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 Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.

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Averróis
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MensagemAssunto: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Sab Jun 08, 2013 3:24 am

Penso que toda a gente já deverá ter reparado nos múltiplos focos populares de histeria contra a modificação genética dos alimentos.
Por vezes alega-se que é prejudicial à saúde, ou que irá colocar em risco a "naturalidade" da agricultura em nome do lucro e da chantagem de patentes.
A luta contra a modificação genética já se tornou um grande movimento pelas redes sociais, com muita gente a embarcar nas críticas e acusações repetidas até à exaustão. É extremamente fácil depararmo-nos com um artigo na internet, um vídeo, um grupo no facebook, etc, a tecer comentários depreciativos a respeito deste assunto, especialmente contra a corporação Monsanto.

Mas será que as críticas são justificadas, será que o histerismo não estará a colocar a carroça à frente dos bois?
Será que a aparente multidão que está contra isto está em consonância com o que a ciência determinou após décadas de estudo e de avaliação do impacto?

Este assunto parece ser dos tais que dão origem a acesas discussões, capazes de provocar o corte de relações pessoais entre indivíduos que discordam entre si, tal não é a militância e impulsividade com que se defendem as posições.


Dou início a este tópico com dois vídeos que rebatem os argumentos lançados contra a modificação genética. Convido subsequentes respostas de utilizadores deste forum a apresentarem argumentos contra a modificação genética ou a contestarem argumentos que são oferecidos nestes dois vídeos, ou simplesmente a depositarem o seu ponto de vista como bem entenderem, a favor ou contra, ou com uma neutralidade face ao assunto.


Este primeiro vídeo oferece um resumo rápido da história da modificação genética, aborda em especial a importância da Revolução Verde e o papel desempenhado por Norman Borlaug, que lhe deu direito a um Prémio Nobel, para além de abordar alguns argumentos oferecidos contra a modificação genética.



Este segundo vídeo contesta essencialmente as críticas populares lançadas contra a Monsanto e a manipulação genética dos alimentos em geral:


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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Sex Jun 14, 2013 5:25 pm

"…Sir, I think you may have an exaggerated idea of the natural-ness of ‘traditional’ or ‘organic’ agriculture. Agriculture has always been unnatural. Our species began to depart from our natural hunter-gatherer lifestyle as recently as 10,000 years ago – too short to measure on the evolutionary timescale.

Wheat, be it ever so wholemeal and stoneground, is not a natural food for Homo sapiens. Nor is milk, except for children. Almost every morsel of our food is genetically modified – admittedly by artificial selection not artificial mutation, but the end result is the same. A wheat grain is a genetically modified grass seed, just as a pekinese is a genetically modified wolf. Playing God? We’ve been playing God for centuries!"

http://www.skepticalraptor.com/skepticalraptorblog.php/richard-dawkins-talks-gmo-crops/

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Kraft durch Freude
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Sab Jun 15, 2013 9:00 am

Bem, a minha opinião sobre isto é... Qual histeria? Neutral
Há uns anos havia por aí manifestações, pedidos de referendo e o diabo a sete... Ultimamente não se tem ouvido falar nada disto... Acho que um debate que não existe não se classifica lá muito como histeria...

Relativamente ao assunto, não tenho opinião. Se não há provas de que a modificação genética é nefasta, carry on... Mas se houver, então convém ter precauções. Neste aspecto parece-me ser um bocado como a questão das radiações electromagnéticas.
Como não sou entendido no assunto, deixo para quem o é.

EDIT: Ao ler o artigo do Skeptical Raptor que aqui deixaste, é interessante ver que se referem a uma carta com 10 anos... Lá está... Há tempos isto era assunto para debates acesos. Ultimamente...?

Seja como for, acho que a questão principal que sempre esteve em cima da mesa é esta:
«Almost every morsel of our food is genetically modified – admittedly by artificial selection not artificial mutation, but the end result is the same»
Aqui o Dawkins parte da premissa de que o resultado é o mesmo e nem põe isso em causa. Mas acho que é nisto que os opositores discordam e que a argumentação principal gravita à volta disto.
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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Dom Jun 16, 2013 3:15 pm

Kraft durch Freude escreveu:
Bem, a minha opinião sobre isto é... Qual histeria? Neutral
Há uns anos havia por aí manifestações, pedidos de referendo e o diabo a sete... Ultimamente não se tem ouvido falar nada disto... Acho que um debate que não existe não se classifica lá muito como histeria...

Eu tenho assistido a vários exemplos desta histeria, mas depende sempre dos meios a que estamos expostos. Os sítios por onde passamos (ou por onde não passamos) pela Internet e fora dela.
E normalmente esses grupos usam sites como o "NaturalNews", "NaturalSociety", e outros do género, como "fontes de informação" (ou de desinformação). Este pessoal descreve-se como defensor do que é "natural" (cometem a falácia do apelo à natureza constantemente).
Alguns desses juntam o útil ao agradável e misturam todo o tipo de "teorias da conspiração" (chemtrails, illuminati, new world order, e por aí fora). E claro, esses adoram tudo o que passa no "Prison Planet" / "Info Wars" do Alex Jones, e das alegações do David Icke.

Um dos ressurgimentos desta histeria deve-se a este estudo dos ratos, que entretanto é contestado quanto à sua confiabilidade devido às falhas metodológicas:
http://www.forbes.com/sites/timworstall/2012/09/20/monsantos-gm-corn-and-cancer-in-rats-real-scientists-deeply-unimpressed-politics-not-science-perhaps/
http://www.guardian.co.uk/environment/2012/sep/28/study-gm-maize-cancer



Kraft durch Freude escreveu:
Relativamente ao assunto, não tenho opinião. Se não há provas de que a modificação genética é nefasta, carry on... Mas se houver, então convém ter precauções. Neste aspecto parece-me ser um bocado como a questão das radiações electromagnéticas.
Como não sou entendido no assunto, deixo para quem o é.

Partilho a mesma postura em relação ao assunto. E mais: cada caso deve ser tratado individualmente, como afirma a Organização Mundial de Saúde:

World Health Organization escreveu:
Q8. Are GM foods safe?

