lol), porque também tenho receio que do ritual ao vício seja só um passinho. Devo beber, em média, um café por semana. Wink Se por acaso numa semana beber mais, não me vou preocupar com isso, mas seria incapaz de beber todos os dias; ou pior ainda, mais do que um por dia (acho que tinha logo um ataque cardíaco por efeito placebo).




Bem, até agora, estamos todas de acordo. Smile Afinal, começo a sentir-me um bocadinho menos ET, yay.

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Abr 30, 2012 6:38 pm

Comecei a fumar. Larguei de fumar. Voltei a fumar. Estou a largar outra vez, espero que seja de vez.

Como a Artemis, preciso de café de manhã. Não para funcionar, mas para funcionar sem resmungar tanto. O resto do tempo que bebo café é apenas porque gosto, apesar de não poder beber mais de três sem dar numa de spiderman e trepar paredes.

De resto... Tenho o vício de comprar coisas originais. Não sei se pode ser considerado um vício, mas é uma necessidade que eu tenho, a de ter o original na minha prateleira, a olhar para mim e eu a olhar para ele, seja livro, cd, filmes, etc. Dou maior importância à música e livros.

Álcool... Tem alturas que preciso MESMO de um copo (leia-se, vários), mas depois posso passar imenso tempo sem tocar em álcool. Gosto, mas não tenho necessidade de bezanas todas as sextas feiras ou sábados.

De resto, sou viciado em abraçar pessoas. Conta?

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Abr 30, 2012 7:07 pm

Hehe, conta pois. Razz Nem todos os vícios têm de ser coisas más e prejudiciais. Acho que coleccionar coisas originais e abraçar pessoas são vícios bastante recomendáveis. flower

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qua Maio 02, 2012 11:54 am

Vi no outro dia, era um caso extremo, um recluso a dizer que na sua família, pai e mãe, todos tomavam drogas. Depois virou-se para a câmara e com um sorriso disse "aqui não vale a pena" (risos). E continuo sempre o resto da entrevista sempre sorrindo das figuras que fazia, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo e como se, o facto de ter sido preso por trafico de droga, não fosse nada que lhe disse-se respeito mas pelos visto o resto do mundo é que estava mal. É caso para dizer "o que vamos fazer num caso deste?" (risos).

Voltando ao tema e falando pessoalmente, parece que eu, que não tenho vicio nenhum, é que estou desaculturado Razz, como se o meu caso fosse um caso à parte, meio alienado e inadaptado, qual ser vindo de outro planeta e que aterrou hoje para a "vida". Trago comigo o pensamento absurdo de que tudo o que existe, incluindo a própria tecnologia, é algo meramente temporário e que daqui a vinte anos poderá já não existir, isto inclui por exemplo telemóveis, que simplesmente não uso porque não preciso e que, diguem o que disserem, as pessoas só os usam por afirmação social ou por adaptação a um mundo que se quer consumidor. (voltando um pouco atrás ao facto de tudo ser temporário para mim até as casas que temos serão, um dia, substituídas por alternativas mais económicas e amigas do ambiente mas isto dava para um tópico à parte)

Quanto ao café parece-me um marco social, e desculpem o radicalismo, mas se não existi-se café as pessoas arranjavam outro tipo de vicio para consumirem nem que fosse o das batatas fritas pala pala, algum refrigerante ou agua gaseificada, bem whatever...não interessa (risos).

Para mim é tudo uma questão de inserção social, mesmo nas drogas normalmente existe sempre um grupo de amigos e não alguém sozinho que começou a tomar, depois o mesmo acontece com o tabaco, vinho, café etc

Desculpem se ofendi alguém com os meus radicalismos
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qua Maio 02, 2012 11:30 pm

Não se pode dizer o mesmo de, sei lá, um computador? Nesse caso, porque usas computador?

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qua Maio 02, 2012 11:35 pm

Eu não percebi esta parte

Citação :
(risos)
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qui Maio 03, 2012 11:41 am

A partir do momento em que a nossa vida é um tédio sem pc, nem tv somos tecnologicamente dependentes, eu assumo que o sou, embora tenha pena que tal aconteça. A tecnologia deveria ser uma opção de vida e não uma obrigatoriedade cultural. Mas já estamos a fazer desvios e a redefinir o que é um vicio. Afinal até que ponto, ou em que doses, algo pode ser considerado vicio ou não?

