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 Varg Vikernes, (Burzum) solto.

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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 1:20 am

Ele não tinha dito que não ia ingressar mais pelo Black Metal? (ou metal em geral). Ele tinha dito que se ia dedicar à música electrónica porque o metal é "cultura de pretos", disse ele. Veja-se:

Citação :
Question: You once stated that "metal is nigger music", do you still believe this to be true?

Answer: Yes and no. I think the metal culture is nigger culture, in the sense that the traditional metal people look like, behave like and think like a bunch of "white niggers". It's (at least often) an extremely primitive, unintelligent and pointless subculture, like all rock 'n roll subcultures are. I too listened to metal music, but I never behaved like a nigger just because of that, and I don't understand what the point with this metal subculture is. Smoking pot or getting drunk, sleeping around and giving each other venereal diseases, partying all the time, going to concerts to meet other vacuum-heads, and so forth. What's the point? Even bush-niggers can be more sensible and constructive, and deeper than that.

@ http://www.metalcrypt.com/pages/interviews.php?intid=170

E ainda:

Citação :
Question: I recently heard a rumour that you now have a guitar in your cell, although you don't plan to use it on upcoming albums. In the past you have stated that you will no longer record any more 'metal music'. In relation to this, you have stated that you no longer want to play guitar anymore. To me this seems a bit strange - after all, bands who share similar views to your own and who you've mentioned in the past (Vidkuns Venner for example) play guitar-based music. And, of course, 'guitar-based' need not necessarily mean 'metal' music. After all, surely an electronic synthesizer is no more Nordic than an electronic guitar. Thus is it possible that you might use a guitar in the way you did on the later tracks on Filosofem, given the chance?

Answer: The guitar is an European invention, just like the synthesizer. However, the music played on guitar is mostly nigger music - and that goes definitely for all metal music. I have nothing against guitars, as you might know a lot of classical music is played on guitar. If I would make any more guitar music it would be classical music. So, it has nothing (or better; little) to do with the instrument in itself.

I guess I have been a bit unclear when talking about this, until now. Anyway, what I explain above should clear things up for you. I categorize music like this; Aryan music (European classical and folkmusic, as well as some other more electronic music); Alien music with Aryan lyrics (like all these Viking-metal bands, Oi-rock and the like) and; Alien music with alien lyrics. As simple as that.

@ http://www.burzum.com/burzum/library/interviews/varg/

O mais engraçado é que a guitarra é uma invenção asiática... Ele diz que agora a guitarra eléctrica é uma cena de pretos e portanto já não gosta dela.

Portanto metal e guitarras não... O que resta? Sintetizadores!!! Isso certamente foi uma invenção de um caucasiano bem branquinho e puro!
Oh wait, wait, it wasn't! LOL. parece que o sintetizador afinal foi inventado por um Judeu! LOL. Ora, vamos ver que desculpa dá o Varg para esta situação tragicómica, deveras embaraçante:

Citação :
Question by Peter Vishnakov from St.-Petersburg, Russia: When You stopped playing metal-related music You explained that the reason was that metal music has its roots in negro music. That is why the last two Burzum albums were composed on synthesizer. But synthesizer was invented in St.-Petersburg, Russia by a Jew - Leo Termen in 1920. The first synthesizer was called "termenvox" (the voice of Termen). How would You comment this?

Comparing an instrument with a music culture is rather odd, I think. It is like comparing letters with languages. I can use Latin letters when I write Russian, and it will still be Russian, right? But if I write another language with Russian letters, it will not be Russian anyhow. See my point? "Eta nje harasjo pitch samnoga vodki!" (It is bad to drink so much vodka - ed.) or "Panjemaesh pa germanskamo?" (Do you understand German? - ed.) is still Russian, even if I use Latin letters! (Well, very poor Russian I guess, but You should be able to see my point). So if I use an instrument made by a Jew to play European music the music will still be European. Or for that sake: these answers are not American, even though I use an American invention - the PC - when I answer the question. Right?

I am able to see the link between classical music and some metal music, but my main objection was and is really that the culture following in the footsteps of metal music is "Negro". The "metal heads" tend to behave like a bunch of "White Niggers", so to speak, with their sex, drugs and rock'n'roll culture.