Different GM organisms include different genes inserted in different ways. This means that individual GM foods and their safety should be assessed on a case-by-case basis and that it is not possible to make general statements on the safety of all GM foods.

GM foods currently available on the international market have passed risk assessments and are not likely to present risks for human health. In addition, no effects on human health have been shown as a result of the consumption of such foods by the general population in the countries where they have been approved. Continuous use of risk assessments based on the Codex principles and, where appropriate, including post market monitoring, should form the basis for evaluating the safety of GM foods.
http://www.who.int/foodsafety/publications/biotech/20questions/en/

Kraft durch Freude escreveu:
EDIT: Ao ler o artigo do Skeptical Raptor que aqui deixaste, é interessante ver que se referem a uma carta com 10 anos... Lá está... Há tempos isto era assunto para debates acesos. Ultimamente...?

E continua a ser.
Aliás, essa citação do Skeptical Raptor é de 2013 e refere a carta de há 15 anos atrás serve exactamente para mostrar que este assunto ainda se arrasta desde então. O Príncipe Charles (a quem a carta era destinada) continua com a mesma postura e é um dos exemplos de pessoas que estão convencidas que a manipulação genética tem de ser recusada e combatida a todo o custo.

Kraft durch Freude escreveu:
Seja como for, acho que a questão principal que sempre esteve em cima da mesa é esta:
«Almost every morsel of our food is genetically modified – admittedly by artificial selection not artificial mutation, but the end result is the same»
Aqui o Dawkins parte da premissa de que o resultado é o mesmo e nem põe isso em causa. Mas acho que é nisto que os opositores discordam e que a argumentação principal gravita à volta disto.

Os opositores fazem constantes alegações a favor da agricultura "tradicional", referindo a sua vantagem em ser "natural" (normalmente promovem a ideia da agricultura biológica), já para não falar nas queixas "não quero químicos na minha comida" (sim porque a água, por exemplo, não é um composto químico, right? Monóxido de dihidrogênio, esse composto químico terrível que também devia de ser banido .9.) . Mas na verdade nada do que é domesticado condiz com o que é encontrado naturalmente em estado selvagem, pois os seres humanos têm vindo a interferir com os genes, não por laboratório, mas sim por selecção com base nas características que se queriam promover.
À primeira vista o milho não tem nada a ver com o que era em estado selvagem, e a banana também está bem diferente. É semelhante à transformação que sofreram os lobos até se tornarem nos cães que temos hoje, com todo o tipo de alterações ao nível genético promovidas pelos humanos. Na prática é de facto a mesma coisa: interferência nos genes por meio da intervenção do homem. Uma diferença é certa, contudo: as interferências da domesticação não eram testadas antes de servirem de alimentação (até porque não havia qualquer rigor nesse aspecto, nem estandardização e tecnologia apropriada), mas a manipulação em laboratório é testada e regulada por todo o tipo de entidades governamentais, comunitárias e científicas. Consulte-se por exemplo esta compilação: http://gmopundit.blogspot.pt/p/450-published-safety-assessments.html

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Kraft durch Freude
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Jun 17, 2013 9:30 pm

Averróis escreveu:
dihidrogênio
.q. Suspectpale.7..16..a..c.

Lá está... Se andas à procura de sites na net onde falem disto... É normal que encontres sites que falem disto.
Histeria seria se visses o assunto debatido em todo o lado, e te fosse enfiado pelos olhos abaixo em toda a parte, como se passava há uns anos atrás.

Nos últimos 2 parágrafos fugiste um bocado ao argumento de que eu falei, tal como o fez o autor do artigo do Raptor que citaste.
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Atellus
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jun 18, 2013 3:09 am

Se faz mal, não sei, mas bem também duvido. Moro numa aldeia, aqui a agricultura ainda é a moda antiga, e digo que nunca vou trocar um bom fruto ou vegetal natural por uma coisa qualquer toda alterada que nem sei de onde vem. É que nem tem comparação. O Monsanto quer é ficar com o monopólio todo. Proibir o uso de sementes sem serem geneticamente alteradas? Mas isso cabe na cabeça de alguém? Isto é só para alimentar mais uns quantos chulos, para que é preciso isso?
Aqui seja proibido ou não, as sementes serão sempre as dadas nos nossos cultivos. Nem dinheiro há as vezes para a água, quanto mais para comprar sementes infinitas.

Vocês acreditam mesmo que eles estão a fazer isso pelo bem?
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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jun 18, 2013 5:37 am

Kraft durch Freude escreveu:
Averróis escreveu:
dihidrogênio
.q. Suspectpale.7..16..a..c.



Kraft durch Freude escreveu:
Lá está... Se andas à procura de sites na net onde falem disto... É normal que encontres sites que falem disto.
Histeria seria se visses o assunto debatido em todo o lado, e te fosse enfiado pelos olhos abaixo em toda a parte, como se passava há uns anos atrás.

1 - Eu não ando à procura de sites na net onde falam disto. Sou abordado por indivíduos que promovem o activismo anti-modificação genética dos alimentos em sites generalistas como as redes sociais sociais, fóruns e grupos de discussão, sites de tecnologia, sites com informação científica e amigos que vêm meter conversa sobre o assunto e que acabam por partilhar comigo e com várias outras pessoas esses artigos desses sites que mencionei, entre outros.

2 - Estás a confundir histeria com mass hysteria, quando na verdade a primeira não especifica a dimensão: Algo pode ser considerado histeria mesmo quando defendido por uma única pessoa. O histerismo não pressupõe obrigatoriamente uma popularidade (muito menos uma popularidade extrema do "por toda a parte"), por muito que a sua popularidade possa ajudar a estende-lo a mais pessoas. Eu não disse que isto está acontecer "em toda a parte", disse que existem focos de histeria populares - muito graças às redes sociais que hoje têm um peso que não tinham há 15 anos atrás - e dei a entender que não me admiraria que a maioria dos utilizadores deste forum já tivesse presenciado exemplos deste tipo de activismo. (Quem não se cruzou ainda com algum tipo de histeria actual sobre este assunto que levante o braço).