Artmis essa parte não tem nada para perceber Surprised

Mas voltando aos vícios normais e à minha radicalidade, os cientistas estudaram que partes do cérebro se accionavam quando se falava em determinados vícios e, por exemplo, a parte do cérebro que se acciona quando se fala em dinheiro era a mesma que se accionava quando se falava em tabaco (para os fumadores). Uma das hipóteses em mesa é que o tabaco pode estar associado a ascensão social, (viva a publicidade) outra é que pode simplesmente estar no campo das necessidades básicas dai ser associado ao dinheiro em linguagem neuronal. Ou seja o tecido psicológico que envolve os vícios não pode ser explicado apenas do ponto de vista neuronal nem é algo intrínseco da pessoa provem tudo de questões de aculturação.
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qui Maio 03, 2012 12:24 pm

A tua vida só é um tédio sem pc se assim o quiseres. O que aconteceu aos livros, aos passeios de descoberta, afinal, Lisboa não é uma cidade pequena, e os seus arredores até são facilmente acessiveis. Portanto, só tens pena porque te apetece, porque facilmente poderias fazer uma vida sem o computador.

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qui Maio 03, 2012 12:27 pm

Já agora, a tua "radicalidade" de radical não tem nada, pois existe meio mundo que pensa exactamente como tu. É radical porquê? Porque vai contra as regras dos media? Please.

Mais radical ainda do que ter uma conversa mais que batida há mais de uma década, é ter acções que dignifiquem tal conversa.

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Sex Maio 04, 2012 4:28 am

Subscrevo totalmente o teu texto, RedHead.

É um assunto sobre o qual se fala muitas vezes, mas ao mesmo tempo, que se explora pouco.

Em 2008 deixei de beber e de fumar definitivamente. Foi a melhor decisão que poderia ter tomado, e hoje, tanto o tabaco como o álcool me causam náuseas.

O álcool, que os antigos Germânicos já consideravam um dos grandes venenos da Civilização Romana, do qual tinham que se defender, tem um papel muito conturbado na História Europeia. Não me vou alongar muito neste campo, mas é um problema que, com efeito, já vem de longe.

O que acontece é que a nossa sociedade está completamente anémica, e um corpo anémico, ou seja, doente, e fraco, fica mais facilmente sujeito aos vírus habituais.

A juventude actual, na sua generalidade, amorfa e decadente, é selectivamente madura. Quer ser adulta no que toca às "liberdades" divertidas, ou seja, conduzir, consumir álcool, ter relações sexuais, mas, no tocante a responsabilidades, o avanço já não é proporcional, infelizmente. Temos miúdas de 14 anos a beberem "shots" de absinto às 2 da madrugada, em discotecas, mas que não sairão da casa dos pais até aos 30 anos. E quando o fizerem, ainda serão, em grande parte, crianças.


Isto acontece por várias razões. As famílias desagregaram-se na altura em que era mais importante manterem-se unidas. Há uma crise de valores incrível. E os jovens não têm quaisquer perspectivas de futuro. Nem querem seguir uma carreira, nem querem formar família, mantêm uma relação de dependencia económica e até afectiva em relação aos pais. São carentes emocionalmente. Confundem muitas coisas com outras que não o são. O facto de não investirem numa carreira, seja ela qual for, bem ou mal paga, faz com que se aborreçam, fiquem deprimidos. Rebeldes sem causa, sem disciplina, sem referências, without no one to look up to. E claro, viram-se para o álcool, as drogas, perdem horas nas redes sociais da Internet, na televisão, procuram matar solidões, e todo o tipo de vazios. Muitas vezes, como disse a RedHead, suportados pelos pais, o que é incrivelmente contraditório. Estes últimos também não estão à altura do seu papel.

O Ser Humano não é um animal de cativeiro. Nós não fomos feitos para este estilo de vida. Precisamos de árvores, precisamos de espaço, precisamos de tranquilidade, de estar inseridos num ambiente familiar, ou aparentado. Precisamos de interagir uns com os outros, com a natureza.

ISTO está errado. Isto, que vivemos agora, está errado. Está tudo errado. Não é natural. Não é mesmo.

