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 Portugal: Estado da Nação. Actores do aparelho político. Alternativas e responsáveis.

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MensagemAssunto: Portugal: Estado da Nação. Actores do aparelho político. Alternativas e responsáveis.   Dom Out 14, 2012 3:10 am

Às vezes sou distraído, no que toca a estas lides da internet, e confirmei mais do que uma vez se realmente estava a abrir o tópico no local certo. Há muito tempo que não era aberto um tema de discussão nesta secção, no fórum. Se a malta que por cá anda regularmente não participa, fica mais difícil!

Bom, é incontornável falar do momento importante e decisivo que o nosso país ultrapassa. A nossa "Lusitânia", acusada por César de não se saber governar, parece fazer jus à acusação do General Romano. Apesar de Portugal não ser só Lusitânia.

Um belo dia, o país acordou e percebeu quem era Passos Coelho, Miguel Relvas e o resto dos "capos" mafiosos que acompanham este Governo. Um indivíduo estrangeiro, ou de outro planeta, que venha cair, por obra e graça dos Deuses, no nosso país, e ligar a televisão, julga que Passos Coelho tomou o poder de assalto, qual caudilho inimigo do povo e dos interesses da Nação, a soldo de outros senhores bem maiores que ele.

Às vezes, eu próprio, se me deixar adormecer um bocado, fico com a tentação romântica de julgar a mesma coisa.

Mas não. Este indivíduo, Passos Coelho, imbecil, incapaz, portador de uma versão incompetente de uma ideologia já de si destruidora de um país como o nosso, foi, na verdade eleito por este povo que agora parece odiá-lo e ficar muito surpreendido por vê-lo, e ao seu irmão de armas, Relvas, a comandar os destinos de Portugal, rumo ao abismo, e à perda de soberania, e do património.

Argumentarão os advogados de defesa do costume, da estupidez colectiva nacional: "Ah, o gajo mentiu nas eleições."

Sinceramente, qual é o "gajo" que não mente nas eleições? Todos os cidadãos, com um mínimo de inteligência e interesse em saber um pouco do historial, da vida profissional, dos indivíduos que pretendem governar a nossa casa, que é o nosso país, certamente que não tiveram dificuldade em saber quem eram estes senhores. O problema é que faltam cidadãos com um mínimo de inteligência neste país.

Eu já nem vou tão longe: O PSD, em tempos de crise económica, reconhecidamente, dificilmente tomaria outro caminho que não este. As carreiras do senhor Passos e do senhor Relvas não são segredo de estado, nem foram mentiras eleitorais. As receitas do FMI e seus famigerados resultados, também não são nenhuma surpresa.

Aliás, eu lembro-me bem, de ver sondagens, várias, em que os Portugueses, os mesmos que agora parecem desejar uma revolução, afirmavam apoiar a vinda do FMI, e das outras entidades estrangeiras. "Finalmente, alguém vem cá põr ordem!", diziam uns. "Já que os nossos políticos não conseguem, que venham os de fora!", diziam outros.

O PSD é sempre PSD, mesmo sem Passos Coelho e Relvas. Mas, alguém tinha dúvidas da agenda ideológica que estes cavalheiros queriam introduzir no nosso sistema económico, social, entre outros?

Quanto a Paulo Portas, enfim, nem faço comentários.

Com efeito, a minha grande revolta, é contra este sistema político. Sim, porque eu não coloquei estes senhores no governo do meu país. Eu não estou minimamente surpreendido com o caminho seguido e suas consequências. Mas ALGUÉM o fez! Alguém contribui para a destruição de Portugal, votando nestes cavalheiros. Mas não fui eu. Pelos vistos não foi ninguém, a avaliar pelo patético pseudo-levantamento nacional, do qual a Esquerda se quer apropriar (ingenuamente), contra o Governo.

Cuspo em cima do parlamentarismo. Cuspo em cima das votações por sufrágio universal. É um esquema bem montado, para que a população ignorante tenha a ilusão de que influi na decisão e nos destinos do país. Na prática, é um marketing, que já nem sequer é político, mas puramente pessoal.

Mas calma, que a "Democracia" em que vivemos continua a sua novela interessante. Dizem os intelectuais do regime:

"O Governo está moribundo, e não tem pernas para andar."

E dirá um cidadão comum, provavelmente daqueles que não é tão estúpido como os que votam no PSD:

"Ah, que bom! O Governo vai cair!"

Mas logo diz o intelectual do regime, na Televisão, como que respondendo ao cidadão comum:

"Bom, mas como a oposição também está moribunda e não oferece garantias, o Presidente da República vai ter que manter este Governo."

Mau. Mas então anda o Estado Português, ou seja, os contribuintes (aqueles que o Portas tanto gosta, quando está na oposição), a sustentar uma colecção interminável de Partidos que estão no Parlamento (a casa da "Democracia" - risos - ), que, vão desde marxistas-leninistas, a verdes, passando por alegados socialistas de centro-esquerda, enfim, 5 - CINCO partidos para todos os gostos e feitios a comer e a beber à fartazana e...