@ http://www.burzum.org/eng/library/2004_interview_bg.shtml

Repararam na hipocrisia? "Comparing an instrument with a music culture is rather odd". Ora não foi isso que ele fez múltiplas vezes? Comparar e relacionar instrumentos a uma cultura? LOL. No comments.

Fazer festas e tal "que nem pretos"? Isso não! Vamos mas é andar todos à facada. lol!

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Ceinwyn
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 1:38 am

Averróis, acho que já tínhamos concluído há bastante tempo neste tópico que um dos maiores talentos do Varg é contradizer-se.

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Certe canzoni attraversano le mura con sacre ironie e parlano, senza parole, quell'unica lingua ch'è il suono.

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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 1:42 am

Ceinwyn escreveu:
Averróis, acho que já tínhamos concluído há bastante tempo neste tópico que um dos maiores talentos do Varg é contradizer-se.

Estou a ver que sim ahahaha. Espero que ele não tenha apanhado nenhuma "doença venérea" na prisão. (You know, butt raped and all that jazz)... Era mais uma "coisa de pretos" que o iria perseguir para o resto da vida. Laughing


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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 12:12 pm

São duvidas existencias (lá tinha de vir eu com a filosofia) tongue . Mas que estilo é que ele propoe mesmo?
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 6:22 pm

Ceinwyn escreveu:
Averróis, acho que já tínhamos concluído há bastante tempo neste tópico que um dos maiores talentos do Varg é contradizer-se.

A sério, se quiseres ler a descrição perfeita do gajo, despe os preconceitos e pesquisa sobre o signo Aquário.

"Apesar de adotar um estilo de vida frenético e ousado, este nativo nem sempre tempera bem sua necessidade mental com seus limites orgânicos, vindo daí alguns desequilíbrios."

"Apesar de pacífico, Aquário pode defender soluções violentas para os problemas sociais."

"Signo da produção em série, da moda e das ideologias reformadoras, "

"Pelo lado negativo, o aquariano é imprevisível e tende a contrariar. É pouco emocional e não compreende a complexidade emocional de algumas pessoas e a traição entre amigos. - Esta mais as duas primeiras deram origem ao óbito do Euronymous.

O aquariano gosta de lutar por boas causas, sonhar e planejar um futuro feliz, aprender do passado, os bons amigos, divertir-se.

O aquariano não gosta de promessas vazias e de sentir-se só. Não gosta do cotidiano e das imitações. Prefere ver quais são as possibilidades."

And so on, and so on. Exacto como um relógio.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 6:31 pm

Aelle escreveu:
Ceinwyn escreveu:
Averróis, acho que já tínhamos concluído há bastante tempo neste tópico que um dos maiores talentos do Varg é contradizer-se.

A sério, se quiseres ler a descrição perfeita do gajo, despe os preconceitos e pesquisa sobre o signo Aquário.

"Apesar de adotar um estilo de vida frenético e ousado, este nativo nem sempre tempera bem sua necessidade mental com seus limites orgânicos, vindo daí alguns desequilíbrios."

"Apesar de pacífico, Aquário pode defender soluções violentas para os problemas sociais."

"Signo da produção em série, da moda e das ideologias reformadoras, "

"Pelo lado negativo, o aquariano é imprevisível e tende a contrariar. É pouco emocional e não compreende a complexidade emocional de algumas pessoas e a traição entre amigos. - Esta mais as duas primeiras deram origem ao óbito do Euronymous.

O aquariano gosta de lutar por boas causas, sonhar e planejar um futuro feliz, aprender do passado, os bons amigos, divertir-se.

O aquariano não gosta de promessas vazias e de sentir-se só. Não gosta do cotidiano e das imitações. Prefere ver quais são as possibilidades."

And so on, and so on. Exacto como um relógio.

Haha Aelle. A menos que todos os nossos políticos sejam Aquários... Há hipócritas em todo o lado.

Bela contradição "apesar de pacífico, é violento". lol. Quem escreveu esse texto era Aquário? Hehe.
Ideologias reformadoras? Ele é de ideologias acima de tudo conservadoras, anti-progressistas.
LOL @ lutar por boas causas. Creio que isso aplica-se à maioria das pessoas (aquários ou não), mas não ao Varg.
O Varg não gostas de promessas vazias? xD Tinha prometido não voltar ao metal lol.