3 - É bom lembrar ainda: Debater pormenores da dimensão do movimento anti-modificações genéticas não faz parte do propósito deste tópico. Será no máximo uma curiosidade paralela. E mais: a dimensão de um movimento pode ser irrelevante quanto à veracidade das suas alegações.

Kraft durch Freude escreveu:
Nos últimos 2 parágrafos fugiste um bocado ao argumento de que eu falei, tal como o fez o autor do artigo do Raptor que citaste.


Não fugi ao argumento. Abordei-o directamente. É a mesma coisa na prática: interferência humana nos genes dos animais e plantas. Num caso não se procedeu a quaisquer testes de controlo e regulamentação da segurança alimentar, no outro é uma medida estandardizada a tomar antes de qualquer aprovação para consumo. A maior diferença está aí e na maior velocidade cronológica graças à capacidade de atalhar e obter uma maior precisão nas alterações induzidas. De resto a diferença em termos práticos não é tão substancial quanto querem fazer crer. Como é que é fugir ao argumento? O que é que seria não fugir ao argumento, segundo os teus critérios?


Atellus escreveu:
Se faz mal, não sei, mas bem também duvido. Moro numa aldeia, aqui a agricultura ainda é a moda antiga, e digo que nunca vou trocar um bom fruto ou vegetal natural por uma coisa qualquer toda alterada que nem sei de onde vem. É que nem tem comparação. O Monsanto quer é ficar com o monopólio todo. Proibir o uso de sementes sem serem geneticamente alteradas? Mas isso cabe na cabeça de alguém? Isto é só para alimentar mais uns quantos chulos, para que é preciso isso?
Aqui seja proibido ou não, as sementes serão sempre as dadas nos nossos cultivos. Nem dinheiro há as vezes para a água, quanto mais para comprar sementes infinitas.

Vocês acreditam mesmo que eles estão a fazer isso pelo bem?

Atellus, dá uma olhada no segundo vídeo deste tópico.
Os frutos e vegetais que comes da agricultura não são "naturais" (tal como os animais da quinta), pois têm vindo a ser modificados pelos seres humanos devido ao impacto da domesticação, a selecção artificial. É tal com o cão: não é um animal natural, pois foi artificialmente moldado pela interferência do homem, que provocou a derivação do lobo nas várias raças de cães existentes. O milho e a banana são alguns dos exemplos que já referi numa mensagem anterior.

E já agora: Não é verdade que se proíba o uso de sementes sem serem geneticamente modificadas, nem é verdade que a corporação Monsanto seja a única opção disponível (ou obrigatória) para adquirir produtos hortícolas (sejam eles modificados geneticamente ou não).
Em relação à tua pergunta: "para que é que é preciso isso?", dá uma olhada no primeiro vídeo e à importância e necessidade da Revolução Verde.

Pressuponho então que já tiveste contacto com o activismo anti-monsanto e anti-modificações genéticas? Partilha aqui um bocado sobre a história e cronologia desse contacto que tiveste, pois aparentemente o Kraft durch Freude não está a par da actualidade a respeito desses movimentos e de que forma eles operam e se expandem.

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jun 18, 2013 3:49 pm

Vou então esses vídeos que publicas-te. Ainda não vi, vou tentar ver hoje á noite.
Mas volto a falar quando estiver mais dentro do assunto.

Sei que não é o único, mas é para isso que eles lutam. Para cada vez os ricos terem mais, e os pobres cada vez terem menos, basta olhar à nossa volta.

Há muitos anos atrás, a quando da revolução industrial também se dizia que se ia acabar com a fome no mundo. Vê-se isso perfeitamente.

http://www.youtube.com/watch?v=D6-YkHO3kPY

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jun 18, 2013 3:59 pm

Sem recorrer ao apelo da natureza, a modificação genética pode de facto ser perigosa no sentido em que não se conhece alguns produtos. Depende do tipo de intervenção. Por exemplo (sei que estou a incorrer numa comparação falaciosa mas acho que faz sentido) quando descobriram a colonização também defendiam que era totalmente saudável, porque simplesmente não viam razões para não o ser. Hoje é sabido que a ovelha Doly envelheceu mais depressa que o normal das ovelhas. Acho que a ciência ainda não sabe porquê mas especula-se que a idade da mãe tenha sido transmitida para o seu clone.

Não se sabe ainda as consequências da modificação genética e não se pode dizer que é seguro só "porque não vemos razões para ser perigoso" porque isso é assumir que se sabe tudo quando na volta não é assim. São precisos testes a longo prazo para provar isso. 

A propósito o argumento do apelo à natureza é um argumento que tem uma certa lógica, já que a natureza é, na sua organização, lógica. 

Em nota de curiosidade, já pensaram porque é que existe fruta com melhor aspecto do que outra? É engraçado mas do ponto de vista evolutivo isso deve ter um porquê apesar de ser especulativo pensar sobre isso. Talvez seja uma estratégia de sobrevivência a árvore dar frutos que podem ser comestíveis e outros podres ou feios que têm uma função mais reprodutiva. Outro sim é que a fruta mais pequena é mais doce por ter menos agua.
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Qua Jun 19, 2013 2:00 pm

Váli escreveu:
Sem recorrer ao apelo da natureza, a modificação genética pode de facto ser perigosa no sentido em que não se conhece alguns produtos. Depende do tipo de intervenção. Por exemplo (sei que estou a incorrer numa comparação falaciosa mas acho que faz sentido) quando descobriram a colonização também defendiam que era totalmente saudável, porque simplesmente não viam razões para não o ser. Hoje é sabido que a ovelha Doly envelheceu mais depressa que o normal das ovelhas. Acho que a ciência ainda não sabe porquê mas especula-se que a idade da mãe tenha sido transmitida para o seu clone.

Colonização não. Queres dizer clonagem. E nenhum cientista diz, ou não deve dizer, que algo é "totalmente saudável", ou fazer apelos a conhecimentos absolutos a priori. Os conhecimentos dependem sempre do recurso à melhor explicação e demonstração disponível e possível na altura. Há sempre uma necessidade de colocar à prova qualquer ideia testável, daí a ciência ser auto-correctiva.

