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 Acerca dos "apelos à mudança política", e outros queixumes dos manifestantes pseudo-revolucionários do nosso País.

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Aelle
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MensagemAssunto: Acerca dos "apelos à mudança política", e outros queixumes dos manifestantes pseudo-revolucionários do nosso País.   Sab Dez 29, 2012 11:22 am

Acerca dos "apelos à mudança política", e outros queixumes dos manifestantes pseudo-revolucionários do nosso País.

Agora está um bocado na moda as reportagens sobre uma espécie de levantamento social dos Portugueses oprimidos. Chega até mim mais uma, cujos protagonistas são um casal de manifestantes, aparentemente com um grau de instrução acima da média. E diz um deles, o rapaz (o casal é heterossexual. Nestes dias de rápido progresso convém especificar):

"Estamos a fazer um apelo à mudança."

É uma frase feita, usada e gasta até à exaustão, quase tanto como a palavra "democracia", pela malta das manifs.

Outra que eu adoro é : "Precisamos de outro 25 de Abril!"

Não sei se é a imbecilidade ou a apatia o que mais me incomoda. Ora bem, o 25 de Abril foi feito precisamente para que a sociedade civil pudesse decidir sobre os seus destinos, através do voto, universal e secreto. Bom, os comunistas, alegadamente, (é uma história mal contada), queriam instalar aqui um regime de partido único (o deles, claro), à soviética. Mas enfim, os democratas-liberais venceram, e desde então, os líderes políticos da nação (os que governam, pois claro), estão sujeitos ao escrutínio do elucidado Povo. Essa entidade abstracta, venerada por todos os quadrantes políticos. Por conseguinte, chegámos a este estado. Que já não é o Estado Novo. Obrigado, Portugueses. Está aqui o Rei de Espanha a sorrir para mim, através de uma moeda de 1 Euro.

Next question?

Portanto, perdoada a ignorância e estupidez da populaça, somos levados à crítica e análise sobre a apatia sufocante e repulsiva de que padecem os Portugueses.

"Apelo à mudança"?

Meus caros, o regime em que vivemos tem muitos defeitos. Mas nunca, repito, nunca, houve tantos caminhos e possibilidades oferecidas para que a própria sociedade civil se organize, opte, e realize, ela própria a tal mudança que, mais uma vez de forma abstracta, tanto parece desejar. Suponho que há projectos e ideias concretas! Espero que a revolta tenha algum fundamento ideológico.

Comecemos pela mudança do regime dentro do próprio regime. Através do boletim do voto, os cidadãos, como já disse, podem e devem escolher o Partido que desejam. Vivemos num país em que a escolha é incrivelmente variada e heterogénea. Temos um Partido Comunista, com um programa tendencialmente marxista-leninista, e com um grande número de militantes e implantação social. Por exemplo. Ora aqui está uma possibilidade de escolha. Temos um Partido Nacionalista, daqueles mesmo a sério, não é dos envergonhados, cujas figuras de proa surgem na TV de semi-automáticas na mão, e com cartazes do Adolfo na secretária.

Isto só para dar dois exemplos. Acaso é culpa dos Passos e dos Sócrates e dos Cavacos, que o povo, que tanto apela à mudança, insista em dar a confiança e o poder aos mesmos partidos que constituem o mítico arco da governação? Parece-me que não.

Mas, claro, podemos sempre argumentar que Partidos diferentes, no mesmo regime, não conseguem fazer alterações de fundo, sem atitudes revolucionárias. É também a minha opinião, mas enfim, antes de experimentar e de dar a oportunidade, não devemos negar à partida uma ideologia que desconhecemos.

As alternativas não ficam por aqui! Com o advento da Internet, nunca foi tão fácil, (e confortável!), fazer associações, trocar ideias, propaganda, enfim, iniciar um grupo revolucionário. Até se podem encontrar pessoalmente apenas na véspera do golpe de Estado. Assim fizeram os egípcios e outros, recentemente. Mexam-se! Mas querem mesmo mudança? Claro que isso dá trabalho! E depois, as revoluções têm sempre uma coisa muito chata, principalmente se forem de cariz socializante: É preciso pedalar muito!