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Aelle
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 20, 2012 10:53 pm

O que está lá escrito é "Apesar de pacífico, pode defender soluções violentas para os problemas sociais." É diferente, Averróis, não vamos deturpar.

No fundo, é o que defendiam Karl Marx e Friedriech Engels, no seu Manifesto do Partido Comunista. E foi o que Lenine, Che Guevara, Álvaro Cunhal, e outros emblemas da paz e justiça social tentaram põr em prática. Não consta que fossem indivíduos particularmente violentos. Muito menos o Engels.

Muito sinceramente, não me parece que o Varg seja um homem agressivo. Muitas vezes as pessoas mais pacíficas são as que têm reacções mais extremas, precisamente porque demoram muito tempo a reagir, e não explodem. Agem no limite. Não vamos estar a revisitar a novela do Euronymous outra vez.

A maioria das pessoas não luta. É apática, e deixa-se absorver pela cultura de massas. Quem luta por algo, do seu ponto de vista, julgo eu, é sempre por boas causas. Claro que, como dizem os ingleses, as opiniões, e os pontos de vista, são como os... Cada um tem os seus.

Não tenho uma visão arrogante ou bidimensional do "bem" e do "mal". Acredito que Hitler julgava lutar por uma boa causa, bem como Estaline, ou Salazar, ou Fidel Castro, ou tantos outros.

E sim, o homem é um catavento ideológico, mas já escreveu e fez muito por aquilo em que acredita (mesmo que seja variável!). É irrelevante. Já investigou muito a História, nomeadamente das religiões germano-escandinavas, e fez as suas próprias interpretações. É incoerente, sim, mas pensa, e lê. Ou pelo menos assim o fazia.

O estilo de vida das pessoas define aquilo que elas são, muito mais que palavras. E este homem é um acérrimo defensor da Natureza, e de um estilo de vida saudável, assente em valores, e tradição. Cometeu e comete erros crassos, já escreveu e disse autênticas barbaridades (no meio de algumas ideias criativas, deva acrescentar-se), mas nota-se que tem vontade em aprender cada vez mais, evoluir, e elevar-se. Tem grandes problemas de integração, e é anti-social. Algo que não é incomum nos tempos que correm.

What can I say? Aquarius are cool.

Quanto à Astrologia, Averróis, como já sabes, não é apenas o signo solar que conta, portanto, e desconhecendo o mapa astral do Varg, parece-me que continua uma análise bastante correcta.

E no meio disto tudo, ninguém comentou as novas versões dos clássicos de Burzum.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Ter Fev 21, 2012 2:18 am

Aelle escreveu:
O que está lá escrito é "Apesar de pacífico, pode defender soluções violentas para os problemas sociais." É diferente, Averróis, não vamos deturpar.

No fundo, é o que defendiam Karl Marx e Friedriech Engels, no seu Manifesto do Partido Comunista. E foi o que Lenine, Che Guevara, Álvaro Cunhal, e outros emblemas da paz e justiça social tentaram põr em prática. Não consta que fossem indivíduos particularmente violentos. Muito menos o Engels.

Aelle, a frase não deixa de encerrar ambiguidade, pois pode ser alargada para se aplicar a inúmeros indivíduos, desdo os mais pacíficos até aos mais agressivos, dependendo do que se define por "problemas sociais", ou seja: o trigger que o desperta para a violência. Tenho reparado várias vezes que na astrologia aparecem frequentemente frases ambíguas dessas, onde se oferece uma característica e depois abre-se a excepção para as características inversas. Assim ficam dois conjuntos de características contrárias ao dispor para a pessoa escolher qual a que assenta melhor, assim é normal que "nunca falhe brutalmente", uma vez que ficam cobertas praticamente todas as combinações possíveis.
E os produtos do Comunismo que ascendeu ao poder não são grandes exemplos de pacificidade e de justiça social nem de paz, de todo. Se tentaram aplicar a paz, eu devia estar distraído porque não vi nenhuma. Hehe.