Não há alternativas?

Ou seja:

O Governo é mau. Mas não há alternativas.

Em conclusão: Se os Partidos da oposição não conseguem, por motivos vários, serem alternativa política real a este Governo, que é, nitidamente, uma organização criminosa ao serviço da destruição do País, então, pergunta o cidadão comum:

Para que servem?

Para nada, meu caro cidadão comum. Para ABSOLUTAMENTE NADA.

Então, isto não era "Democracia"?

Não, meu caro cidadão comum. Não era. Nem nunca foi. E se ler um pouco da História, da real, não da fabricada, perceberá que em certos regimes ditos "totalitários", as pessoas tinham, na prática, muito maior participação, e acção, e controlo sobre as suas próprias vidas, e sobre as suas próprias nações. Mas isso será para outro programa. Agora, acabe de ver este, e compreenda, caro cidadão: Andam a enfiar-lhe uma mentira pela goela abaixo há quase 40 anos.

Portanto, MESMO que a regra (completamente estúpida, e não aplicável em mais sector nenhum da sociedade): A maioria dos cidadãos é que tem razão, porque são mais (é mesmo estúpido, não é? Lido assim. A força do "número" a sobrepõr-se às outras todas), isso, como se provou, como se tem provado, não seria garante nenhum de um bom governo, muito menos de um sistema político activo, articulado com as bases e com os restantes órgãos de poder.

Que na prática, não existem. Portanto, vivemos, mesmo, num regime, este sim, totalitário. Em suma, uma ditadura.

Com a grande vantagem - ironia - de, ao longo de 40 anos, ter entregue a Nação a entidades, políticas, económicas e financeiras, estrangeiras.

Brilhante, não é?

Agora, a pergunta que fica no ar, não para os imbecis da maioria dos Portugueses, mas para alguns, que realmente têm algumas capacidades e, acima de tudo, vontade, é esta:

Que caminho alternativo existe? É que, convenhamos, será que a maioria dos "revoltados" Portugueses está disposta a abandonar um regime de serviços, subsídios, de dependência do estrangeiro? Estão a lutar pela sua própria dignidade, e desejam uma mudança profunda de regime, com uma natureza mais elevada e sustentável? Ou estão simplesmente amuados porque os papás baixaram as mesadas. A níveis, de facto, preocupantes.

Estará a maioria dos Portugueses disposta a abandonar o Euro? Estará disposta a regressar aos campos? Ou a trabalhar naqueles onde já vive? A maioria da malta nova nem sabe fazer um tacho de arroz, ou cultivar uma alface. Ou espetar um prego na parede, ou arranjar um electrodoméstico, por muito simples que seja. E também não sabem escrever, nem se dão bem com as ciências, portanto, aparentemente, o único ofício do jovem contemporâneo, que é "estudar", parece ficar pelo aparência e pela estatística. Fingir que se estuda é divertido, fingir que se trabalha também, mas a independência, e a liberdade, tem custos. Exige esforço. Há quem estude e trabalhe em simultâneo, e ainda tenha que gerir a sua casa e família. Felizmente que há. Mas a maioria da massa pode espelhar-se bem naquilo que é o doutor Passos. Vegetais internéticos e televisivos, consumistas de futilidades supérfluas, que viverão eternamente na casa dos papás, sem produzirem, sem estudarem, sem se ralarem.

Há alternativas, sim. E há excepções. E a seu tempo, elas virão ao de cima.

Agora... O Passos Coelho e o Relvas são uns verdadeiros e sublimes mafiosos arrepiantes. Revoltam-me, particularmente. Mas eu não os culpo a eles por seguirem a sua natureza. Culpo quem os lá colocou. Porque se eu enfiar uma criança na jaula de um tigre, certamente que ninguém vai culpar o tigre por devorar a criança. Muito menos a criança por ter sido lá enfiada. O culpado seria eu, naturalmente. Claro que, eu nunca enfiaria uma criança na jaula de um tigre.

Estamos numa época, numa Era, em que ninguém assume responsabilidades. E neste país, essa realidade atinge níveis assustadores.

Alguém meteu esta malta no Governo do meu país. Mas não fui eu. E nem foram eles que o tomaram de assalto. Porque se assim fosse, ainda poderia ter algum respeito, por lutarem por aquilo que querem. Mas não. Nem isso.

Bom, o relógio vai batendo.