E não há indícios de que a ovelha Dolly envelheceu mais rápido. Colocou-se foi essa possibilidade devido ao facto de ter sido clonada a partir de material genético de uma ovelha já adulta, que por isso mesmo tinha telómeros mais curtos - já que eles vão reduzindo de tamanho conforme a idade: "Cada vez que a célula se divide, os telómeros são ligeiramente encurtados. Como estes não se regeneram, chega a um ponto em que não permitem mais a correcta replicação dos cromossomas e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. O encurtamento dos telómeros também pode eliminar certos genes que são indispensáveis à sobrevivência da célula ou silenciar genes próximos. Como o processo de renovação celular não tolera a morte das células antes da divisão correcta das mesmas, o organismo tende a morrer num curto prazo de tempo no momento em que seus telómeros se esgotam." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tel%C3%B4mero)


"It doesn't necessarily follow that she will age prematurely because this link between the telomeres and ageing is not proven - it's just an interesting theory.

"In fact, if sheep like Dolly and other mammals made by this [cloning] technique are continually shown to be perfectly healthy and not age prematurely, that would just prove that the whole link between the telomeres and ageing is an unreliable one and not worth worrying about.
"

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/353617.stm


"Once a person is older than 60, their risk of death doubles with every eight years of age. So a 68-year-old has twice the chance of dying within a year compared with a 60-year-old. Cawthon's study found that differences in telomere length accounted for only 4 percent of that difference. And while intuition tells us older people have a higher risk of death, only another 6 percent is due purely to chronological age. When telomere length, chronological age and gender are combined (women live longer than men), those factors account for 37 percent of the variation in the risk of dying over age 60. (...)"
http://learn.genetics.utah.edu/content/begin/traits/telomeres/

Tanto quanto deu para determinar, a Dolly poderá muito bem ter envelhecido a velocidades normais. Mas só viveu 6 anos porque morreu de cancro pulmonar (Jaagsiekte) que é comum e transmissível nas ovelhas. E portanto nada indica que tenha algo a ver com a clonagem ou com envelhecimento.
A Dolly não foi a única ovelha a ser clonada. Segundo o Prof Campbell da Universidade de Nottingham, já várias ovelhas clonadas tal como a Dolly têm vivido os 10 a 12 anos normais que as ovelhas costumam viver.

"In 2003, a decision to "put down" six-year-old Dolly was made after a veterinary examination showed she had a progressive lung disease.
The long-term health of clones is still debated by scientists but there is no proof that Dolly died because she was a clone.
Professor Campbell said: "Dolly died of a viral lung disease which is very common in sheep which are housed and share water.
"It causes lots of mucus production which then passes into water and gets drunk by the next sheep so [gets passed on]."
"Many, many clones [since Dolly] have lived normal lives and lived to good ages of 10 or 11 years old or more," he added.
"
http://news.bbc.co.uk/local/nottingham/hi/people_and_places/newsid_9217000/9217340.stm


Clonagem de ratos com esperança média de vida normal igual à dos ratos não clonados:

"Using the technique that created Dolly the sheep, researchers from the RIKEN Center for Developmental Biology in Kobe, Japan have identified a way to produce healthy mouse clones that live a normal lifespan and can be sequentially cloned indefinitely."
http://www.sciencedaily.com/releases/2013/03/130307122958.htm

Váli escreveu:
Não se sabe ainda as consequências da modificação genética e não se pode dizer que é seguro só "porque não vemos razões para ser perigoso" porque isso é assumir que se sabe tudo quando na volta não é assim. São precisos testes a longo prazo para provar isso. 

A questão é que existem testes de longo prazo (multigeracionais, que analisam até às 5 gerações).
Aqui tens por exemplo:
"We examined 12 long-term studies (of more than 90 days, up to 2 years in duration) and 12 multigenerational studies (from 2 to 5 generations)."
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691511006399

O uso de modificações genéticas dos alimentos é porventura um dos objectos de estudo mais bem e intensamente estudados no que toca à análise de riscos alimentares e ecológicos. Até ao momento não existem quaisquer indícios de riscos para a saúde, comparativamente aos riscos para a saúde presentes nos alimentos não-modificados. Isto em centenas e centenas de testes levados a cabo por diversas entidades governamentais e comunitárias (como a União Europeia), entre outras entidades científicas.

Por exemplo:

EPA - U.S. Environmental Protection Agency;
USDA - U.S. Department of Agriculture;
FDA - U.S. Food and Drug Administration;
IFPRI - International Food Policy Research Institude;
FWS - U.S. Fish and Wildlife Service;
Comissão Europeia;
Biochemical Society;
Royal Society;
Food and Chemical Toxicology Journal;
Food Safety Authority (UK);
Organização Mundial de Saúde;
Government Science Review Panel (UK);
FSANZ - Food Standards Australia New Zealand;
FDL - The Food and Drug Law Institute;
CRIIGEN - Comité de Recherche et d'Information Indépendantes sur le génie GENétique;
Journal of Animal Science;
British Poultry Science;
Society of Nutrition Physiology;
International Symposium on Genetically Modified Crops and Co-products as Feeds for Livestock;
FEMS Microbiology Letters;
Animal Feed Science and Technology;
Journal of Biotechnology;
Molecular Nutrition and Food Research;
Journal of Applied Poultry Research:
Journal of Nutrition:
Archives of Animal Nutrition;
Livestock Production Science;
Journal of Agricultural and Food Chemistry;
Plant Biotechnology Journal;
Research in Veterinary Science Journal;
Journal of Dairy Science;
World Mycotoxin Journal;
International Archives of Allergy and Immunology;
Journal of Allergy and Clinical Immunology;
VDLUFA Conference;
BMC Biotechnology;
Fundamental and Applied Toxicology;
BioThailand;
Wei Sheng Yan Jiu - Journal of Hygiene Research;
Worlds Poultry Science Journal;
Journal of Food Protection;
European Association for Animal Production;
Pest Management Science;
Plant Molecular Biology;
Proteomics;
Regulatory Toxicology and Pharmacology
FAL - Federal Agricultural Research Centre Braunschweig;
Ecotoxicology and Environmental Safety;
Mycopathologia;
Journal of Proteome Research
Journal of Experimental Botany;
Environmental Health Perspectives;
EFSA Journal - European Food Safety Authority;
European Food Research and Technology;

E a lista continua, e continua, e continua. É longuíssima.
Pode ser consultada aqui:
http://gmopundit.blogspot.pt/p/450-published-safety-assessments.html

E este assunto já é estudado há várias décadas, mais de meio século.