Armamento: É como tirar um doce a um bébé. Com o fim das fronteiras, com o relaxamento, amolecimento e corrupção das autoridades, adquirir armas (necessárias para a tal mudança) é quase tão fácil como ir ao supermercado. Talvez mais, porque em princípio não vamos encontrar filas, nem um caixa mal humorado. Todas estas aberturas, unidas á já mencionada universalidade comunicativa desprovida de barreiras que é a Internet, (e telemóveis, etc), muito sinceramente, é quase uma brincadeira. Jogar Warcraft é mais difícil.

Tira mesmo a pica toda. Lenine e Guevara adormeceriam a meio do processo.

Organizem-se, manifestantes! É fácil, é barato, e, não sei se dá milhões, mas certamente que abrirá as portas à tão almejada e abstracta "mudança".

A questão é: Será que essa mudança é mesmo desejada? Ou estamos, em muitos casos, apenas perante crianças birrentas, que nunca se ralaram com o destino da Nação, com a dignidade e subsistência da mesma, mas que, de um dia para o outro, viram as mesadas cortadas, e os empregos de serviços e de escritório removidos?

Pessoas, que, irresponsavelmente, de forma egoísta e estúpida, desprezaram o sentimento de cidadania e de colectividade, abraçando uma moeda estrangeira, um consumo desenfreado, e abençoando, aplaudindo até, a classe política, financeira, corrupta, anti-socialista e anti-patriótica que ao longo dos últimos 40 anos tem vindo a (des)construir o nosso país?

Haja vergonha. Os Portugueses que se manifestam (salvo algumas excepções) são os mesmos que sempre deram e continuarão a dar apoio contínuo a políticos que patrocinaram a destruição do nosso sistema produtivo. O abate de frotas. A recusa da indústria e da soberania a troco de mesadas. E protestam, não por se preocuparem com o vizinho, mas porque agora lhes toca a eles, e "já não podem ir ao cinema, nem passar férias fora"

Não é a mudança que estes barulhentos querem.

Mas julgo que quem precisa, e quem quer, tem os meios para o fazer. Enunciei-os em cima. Boa sorte.
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MensagemAssunto: Re: Acerca dos "apelos à mudança política", e outros queixumes dos manifestantes pseudo-revolucionários do nosso País.   Dom Mar 10, 2013 10:16 am

Aelle não consigo perceber o ponto de vista...achas que é preferível não fazer nada? repara se não fosse as lutas entre classes ainda vivamos no tempo da escravatura ou no regime feudal. Até porque a classe alta só se lembrou de criar o estado social quando chegaram há brilhante conclusão de que "se as pessoas não morrerem o país tem mais impostos". Assim como o estado já se livrou da igreja, penso que será uma questão de tempo até se livrar da classe alta que não passam de sangue sugas.

Mas uma coisa é certa, assimilar tudo passivamente e deixar as coisas como estão é que não é a melhor solução. Uma mudança mais à direita também seria um erro brutal, apesar de o partido do Portas se chamar "partido popular" aquilo de popular não tem nada. Surprised

Também o partido socialista de social já só tem o nome e a propaganda. A esquerda acusa-os e bem de cada vez mais tomarem medidas de direita.

E a proposito criticar a esquerda moderna por aquilo que aconteceu no passado é uma falácia. A China esta com um crescimento de 7,5% o comparado com a europa que apenas cresce cerca de 1% é brutal. A Russia também esta a crescer assim como a America do Sul só mesmo os capitalistas é que parece que estão com problemas...

Voltando ao tópico existem todo o tipo de chavões politicos, lembro-me pro exemplo uma norte americana que dizia "capitalismo rocks" como se isso fosse argumento...lol os tipos até têm medo de expressar as suas teorias Razz
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