Aelle escreveu:
Muito sinceramente, não me parece que o Varg seja um homem agressivo. Muitas vezes as pessoas mais pacíficas são as que têm reacções mais extremas, precisamente porque demoram muito tempo a reagir, e não explodem. Agem no limite. Não vamos estar a revisitar a novela do Euronymous outra vez.

Aelle, o Varg transpira agressividade, não apenas agressividade física, mas acima de tudo verbal. A violência física não é a única forma de violência. E mesmo na violência física, acho que o Varg não deixa dúvidas quanto a isso. Não vale a pena revisitar a novela do Euronymous pois ela é indissociável do historial do Varg e é autoevidente.
As opiniões dele são tudo menos concorrentes ao Prémio Nobel da Paz, e isto mesmo contando com o facto de até o Obama ter ganho o prémio, apesar de pouco ter mudado em matéria de intervencionismo militar. Razz
Parece-me que o Varg está muito mais longe de um monge budista que a maioria da pessoas que conheço. Heha. Ao lado dele, a maioria das pessoas são autênticos Jonh Lennons.
Ele é das últimas pessoas que escolhia para descrever como alguém "pacífico" e defensor de boas causas.

Ah e houve um ponto que me esqueci de referir... No texto que meteste estava "aprender do passado" LOL. O Varg a aprender com o passado, uma boa anedota. A primeira coisa que me veio à cabeça quando ele saiu da prisão e abriu a boca foi: "este gajo não aprendeu nada na cadeia". Aliás, eu disse isso mesmo aqui no fórum.

Aelle escreveu:
A maioria das pessoas não luta. É apática, e deixa-se absorver pela cultura de massas. Quem luta por algo, do seu ponto de vista, julgo eu, é sempre por boas causas. Claro que, como dizem os ingleses, as opiniões, e os pontos de vista, são como os... Cada um tem os seus.

"Boas causas" é tão genérico que pode ser adaptado a tudo aquilo que a pessoa veja como sendo "boas causas".
Mesmo as pessoas que são mais apáticas podem ser descritas como pessoas que lutam por "boas causas". Por exemplo quando até dão esmola a um cego no metro.

Aelle escreveu:
Não tenho uma visão arrogante ou bidimensional do "bem" e do "mal". Acredito que Hitler julgava lutar por uma boa causa, bem como Estaline, ou Salazar, ou Fidel Castro, ou tantos outros.

Pois, precisamente, vês como chegas lá? Nesse aspecto as "boas causas" é um termo tão vago que até um Hitler, um Pol Pot, Estaline, etc pode ser descrito como alguém que lutava por "boas causas".

Aelle escreveu:
E sim, o homem é um catavento ideológico, mas já escreveu e fez muito por aquilo em que acredita (mesmo que seja variável!). É irrelevante. Já investigou muito a História, nomeadamente das religiões germano-escandinavas, e fez as suas próprias interpretações. É incoerente, sim, mas pensa, e lê. Ou pelo menos assim o fazia.

Se merece algum reconhecimento por isso, é porque a maioria das pessoas não se dá a tanto trabalho. Não é ele que está a fazer mais do que deve, mas os outros que estão a fazer pouco. Razz
Daquilo que tenho lido, é com cada revisionismo histórico... Além disso é demasiado presunçoso, ao ponto de dizer que teve acesso a segredos da história que nenhum historiador ou antropólogo desvendou sobre os povos nórdicos... Achei essa presunção de bastante mau gosto. Uma jogada de marketing de fazer inveja a muito capitalista que faz prospecção de mercado de forma quase "carniceira", a prometer mundos e fundos com um produto Razz

Aelle escreveu:
O estilo de vida das pessoas define aquilo que elas são, muito mais que palavras. E este homem é um acérrimo defensor da Natureza, e de um estilo de vida saudável, assente em valores, e tradição. Cometeu e comete erros crassos, já escreveu e disse autênticas barbaridades (no meio de algumas ideias criativas, deva acrescentar-se), mas nota-se que tem vontade em aprender cada vez mais, evoluir, e elevar-se. Tem grandes problemas de integração, e é anti-social. Algo que não é incomum nos tempos que correm.