O controlo e o rigor, a regulação da actividade é das mais apertadas.
Não é assumir que se sabe tudo. É assumir que tanto quanto se pode determinar até ao momento, não há razões para alarme. Até ao momento tudo é consistente com uma suficiente segurança alimentar.
Tendo em conta todas essas avaliações, agora faz sentido que se continue a testar e a avaliar. E só suspender em caso de justificação para tal.
Porque se partirmos do princípio que todos os estudos que se têm feito estão incorrectos, então nunca avançaríamos com nada e numa lógica semelhante provavelmente nem devíamos sair de casa, não vá algum carro atropelar-nos só porque não temos a certeza que isso jamais acontecerá. Right?

Váli escreveu:
A propósito o argumento do apelo à natureza é um argumento que tem uma certa lógica, já que a natureza é, na sua organização, lógica. 

Só tem lógica se partires da premissa que a natureza quer o melhor para a humanidade e que tudo o que é mais natural é benéfico para nós. A natureza não tem emoções nem intenções, e está tão preocupada connosco quanto uma rocha (aliás, a rocha faz parte da própria natureza). O mesmo tipo de rocha que pode ficar estática em algumas circunstâncias, e que noutras pode rebolar por um penhasco num deslizamento de terras e matar alguém que tenha o azar de estar a passar por lá nesse momento.
A natureza é neutra, indiferente, não nos é absolutamente positiva nem absolutamente negativa. Algo não é bom ou mau por ser natural. Do ponto de vista humano, algo é bom ou mau dependendo do seu impacto e consequência na sociedade humana (ou em qualquer outra que esteja em análise). Ela tanto pode servir de sustento à nossa habitabilidade, como pode constituir uma adversidade. Ingerir cianeto não é bom nem preferível para nós só porque é "mais natural" em comparação com uma banana do supermercado (que não é natural, não ocorre na natureza e está dependente do ser humano para se reproduzir e cultivar).
Portanto é uma falsa dicotomia achar que o que é natural tem de ser bom para nós, e o que é artificial tem de ser mau.

Váli escreveu:
Em nota de curiosidade, já pensaram porque é que existe fruta com melhor aspecto do que outra? É engraçado mas do ponto de vista evolutivo isso deve ter um porquê apesar de ser especulativo pensar sobre isso. Talvez seja uma estratégia de sobrevivência a árvore dar frutos que podem ser comestíveis e outros podres ou feios que têm uma função mais reprodutiva. Outro sim é que a fruta mais pequena é mais doce por ter menos agua.

Bem, em relação à fruta não sei, pois certos animais, como o cão que eu tive, aparentam ligar bastante menos ao aspecto visual de duas frutas semelhantes, igualmente maduras, só porque uma parece menos perfeitinha. Seria boa ideia estudar se os bonobos, os primatas geneticamente mais próximos dos humanos, fazem discriminação de frutas com base em critérios de "beleza" ou não.
Mas uma coisa é certa: Muitos conceitos de repulsividade de alimentos são culturalmente adquiridos. Há sociedades onde os caracóis são apreciados (como a nossa) e outras onde há uma repulsa em ponderar sequer a ingestão desse gastrópode. Há sociedades onde uma alimentação que inclui insectos na ementa é normal, trivial, e para outras - como a nossa - é praticamente impensável. Portanto a questão da repulsividade muitas vezes pode ser cultural. Em alguns casos é possível que trabalhem ambas em conjunto: uma componente social/cultural e outra intrínseca (impulso, instinto).

Outra coisa: Diferentes indivíduos podem reagir de diferentes formas a diferentes alimentos. Há cães que adoram certos alimentos que outros cães detestam. Nos humanos então nem se fala.

Em relação a uma fruta ser mais doce por ter menos água ao ser mais pequena... Não me parece que pinte necessariamente a realidade, mas ok. Tens fontes para isso? Que eu saiba o gosto adocicado, agradável, depende da quantidade de carbohidratos, mais do que das quantidades de água ou do tamanho do fruto.
Uma uva consegue ser menos doce que um melão.

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Qua Jun 19, 2013 4:06 pm

é especulativo sim, mas a ideia é gira xP tem uma certa lógica pensar que a fruta se diferencia para que as sementes melhores estejam em fruta menos acessível ou mais feia.

Voltando a argumento da natureza (de resto concordo com tudo o que disseste). A natureza não faz polaridade, certo, nem foi bem por ai que eu quis entrar, mas é regida por leis lógicas (leis fisicas, quimicas, biologicas e sabe-se lá que mais xP), por isso MUITOS (não todos) dos argumentos baseados no apelo à natureza tem de ser considerados dignos de investigação.
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Qua Jun 19, 2013 8:22 pm

Váli escreveu:
é especulativo sim, mas a ideia é gira xP tem uma certa lógica pensar que a fruta se diferencia para que as sementes melhores estejam em fruta menos acessível ou mais feia.

Não, porque é benéfico para a fruta ser comida. O que podias ter era o contrário. Se bem que me cheira que isso da fruta bonita só pega em quem não percebe nada de fruta, o que nós achamos que é fruta bonita não é geralmente a de melhor qualidade.

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Qui Jun 20, 2013 4:48 pm

Então a árvore desenvolveu uma maneira de nos enganar xP
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jul 23, 2013 6:53 pm

De altíssima relevância para o tópico, aborda os alimentos geneticamente modificados e a constante falácia do apelo "ao natural" da nossa agricultura.

Citação :
Have you ever seen the real banana? Do you know how strawberries come about? It might come as a shock to you, but what you regard as 'natural food' might not be natural at all, and perhaps genetically modified (GM) food is not as bad as you think. At TEDxUQ, Jimmy Botella busted some of the fallacies we have regarding the food we eat every day, and gave us a sneak peak of what GM food actually is, and where it sits in our current society.