Viva Portugal. Que viva Portugal. E a restante Europa também.
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MensagemAssunto: Re: Portugal: Estado da Nação. Actores do aparelho político. Alternativas e responsáveis.   Seg Out 15, 2012 7:20 am

Estou de acordo.
Algumas pontos que quero referir:
O povo, aparentemente, esquece-se do pingue pongue constante entre PS e PSD. E é irónico quando fica sempre muito indignado e incapaz de compreender porque é que parecem todos tão iguais quando estão no governo. Cientificamente, o prazo de validade das memórias do português não deve ultrapassar os 4 anos, em média. silent
Há problemas graves no assunto político em Portugal, especialmente na educação e sensibilização para a política. Vejamos:
Os jovens chegam aos 18 anos frequentemente de pára-quedas, raramente elucidados em matéria política e depois têm uma votação pela frente, sem saber muito bem o que fazer... Se seguir o que dizem os pais, se seguir o que dita a moda e optar pelo que "parece que vai ganhar", ou se simplesmente nem se devem preocupar muito com o assunto... Com as devidas excepções como aquelas por iniciativa dos pais, da própria pessoa (por ser mais curiosa e preocupada) ou de conhecidos e amigos que a incentivam, normalmente há uma completa ignorância em relação às opções políticas e isto afecta-nos a todos, directa ou indirectamente. Parece-me óbvio que as pessoas não sabem muito bem o que é isso de PS ou PSD e restantes partidos... E aparentemente seguem a caravana juntamente com as outras, optando pelos mais populares. Portanto sim, a educação é um dos problemas mais graves que temos no que toca à política. Não há instrução devida, elucidação, compreensão.
De outra frente temos o problema dos políticos que desapontam frequentemente as pessoas [por vezes até as minimamente preocupadas] e isso contribui para uma crescente aversão à política. As pessoas chegam a um ponto limite e passam a deixar de se preocupar completamente com a política, passam a abster-se do voto, a aproveitar a oportunidade para outras actividades que considerem mais interessantes... Perderam toda e qualquer confiança na utilidade do voto com políticos destes como candidatos. Sinto que este sentimento é muito comum e a culpa também é dos políticos, sim. Difícil é encontrar alguém que não seja culpado de uma forma ou de outra. É um ciclo vicioso. Uma coisa alimenta a outra e vice-versa.

Infelizmente, ao ponto em que a economia está, dificilmente se dá a reviravolta de cosmética na economia sem ser com roubos em taxas e sobretaxas e sobre-sobrextaxas, e sobre-sobre-sobretaxas (e por aí fora....) desta natureza para compensar a estupidez de má gestão acumulada. Mas o problema está mais enraizado e dificilmente se remedeia com cosmética superficial de cortes e mais cortes, enquanto continuam a existir coisas completamente incompreensíveis e enquanto se continua a insistir numa impunidade dos políticos, mesmo quando há casos sérios de indícios de corrupção... Assim é difícil. É difícil não pegar no exemplo da Islândia e do que fizeram com os corruptos lá do sítio quando os prenderam, o que levou, aparentemente, ao crescimento económico.... Mas aqui os políticos e gente endinheirada parece que está sempre imune, nunca se chega a nenhum veredicto, não decorrem investigações sérias, enfim... Há muitos interesses, muitos amigalhaços e o povo, nesta democracia dos espectadores passivos, pouco ou nada pode fazer para alterar o que quer que seja, até porque o próprio povo nem se apercebe bem da sua fraca educação no que toca à política, ou do problema de haver pouca diferença entre os maiores partidos (para não dizer todos, ou quase todos, como preferirem).

"Quanto a Paulo Portas, enfim, nem faço comentários."

Esse é outro... É a tal memória que não ultrapassa os 4 anos... Temos um Cavaco a Presidente que na década de 80 deu cabo da segurança social (e não só) com o seu "cavaquismo"... E com o Portas o pessoal aparentemente também já se esqueceu da palhaçada dos submarinos e não só. Se o povo quisesse atribuir [repetidamente] o governo de Portugal a piores mãos, não conseguia certamente. affraid

E depois quando surgem indivíduos como o Fernando Nobre, a dizerem que se fazem valer pela independência, pela quebra dos interesses partidários, em nome do povo, logo a seguir dão uma facada naqueles que, ingenuamente, ainda tentam confiar em alguma réstia de seriedade e compromisso honesto de alguém na política e que nele votaram. Com acontecimentos destes é normal que a visão sobre a política seja muito pessimista.

E nesta democracia de espectadores passivos temos ainda a "linda" incapacidade de determinar quem é que vai ser o primeiro-ministro e restante trupe, porque como se não bastasse a passividade imposta em matéria legislativa, até nas nomeações das gentes de governos temos de assistir às decisões dos partidos nesse aspecto. Depois em relação aos assuntos que nos afectam realmente o dia-a-dia, referendos nem vê-los... Mas também, com um povo sem uma educação de qualidade, não está devidamente apto como seria ideal. Ainda assim fico com a sensação que há medidas tomadas que são tão escandalosas, que até uma criança de 12 anos conseguia ver que ia dar merda.

Já estou como o outro: Esta democracia não é mais do que uma liberdade de escolher os nossos ditadores... ou melhor, escolher os partidos que vão decidir quem serão os nossos ditadores. Ditadores é uma palavra forte e talvez indevida em comparação com uma verdadeira ditadura pura e dura, totalitária (da qual ainda não fazemos parte, felizmente, pelo menos por agora) mas fica como figura de estilo, que percebe-se o intuito da crítica.


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