Fora tudo isto, o álcool não é levado a sério enquanto droga. Surge em todo o lado. Anúncios televisivos, séries, os músicos, os actores, enfim, as únicas referências dos jovens, que eles vão buscar às culturas urbanas, não são, normalmente, grandes exemplos a seguir. Um indivíduo bêbedo é gozado, acha-se piada. Aliás, nas saídas nocturnas, muitas pessoas nem sequer gostam do que estão a beber. Fazem-no para atingirem o estado de embriaguez. Um convívio social sem estar regado a álcool está condenado ao fracasso. Desde o jantar ao casamento, passando pela óbvia saída nocturna de fim de semana. E claro, os festivais de música. Sem álcool? Nem pensar!

É a eterna expressão "Vamos beber um copo?"

Sim, é uma fuga constante à existência, como dizes, RedHead. É uma fuga que só leva a uma queda ainda mais abrupta.

Em Portugal esta situação torna-se mais perigosa pelas seguintes razões:

As nossas bebidas leves têm um elevado teor alcoólico. As cervejas, que são a bebida alcoólica mais habitual, e que até pode ser saudável, se consumida de forma inteligente, não têm menos que 5 % de álcool, o que é um exagero. Compare-se com a Suécia, onde, normalmente, não ultrapassa os 3,5.

Os preços são muito baixos.

E as leis são brandas, e mesmo que não fossem, dificilmente seriam cumpridas. Antes dos 20 anos ninguém deveria entrar em discotecas.

Os Portugueses não mantêm um estilo de vida saudável. Também se alimentam mal, não praticam actividades ao ar livre, o que só faz com que os efeitos dos vícios sejam mais destrutivos.

No entanto, há pouco a fazer. Para já, há pouco a fazer. Do ponto de vista colectivo.

Mas fico contente em saber e constatar que há jovens adultos como a RedHead, e como, penso, a generalidade das pessoas aqui no fórum, que rejeitam esse caminho.




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MensagemAssunto: Re: Vícios   Sex Maio 04, 2012 11:25 am

Como eu já tive a oportunidade de deixar claro noutras alturas, eu escolho não consumir substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas, que alterem a minha sobriedade, a minha natureza psicológica, a minha racionalidade e a consequente percepção do mundo à minha volta. É uma escolha que faço, pois gosto de estar em sintonia com a realidade, preocupo-me em manter a capacidade para auferi-la tal como ela é, tanto quanto me for possível.
Para além da questão racional, há o problema dos efeitos adversos, que prefiro manter afastados do meu historial de saúde. Como se não bastasse, existem vários outros problemas dos quais posso falar com conhecimento de causa, como é o caso do inferno que essas substâncias podem cultivar no seio familiar. Não são raros os casos de violência doméstica e a degradação geral relacionados (ou catalisados) com os excessos de álcool e de outras drogas.
Além do mais abomino a forma como tais vícios permearam na sociedade. A industria tabaqueira, por exemplo, tem um historial absolutamente inacreditável, repleto de um descaramento nada ético, do qual teria vergonha caso fosse uma das vítimas.

Nunca fumei, nunca apanhei uma bebedeira, não bebo café e nunca usei outras drogas. Costumo dizer na brincadeira que eu "já sou pedrado por natureza, não preciso de substâncias adicionais". LOL. No meu caso acaba por ser um princípio e não por pertencer uma qualquer tribo social como os Straight Edge, ou algo do género.
Mas como já disseram, é uma questão que cada um deve gerir dentro da sua liberdade pessoal. Da minha parte o máximo que posso fazer é sugerir/aconselhar a desintoxicação da pessoa, ou exigir que os meus direitos pessoais não sejam atropelados pelos desejos de quem quer "envenenar-se" - coisa que infelizmente acontece mais vezes do que seria desejável, devido à falta de bom senso das pessoas.

Concordo totalmente com o ponto de vista de James Randi sobre o assunto:

Spoiler:
 

Já agora, em relação aos métodos de combate às drogas, gostaria de recomendar o seguinte discurso, ao minuto 20:05:
http://youtu.be/Wh5fHLrmiW0?t=20m4s

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Maio 06, 2012 12:26 pm

Eu tenho o vício mais banal, café.

O café tem um efeito estranho em mim. Se eu não o beber fico com uma dor de cabeça horrível, mas quando bebo, não faz aquele efeito de "acordar", pois se eu tiver que dormir, durmo na mesma. Bom, talvez não seja um efeito assim tão estranho... .n.