Jimmy is the Professor of Plant Biotechnology, School of Agriculture and Food Sciences at the University of Queensland. He founded the Plant Genetic Engineering Laboratory specialising in the fields of tropical and subtropical agricultural biotechnology. Jimmy has eleven international patents in the field of Plant Biotechnology and is a founding member of two biotechnology companies (Coridon Ltd. and Origo Biotech).



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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Jul 23, 2013 11:39 pm

^ Muito interessante.

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Dom Dez 22, 2013 8:32 pm

Atellus escreveu:
Vou então esses vídeos que publicas-te. Ainda não vi, vou tentar ver hoje á noite.
Mas volto a falar quando estiver mais dentro do assunto.

Sei que não é o único, mas é para isso que eles lutam. Para cada vez os ricos terem mais, e os pobres cada vez terem menos, basta olhar à nossa volta.

Há muitos anos atrás, a quando da revolução industrial também se dizia que se ia acabar com a fome no mundo. Vê-se isso perfeitamente.

http://www.youtube.com/watch?v=D6-YkHO3kPY
Acabei de ver há pouco o vídeo ali apontado pelo Atellus.

Infelizmente, acaba por apresentar muitos dos problemas que vejo na argumentação do "outro lado": muitas acusações vagas, mas pouca informação em concreto.

Por outro lado, parece ser uma investigação baseada em "resultados do Google", e no nº de resultados que aparecem para as pesquisas que a "jornalista" faz. Ora, tendo em conta a sua filter bubble, será claro porque é que ela só encontra aquele tipo de resultados quando procura coisas sobre a Monsanto & friends.  Rolling Eyes 

Infelizmente, não parece uma fonte de informação minimamente isenta. Continuo a não conseguir formar uma opinião, dadas a minha falta de tempo para investigar o assunto a fundo, e a fraca qualidade dos argumentos que vejo de um lado e do outro. Rolling Eyes


Última edição por Kraft durch Freude em Seg Dez 23, 2013 8:22 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Dez 23, 2013 8:19 am

Ainda bem que me lembras deste tópico, Kraft.

Notícia que li recentemente:

O co-fundador do Greenpeace, Patrick Moore, manifesta-se agora contra o próprio Greenpeace, devido à luta que a organização activista tem travado contra os transgénicos, em especial o Golden Rice ("arroz dourado", que é um arroz enriquecido que é geneticamente modificado com o objectivo de ajudar minimizar as deficiências nutricionais de pessoas em países do Terceiro Mundo, nomeadamente para produzir vitamina A, que escasseia nas dietas dessas pessoas, o que leva frequentemente à fragilidade do sistema imunológico, cegueira e eventualmente a morte).

Esta luta do Greenpeace é agora rotulada de "imoral" e "criminosa" por parte do seu co-fundador, que sente que a organização está a trair os seus próprios princípios humanitários ao pronunciar-se a priori contra o Golden Rice.

Citação :


Greenpeace founder now protesting their stance on Golden Rice

Greenpeace is committing “crimes against humanity” by attempting to block the distribution of genetically-modified Golden Rice which could prevent the deaths of millions of children, said a founder of the environmental organization.
Ecologist Patrick Moore, with Allow Golden Rice Now, said millions of children who consume a starch-rich rice diet die every year from a lack of beta carotene and vitamin A.
Golden Rice, a genetically-modified food, contains the nutritional value to save millions of lives because 70% of the world’s poor depend on rice, he said.

“I left Greenpeace in 1986 when they abandoned logical science,” Moore said at a downtown Toronto protest outside Greenpeace’s headquarters. “Greenpeace is back in the dark ages (opposing modified food). They are targeting Golden Rice even though it targets a human need.”

Greenpeace has concerns that Golden Rice might create health risks, said Yossi Candan, campaign director for Greenpeace Canada.
“The fact that we object to the introduction of this product is because it is not well proven that it will help. The fact is Golden Rice is supposed to solve the vitamin A problem and that isn’t clear,” Candan said.
“The long-term solution is solving the poverty issues with eco-farming ... work with these people about home farming and not just for vitamin A.”
Candan added there are also worries Golden Rice could cross contaminate existing species.
“Cross breeding (pollination) will happen and it could be a catastrophe,” Cadan said.
Rice rarely cross breeds, Moore countered.
“Pollen from Golden Rice may get out but what possible harm could that do?” he said.
Moore added if Greenpeace wants to block the production of genetically-modified foods, the group should provide the people in need with vitamins.

Some organizations which favour the introduction Golden Rice include the Bill and Melinda Gates Foundation, Helen Keller International, the Rockefeller Foundation and the U.S. Agency for International Development.

Fonte: http://www.torontosun.com/2013/10/02/greenpeace-founder-now-protesting-their-stance-on-golden-rice


Artigo da wikipedia sobre o Golden Rice:
http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_rice


Vídeo sobre o Golden Rice:


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Última edição por Averróis em Seg Dez 23, 2013 8:46 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Dez 23, 2013 8:45 am




E outra notícia sobre o desenvolvimento do caso do estudo dos ratinhos com cancro:

O polémico estudo dos ratinhos que alegadamente desenvolveram cancro "por causa da sua alimentação com milho transgénico" foi agora considerado inválido e retirado do journal Food and Chemical Toxicology, devido às suas falhas metodológicas e "má ciência".

As duas falhas metodológicas mais graves são:
1) Usaram-se ratos Sprague-Dawley, que são uma raça de ratos com uma grande tendência genética para desenvolver cancros, independentemente da alimentação fornecida.

2) A pequena quantidade de ratos usados no teste, insuficiente para testar com a devida seriedade.


Citação :
Study linking GM maize to rat tumours is retracted
Publisher withdraws paper despite authors' objections, citing weak evidence.


Bowing to scientists' near-universal scorn, the journal Food and Chemical Toxicology today fulfilled its threat to retract a controversial paper claiming that a genetically modified (GM) maize causes serious disease in rats, after the authors refused to withdraw it.

The paper, from a research group led by Gilles-Eric Séralini, a molecular biologist at the University of Caen, France, and published in 20121, showed “no evidence of fraud or intentional misrepresentation of the data”, said a statement from Elsevier, which publishes the journal. But the small number and type of animals used in the study mean that “no definitive conclusions can be reached”. The known high incidence of tumours in the Sprague–Dawley strain of rat ”cannot be excluded as the cause of the higher mortality and incidence observed in the treated groups”, it added.