Ainda bem que nem tudo o que é ideia dele é negativa. Também era melhor... Alguém para só ter ideias péssimas e negativas, é preciso ser-se o maior falhado do mundo... Ninguém é perfeito, nem mesmo na negatividade.
De igual forma, é certamente possível encontrar coisas menos boas em pessoas que são consideradas exemplares a nível social.

Aelle escreveu:
What can I say? Aquarius are cool.

Pessoalmente, acho que é um mau princípio rotular pessoas e tirar conclusões sobre elas, simpatizar ou rejeitá-las com base no suposto signo.
Na minha opinião, é quase como dizer que as pessoas com bigode são porreiras, e as que têm patilhas compridas são menos confiáveis.
A diferença é que os signos não estão cientificamente demonstrados como sendo correspondentes ao que as pessoas dizem que são.


Aelle escreveu:
Quanto à Astrologia, Averróis, como já sabes, não é apenas o signo solar que conta, portanto, e desconhecendo o mapa astral do Varg, parece-me que continua uma análise bastante correcta.

E no meio disto tudo, ninguém comentou as novas versões dos clássicos de Burzum.

Pessoalmente discordo que seja uma análise bastante correcta. Acho que quando tenta ser demasiado objectiva, é quando falha. Por exemplo quando diz que a pessoa é pacífica ou quando diz que a pessoa aprende com os erros do passado. As únicas coisas que podes alegar que "batem certo", são somente as coisas que são tão vagas que podem ser esticadas como elásticos até servir no personagem alvo. Isso não é de todo impressionante. Eu pelo menos não estou minimamente impressionado.
Parece-me que qualquer pessoa é capaz de redigir um texto genérico ao estilo de horóscopos e haver frases vagas que se vão aplicar, quando devidamente esticadas e adaptadas à pessoa.

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Ter Fev 21, 2012 6:56 am

No final das contas, parece-me que já leste mais entrevistas e statements do homem, do que eu. O que não me admira. Parece-me que há algum preconceito ideológico em relação a ele. Dizer que "transpira" agressividade, é uma expressão que comprova isso mesmo. Já estiveste com ele? Ou é algo que concluis baseado nos seus escritos? Ou no crime que cometeu?

As pessoas podem apresentar-se de forma muito polida, humanista e racional. Não é por isso que me convencem. Tem tudo a ver com um conjunto de circunstâncias, que despoletam os traços de personalidade, e as reacções, que o cérebro considera apropriadas e necessárias naquele momento. Quando há fome, mata-se e pratica-se canibalismo. Quando há falta de mulheres, viola-se outra coisa qualquer. Nas cadeias, colégios internos, etc. Sabes a quantidade de processos que há em Vila Nova de Gaia, de pais que violam as próprias filhas? Esses nem precisaram de privação sexual.

E sim, o Varg é um indivíduo que tem uma certa repugnância pela nossa espécie. A única coisa em comum, entre os vários "Vargs" é a vontade de elevação. De criar algo superior. Ele tentou estudar o nazismo, o modo de vida dos escandinavos antigos, etc, etc.

Não há ideologias políticas, nem coisa que o valha. É o Ser Humano, enquanto entidade colectiva, a brincar ao World of Warcraft, e aos Legos, julgando que é uma coisa muito especial. Aliás, os Deuses a brincar dessa forma connosco!

E lá no fundo, nós sabemos isso, que somos capazes dos actos mais atrozes. Unimos os instintos predatórios ao raciocínio e à inteligência. O resultado, muitas vezes, é tão criativo como aterrador.

Por isso existem cadeias, e o Direito. Uma forma muito bonita de regular as inúmeras bestialidades de que a nossa espécie é capaz. Aqueles tempos, na Noruega, foram bastante conturbados e pesados, a vários níveis. Num país, e numa realidade social, já de si naturalmente sui generis.