Deste vício não quero mesmo abdicar, porque gosto mesmo do sabor e aroma do café. É delicioso.

Por vezes, fico demasiado presa ao ecrã. As séries viciam-me um bocado.

Para mudar, basta querer. Portanto, não é grave.

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Maio 06, 2012 12:46 pm

Nada disso é estranho, Vampiria. A cafeína é uma xantina, que também causa habituação, é normal que o efeito tenda a passar se o usares regularmente. Por outro lado, essa dor de cabeça faz parte da síndrome de abstinência, o que signfica que efectivamente estás viciada Razz

No meu caso, comecei a tomar café por causa da enxaqueca (tipo de dor de cabeça, de transmissão hereditária), é uma das indicações terapêuticas da cafeína, mas rapidamente fiquei viciada e também já senti, uma vez ou outra, os efeitos da abstinência. De qualquer forma, a dor de cabeça da abstinência é bastante preferível à da enxaqueca Razz
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Dom Maio 06, 2012 12:51 pm

LOL... do mal o menos.

Acho que nunca tive enxaqueca, mas dito assim, também não quero ter. Razz
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Jun 04, 2012 1:25 am

Continuo a dizer, que o problema das novas gerações em relação aos vícios de substâncias lícitas ou ilícitas, tem muito a ver com a educação/controle que é feito pelos encarregados de educação.

A minha mãe sempre me disse que poderia experimentar o que quisesse, desde que soubesse o que fazia e na altura certa (nunca cheguei a perceber esta última parte, mas pronto, segui sempre o conselho dela), e acho que esse tipo de atitudes e conselhos ajudou-me a "adiar" certos tipos de comportamentos que certos amigos e colegas meus tiveram, e que lhe trouxeram consequências gravosas mais tarde.

Sou um gajo que quando vai sair à noite, enquanto a maioria das pessoas já vai na 4ª bebida, eu ainda vou na 1ª ou na 2ª. Não porque sou lento a beber, mas porque sei que não preciso de beber com sofridão e além do mais, gosto de "apreciar" a bebida. Daí ter uma espécie de mini-garrafeira cá por casa que por vezes, naqueles dias mais cansativos e stressantes de trabalho, é aberta.

Nunca experimentei um cigarro, nem um charro, nem qualquer tipo de droga leve ou pesada. Acho que não necessito por natureza de esse tipo de coisas para me divertir e quem me conhece pessoalmente, sabe-o.

Quanto a vícios próprios, acho que tenho alguns que já foram aqui falados. Para já sou viciado em comprar coisas originais (Livros, jogos, CD's, DVD's, etc), mas de momento estou a controlar-me, pois os 100€ que deixava todos os meses na FNAC, vão dar uma grande ajuda para comprar um carro. Colecciono também artigos relacionados com Star Wars.
De resto, acho que não posso considerar o álcool um vício para mim, pois posso estar muito tempo sem beber e sem achar que isso seja uma necessidade. O café já me deixei de isso, porque acho que é um desperdício em dinheiro ao final do mês. A única cafeína que ingiro, acaba por ser aquela que vem na mistura de cereais para pôr no café

Mas o maior vício mesmo é dormir lol!
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Seg Jun 04, 2012 2:07 am

cheers Hurray! That's the spirit.



Tenho a dizer-vos que estou realmente contente com as vossas respostas. Deixei de me sentir um alien no meio da minha geração. alien

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MensagemAssunto: Re: Vícios   Sab Jun 16, 2012 1:04 am

Um belo chá de cogumelos é vital para se fazer brilhar a realidade. E, claro, destruir os neurônios... :/
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Qua Jun 20, 2012 1:14 am

- Café
- Dormir
- PC
- Doces
- Dormir
- Lavar os dentes (é dos meus piores vícios que me tem prejudicado muito)
e dormir
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MensagemAssunto: Re: Vícios   Ter Jul 03, 2012 12:07 pm

os vicios nao existem... simplesmente existimos e precisamos de respirar... respirar nao eh um vicio... mas basta respirar para ingerir substancias quimicas ao nivel das drogas... e o que eh quimico e fisico e natural... nada existe de artificial no mundo... e se existir eh o pensamento...

e estamos num forum de musica folk, toda a estoria da musica popular estah ligada ao consumo de vinho por exemplo... sem vinho nao haveria musica, a musica que te faz dançar e que te abre a disposição para amar... pirat
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