Today’s move came as no surprise. Earlier this month, the journal’s editor-in-chief Wallace Hayes threatened retraction if Séralini refused to withdraw the paper. Elsevier retracted the paper shortly after a press conference in Brussels this morning, in which Séralini protested his innocence. He and his team stand by their results, and allege that the retraction derives from the journal's editorial appointment of biologist Richard Goodman, who previously worked for biotechnology giant Monsanto for seven years.

“The magazine reviewed our paper more than any other,” says co-author and physician Joël Spiroux de Vendômois, who is also president of the Paris-based Committee for Research and Independent Information on Genetic Engineering (CRIIGEN), which collaborated in the study. The retraction is “a public-health scandal”, he says.

Goodman however denies any involvement in the decision to retract the paper. "Food and Chemical Toxicology asked me to become an associate editor in January 2013 because of my extensive experience in the area, and after I complained about the Séralini study,” he says. “I am paid a small honorarium for handling manuscripts about biotechnology on a part-time basis, after hours. But I did not review the data in the Séralini study, nor did I have anything to do with the determination that the paper should be withdrawn from or retained by the journal."

The study found that rats fed for two years with Monsanto’s glyphosate-resistant NK603 maize (corn) developed many more tumours and died earlier than controls. It also found that the rats developed tumours when glyphosate (Roundup), the herbicide used with GM maize, was added to their drinking water. (See 'Rat study sparks GM furore').

At the 28 November press conference, Corinne Lepage, a Member of the European Parliament and former French environment minister, said that Séralini’s paper asked “good questions about the long-term toxicity of GMOs [GM organisms] and the Roundup herbicide”. Retraction of the paper “will not make these questions disappear”, added Lepage, who is also a co-founder of CRIIGEN.

Alleged conflicts of interest are at the centre of the latest round of controversy. Lepage called for the resignation of  Anne Glover, who was appointed chief scientific adviser to the European Commission two years ago and whom Lepage says is an advocate of GMOs. Since then, Lepage noted, the commission has proposed, for the first time since 1996, to authorize cultivation of GM maize in Europe. Conflicts of interest with the European Food Safety Authority (EFSA) in Parma, Italy, which is responsible for assessing the risks of GMOs, “remain numerous”, she added.

The paper’s retraction was the latest in a series of setbacks for Séralini and his group. The publication of his team's study was greeted by a storm of protest from scientists, and both the EFSA and Germany’s Federal Institute for Risk Assessment In Berlin slammed the paper for providing inadequate data to support its conclusions.

Nature doi:10.1038/nature.2013.14268

Fonte: http://www.nature.com/news/study-linking-gm-maize-to-rat-tumours-is-retracted-1.14268

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Dez 23, 2013 8:57 am

Em relação às questão das sementes e dos supostos planos malvados da Monsanto em conjunto com a união Europeia:

Citação :
A lei das sementes não é o que pintam. A maior parte do que dizem sobre ela é mito. Existem "leis de sementes" em todos os países desde "sempre". Basicamente o que se está a fazer é uma unificação da legislação a nível europeu. Por isso é que o texto da lei já vem sendo discutido há vários anos e já passou por diversas alterações.

Ao contrário do que dizem, nem as espécies existentes na natureza vão ser patenteadas (não podem ser, ponto final), nem os pequenos agricultores vão sofrer consequências. A lei regula a produção em grande escala, aquela para distribuição no mercado interno e no mercado externo. Mas essas regulação já existem, são é diferentes nos diferentes países da Europa. As sementes "não-modificadas" (termo erróneo, não há sementes não modificadas) dos pequenos agricultores não vão ser banidas.

Consultem-se as propostas para unificação da legislação europeia em matéria de sementes:
http://ec.europa.eu/food/plant/plant_propagation_material/review_eu_rules/index_en.htm

Basicamente segue-se o mesmo princípio que se aplica à regulamentação imposta a qualquer tecnologia. Um electrodoméstico, por exemplo, tem de seguir normas comunitárias que a asseguram a conformidade com os padrões exigidos na União Europeia (um deles, para dar um exemplo, é a garantia obrigatória de 2 anos que o fabricante tem de oferecer ao cliente).

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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Dez 23, 2013 8:22 pm

A questão dos ratos parece-me um bocado pateta. Parem de chorar e repitam o estudo com 100x mais ratos, de outra espécie menos sujeita a cancros. Siga para adiante.

Quanto à questão das sementes, e do uso de sementes "não-modificadas": segundo o vídeo que o Atellus deixou, o problema para os pequenos produtores seria que com a introdução das sementes transgénicas numa região, as "não-modificadas" ficam muito mais sujeitas a ser contaminadas. Mais tarde ou mais cedo, todas as sementes na região podem passar a ter os genes "patenteados", e os pequenos produtores ficam sujeitos a processos legais sem que tenham feito nada de errado.

Estás mesmo à espera que alguém vá ler centenas de páginas de legislação sobre o assunto? É que o problema é mesmo esse: para quem não está dentro do assunto (i.e.: não leu centenas de páginas e não vive "dentro do meio"), é muito difícil perceber de que lado está a razão e quais os argumentos (sérios) de ambos os lados. Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Seg Dez 23, 2013 10:44 pm

Kraft durch Freude escreveu:
A questão dos ratos parece-me um bocado pateta. Parem de chorar e repitam o estudo com 100x mais ratos, de outra espécie menos sujeita a cancros. Siga para adiante.

Como já citei anteriormente, há vários estudos (incluíndo estudos multi-geracionais, ate 5 gerações) que já têm sido realizados sobre vários tipos de alimentos geneticamente modificados. Nenhum deles apontou para um aumento de problemas de saúde face às variantes dos alimentos que não sejam geneticamente modificados em laboratório. A questão dos alimentos geneticamente modificados tem sido, porventura, a tecnologia alimentar mais rigorosamente testada até ao momento.

Pessoalmente também sou a favor de testes e mais testes, de forma intensiva.