Há essências, isso sim. Mas isso seria outra história. Eu pessoalmente acho que o Varg não é o bicho mau que, precisamente, quer que julguem que ele é. É um tipo que se for deixado em paz, fará o mesmo com o resto do mundo. Não foi o que aconteceu. Adora chocar com aquilo que diz, e escreve. Nota-se que aprecia atenção, e se aborrece facilmente. Gosta de conversar, e debater ideias. As pessoas esquecem-se que ele esteve encarcerado. Uma pessoa que precisa de conversar, vivendo em regime de isolamento, como é óbvio, começa a disparar palavras em todas as direcções. Muitas vezes é uma chamada de atenção, outras, uma forma da mente se defender da apatia, e da depressão. Não é um bully, como aliás não é típico dos signos de Ar. Não é um gentleman como o Ihsahn dos Emperor (Libra!), mas é um indivíduo minimamente ponderado. Nietzsche, outro Balança, curiosamente, decidiu isolar-se do mundo por ninguém ter paciência ou inteligência para o acompanhar, e acabou louco, falando com o seu cavalo. O génio quis separar-se da massa humana, mas, inevitavelmente, levou consigo aquilo que também é: outro Ser Humano. Um animal social.

Não sou como o Varg, but I get the man. I get that he loathes Mankind, yet, he needs it, and he loves it, because, again: he's a fucking Aquarius. Entre outras coisas, que desconheço. Ouvindo a música dele, e as suas letras, descortino muito mais da sua essência (ou parte dela), que lendo a verborreia para chamar a atenção, de um homem que, enfim, cresceu na cadeia, envolto num misto de ódio, e veneração. Deve mexer com a cabeça de uma pessoa, sim.

Quanto à Astrologia, lá está, discordo de ti. Embora deva dizer que, com efeito, és um Capricórnio digno desse nome! Um dos meus melhores amigos é Capricórnio, portanto, não leves isso como um comentário depreciativo, apenas familiarizado.

Nós não temos individualidade. A maioria dos ateus argumenta o facto de sermos uma partícula insignificante, dentro de uma praia insignificante, em termos cósmicos. Depois contradiz-se, afirmando que o Homem é the Real Deal, e que o Humanismo (whatever the fuck that is) é uma manifestação de elevação existencial. Mas qual elevação, e qual existência? Precisamente por isso, por sermos a tal partícula insignificante, pela lógica, devíamos compreender que há realidades existenciais que nos ultrapassam, e que nós, (não apenas o Ser Humano), somos apenas umas experiências regidos por elas. Os valores, como a Justiça, a Equidade, a Solidariedade, etc, que, para mim, e penso que para ti também, Averróis, (nessa matéria parece que convergimos), são peças tão importantes, e pesadas, no mosaico que compõe aquilo que somos, na big picture, são peanuts. Pequenas características, pequenos testes, para pequenas e simples criaturas, como aquelas que nós somos. E os animais também bebem das mesmas essências. E as plantas, infelizmente pouco estudadas, e completamente ignoradas do ponto de vista de, enfim, serem criaturas vivas, com espiritualidade, e que também sofrem. Também sofrem.

Lá está, o Varg é alguém, que, por muito horrível que seja, se eu lhe disser isto, ele compreende onde eu quero chegar. Não fica confuso, percebe que é possível haver entusiasmo e cruzamento de ideias e pensamentos, não vai escrutinar tudo o que eu digo, porque, ele próprio, já partiu para outra.

Volto a insistir: eu não tenho acesso ao íntimo desta criatura através das suas acções de propaganda, e dos seus 304 mil textos, escritos por alguém ferido, provavelmente com grandes carências afectivas e emocionais.

Mas posso ter alguma ideia daquilo que ele pretende, e sente, através da sua música.

E desculpem lá, quem compõe coisas destas:

http://www.youtube.com/watch?v=6qKrRIp4DkI - Rudgang Um Die Transzendentale Säule Der Singuläritat

http://www.youtube.com/watch?v=DaFS0ZMHeco - Tohmet

http://www.youtube.com/watch?v=t4OdkgNlyq8 - Moti Ragnarokum

http://www.youtube.com/watch?v=meDyIF33BWA - Illa Tidandi

Não é, não pode ser, uma pessoa que privilegie a agressividade, no mosaico da sua essência. Muito pelo contrário. Ele bem quer, se calhar. Mas não. Eu sei do que falo, pois também componho, sou músico, e portanto, sei, verdadeiramente, aquilo que melhor me define, e ao que vai cá dentro.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Ter Fev 21, 2012 5:00 pm

Aelle escreveu:
No final das contas, parece-me que já leste mais entrevistas e statements do homem, do que eu. O que não me admira. Parece-me que há algum preconceito ideológico em relação a ele. Dizer que "transpira" agressividade, é uma expressão que comprova isso mesmo. Já estiveste com ele? Ou é algo que concluis baseado nos seus escritos? Ou no crime que cometeu?

Aelle, por favor, virtualmente toda a gente que gosta de metal sabe quem é o Varg. Ele é tão conhecido e tão "in" é que bastante improvável que alguém que oiça metal não saiba quem ele é. O Varg é uma autêntica "pop star" dentro do black metal. É o O.J. Simpson do black metal. É o Charles Manson do black metal. É o 2pac do black metal, é conhecido principalmente por eventos mediáticos que o tornaram mítico aos olhos dos fãs e que lhe construíram um culto à sua imagem. Uns odeiam-no e acham que ele só fez merda, outros adoram-no e acham que ele é um herói e fez muito bem ou, alternativamente, acham que ele está inocente (se não quiserem admitir que ele o fez).
É um pouco como o caso do Mário Machado, provavelmente o mais conhecido dos neo-nazis portugueses, exactamente pelo seu historial.

Talvez o historial dele e o facto de ter andado a queimar diversas igrejas, a matar (sem provas de ter sido auto-defesa) o Euronymous, e ainda se rir quando é condenado, ateste um pouco a "pacificidade" do indivíduo. NOT! Em termos de violência verbal, as suas visões discriminatórias são acima de tudo o oposto de uma visão pacífica e harmoniosa, de um estado "Zen". Depois a forma como se refere a negros, judeus e outros grupos raciais é algo que para todos os efeitos é considerado injúria e preconceito, uma forma de violência verbal, é pouco moral, pouco ética, pouco recomendável e é uma péssima demonstração de cidadania/civilidade. É hate speech. Hate speech não é propriamente a imagem mental de sapinhos com asinhas a saltar de nenúfar em nenúfar, com fadinhas mágicas e brilhantes por todo o lado, e todos de mãos dadas à volta da fogueira a aceitarem pacificamente a sua existência na terra.

A average person é mais pacífica que ele, parece-me.
O Varg está muito longe de corresponder à imagem e historial de alguém pacífico. Só quem estiver em negação, parece-me, é que acha que a etiqueta "pacífico" lhe assenta devidamente.



Aelle escreveu:
As pessoas podem apresentar-se de forma muito polida, humanista e racional. Não é por isso que me convencem. Tem tudo a ver com um conjunto de circunstâncias, que despoletam os traços de personalidade, e as reacções, que o cérebro considera apropriadas e necessárias naquele momento. Quando há fome, mata-se e pratica-se canibalismo. Quando há falta de mulheres, viola-se outra coisa qualquer. Nas cadeias, colégios internos, etc. Sabes a quantidade de processos que há em Vila Nova de Gaia, de pais que violam as próprias filhas? Esses nem precisaram de privação sexual.

Não venhas com essas desculpas porque o Varg está exposto exactamente à mesma sociedade que as restantes pessoas. Se ele se envolveu nas suas superstições ao ponto de cometer os crimes que cometeu, ele deve ser julgado pelos danos.
De igual forma, não há desculpa para violações de crianças. Batam punhetas.
Em relação ao canibalismo, matar pessoas para as comer é crime. Um factor mitigante é se as pessoas já estiverem mortas por acidente, como no célebre caso do desastre aéreo nas montanhas da América do Sul. Se as pessoas tivessem sido assassinadas em vez de morte por acidente, seria diferente.

Não há desculpas para o que o Varg fez. Qual é a desculpa para queimar igrejas? Qual é a desculpa para matar alguém em adiantamento quando não se tem provas de que foi em auto-defesa para não ser ele assassinado depois? Qual é a desculpa para se ser racista em relação a todas as outras etnias e considerá-las inferiores? E por aí fora. Não há desculpas para nada do que o Varg fez. E nem toda a gente na situação do Varg faria o que ele fez. Depende muito do carácter da pessoa e da sua propensão.

Aelle escreveu:
E sim, o Varg é um indivíduo que tem uma certa repugnância pela nossa espécie. A única coisa em comum, entre os vários "Vargs" é a vontade de elevação. De criar algo superior. Ele tentou estudar o nazismo, o modo de vida dos escandinavos antigos, etc, etc.