É relevante afirmar ainda que este (agora retraído) estudo de Gilles-Eric Séralini de 2012 é por si só uma suposta "repetição" ou "reapreciação" (diminuída no número de ratos) de um estudo da Monsanto em 2002 e outro estudo de 2004 já com análise à adição de Roundup que nessa altura tinha determinado que o milho geneticamente modificado apresentava-se tão seguro quanto o milho não-transgénico usado no grupo de controlo.

É curioso referir-se ainda que, ironicamente, os ratos do estudo de Gilles-Eric Séralini que se alimentaram exclusivamente com milho geneticamente modificado sobreviveram por mais tempo em média do que os ratos que foram alimentados com o milho não-transgénico (seria de esperar que o milho geneticamente modificado, se fosse um problema, seria escalável conforme a dose ingerida, o que não se verificou), o que mais uma vez revela na maior das ironias o problema de ter uma baixa quantidade de ratos em cada grupo (20 ratos por grupo, 10 de cada sexo), quando deveria ter mais que isso, sendo que 65 ratos por cada grupo é agora apontado em teoria como o número ideal em vários dos estudos carcinogénicos em ratos.

Outra questão que não tem sido frisada o suficiente: no estudo parte das alegadas culpas são apontadas ao herbicida Roundup. Ora um herbicida não é o alimento modificado em si. É um produto adicional usado à posteriori para evitar as pragas de ervas daninhas, tal como um insecticida é usado para controlar pragas de insectos e um fungicida é usado para controlar problemas com fungos. Acusar o roundup não é o mesmo que acusar o milho geneticamente modificado (ou os alimentos geneticamente modificados em geral).

Já agora este artigo resume de forma mais sucinta ainda os problemas que existem no estudo do Gilles-Eric Séralini e lista numerosas observações e objecções de vários cientistas sobre a forma como o estudo foi conduzido: http://skeptico.blogs.com/skeptico/2013/06/the-seralini-rule-gmo-bogus-study.html


Kraft durch Freude escreveu:
Quanto à questão das sementes, e do uso de sementes "não-modificadas": segundo o vídeo que o Atellus deixou, o problema para os pequenos produtores seria que com a introdução das sementes transgénicas numa região, as "não-modificadas" ficam muito mais sujeitas a ser contaminadas. Mais tarde ou mais cedo, todas as sementes na região podem passar a ter os genes "patenteados", e os pequenos produtores ficam sujeitos a processos legais sem que tenham feito nada de errado.

A resposta a essa alegação está aqui:
http://www.monsanto.com/newsviews/Pages/gm-seed-accidentally-in-farmers-fields.aspx

E alem disso seria absurdo pensar até num total "take-over" por parte de plantas geneticamente modificadas, como se de repente desaparecessem acidentalmente as outras espécies todas do nada (quando na verdade elas têm sempre de voltar a ser plantadas novamente para cada nova colheita, já que as sementes - arroz, milho, etc - vão para consumo humano e animal, a reprodução normal das plantas é largamente afectada e limitada pela colheita, vão para o prato em vez de seguirem o seu ciclo reprodutivo normal). Não é impossível uma eventual semente geneticamente modificada ir parar a um campo de outras sementes, mas isso não fornece qualquer tipo de legitimidade legal à Monsanto para processar um agricultor, e tal coisa não ocorreu até ao momento, nas 5 décadas de uso de transgénicos.
O que ocorreu foi uma burla do agricultor Percy Schmeiser, que violou os termos do contrato (ao ter guardado as sementes e voltado a usá-las mais tarde, o que não é permitido no contracto que assinou com a Monsanto) e depois usou a desculpa de que o seu campo tinha sido "todo contaminado" na colheita seguinte - coisa que não ficou minimamente provada em tribunal.

Kraft durch Freude escreveu:
Estás mesmo à espera que alguém vá ler centenas de páginas de legislação sobre o assunto? É que o problema é mesmo esse: para quem não está dentro do assunto (i.e.: não leu centenas de páginas e não vive "dentro do meio"), é muito difícil perceber de que lado está a razão e quais os argumentos (sérios) de ambos os lados. Rolling Eyes

Obviamente que pode ser enfadonho. No entanto se o objectivo é fazer uma crítica válida, seria boa ideia que quem criticasse soubesse do que realmente se propõe antes de dizer que é contra algo que no fundo nem sequer está a ser proposto.

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Última edição por Averróis em Ter Dez 24, 2013 12:55 am, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Ter Dez 24, 2013 12:40 am

Já agora a respeito da "idealmente natural, mais saborosa e saudável" agricultura biológica:


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MensagemAssunto: Re: Histeria contra os alimentos geneticamente modificados.   Sex Jan 03, 2014 10:32 am

Mais que relevante para o tópico:

Citação :
Há precisamente 1 ano atrás, a 3 de Janeiro de 2013, Mark Lynas deu uma importante palestra na Conferência de Agricultura de Oxford onde confessou a sua mudança de paradigma relativamente ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGMs). Estamos a falar de um ambientalista que participou do eclodir do movimento anti-OGM nos anos 1990, mas também de um escritor e jornalista com importantes contribuições na temática das Alterações Climáticas. Foi precisamente este último tema que lhe mostrou a necessidade de aprofundar o conhecimento científico mais actual e por conseguinte a aprendizagem que adveio desse estudo revelou como estava equivocado relativamente a outros assuntos como o caso da engenharia genética. Essa conversão tardia foi então anunciada nesta palestra, abrindo com um 'mea culpa' pelo seu activismo do passado. Para mim este acto estabelece um marco naquilo que seria desejavelmente a nova face do ambientalismo moderno: um activismo informado, sem preconceitos e capaz de se corrigir. Veremos o que a História nos reserva.

Palestra de Mark Lynas na Conferência de Agricultura de Oxford 2013



Aqui fica a tradução da palestra em Português:
Spoiler:
 

(Tradução: Carlos Abrunheiro)

Fontes:
http://placebosalternativos.blogspot.pt/2014/01/palestra-de-mark-lynas-na-conferencia.html
http://www.marklynas.org/2013/01/lecture-to-oxford-farming-conference-3-january-2013/

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