Não há ideologias políticas, nem coisa que o valha. É o Ser Humano, enquanto entidade colectiva, a brincar ao World of Warcraft, e aos Legos, julgando que é uma coisa muito especial. Aliás, os Deuses a brincar dessa forma connosco!

Mas é claro que ele tem ideologias políticas. Pode não admiti-lo mais recentemente, mas as influências estão todas lá escarrapachadas e vêm ao de cima todas as vezes e mais algumas. Essa certa repugnância pela nossa espécie é maior dependendo da etnia da pessoa visada, aparentemente, como pode ser lido nos seus textos.

Aelle escreveu:
E lá no fundo, nós sabemos isso, que somos capazes dos actos mais atrozes. Unimos os instintos predatórios ao raciocínio e à inteligência. O resultado, muitas vezes, é tão criativo como aterrador.

Portanto vamos desculpar todos os criminosos na prisão? É engraçado Aelle, tenho a impressão de já te ter visto a defender mais e maiores penas de prisão para criminosos. Agora que começamos a falar do Varg afinal já vens com racionalizações a dizer que afinal somos todos assim e tal e que portanto o Varg até é normal, quase numa tentativa de justificar ou mitigar/minimizar aquilo que ele fez. Ele merece exactamente a mesma condenação que qualquer outra pessoa que cometa o que ele cometeu.

Aelle escreveu:
Por isso existem cadeias, e o Direito. Uma forma muito bonita de regular as inúmeras bestialidades de que a nossa espécie é capaz. Aqueles tempos, na Noruega, foram bastante conturbados e pesados, a vários níveis. Num país, e numa realidade social, já de si naturalmente sui generis.

Há indivíduos que não devem andar à solta a partir do momento em que transgridem a integridade física ou material das outras pessoas. Foi o caso.

Aelle escreveu:
Há essências, isso sim. Mas isso seria outra história. Eu pessoalmente acho que o Varg não é o bicho mau que, precisamente, quer que julguem que ele é. É um tipo que se for deixado em paz, fará o mesmo com o resto do mundo. Não foi o que aconteceu.

Se reparares, consegues aplicar à força a mesma lógica a todos os criminosos. Lê o que estás a escrever. Quase que fazes do Varg uma vítima, em vez de reconheceres as culpas daquilo que ele fez. O que ele fez é demasiado grave para poder ser desculpado com um "foi uma vítima da sociedade".
É engraçado, mas já vi neo-nazis que não são capazes de desculpar um negro ou um ucrâniano por ter roubado um pacote de arroz num supermercado, mas depois tentam desculpar indivíduos como o Varg ou o Mário Machado, como se eles fossem vítimas da sociedade. Como se roubar um pacote de arroz fosse muito mais grave que tirar a vida a um ser humano que ainda por cima tem família que necessita dele e estabeleceu todo o tipo de laços.

Aelle escreveu:
Adora chocar com aquilo que diz, e escreve. Nota-se que aprecia atenção, e se aborrece facilmente. Gosta de conversar, e debater ideias. As pessoas esquecem-se que ele esteve encarcerado. Uma pessoa que precisa de conversar, vivendo em regime de isolamento, como é óbvio, começa a disparar palavras em todas as direcções. Muitas vezes é uma chamada de atenção, outras, uma forma da mente se defender da apatia, e da depressão. Não é um bully, como aliás não é típico dos signos de Ar. Não é um gentleman como o Ihsahn dos Emperor (Libra!), mas é um indivíduo minimamente ponderado. Nietzsche, outro Balança, curiosamente, decidiu isolar-se do mundo por ninguém ter paciência ou inteligência para o acompanhar, e acabou louco, falando com o seu cavalo. O génio quis separar-se da massa humana, mas, inevitavelmente, levou consigo aquilo que também é: outro Ser Humano. Um animal social.

Ele que fale e converse à vontade. Mas se continuar a demonstrar hipocrisias e falácias, vai continuar a ser exposto e/ou contra-argumentado. Acho que ninguém defende que ele se cale e não possa expressar-se. Agora é natural que haja muito criticismo àquilo que ele defende como sendo uma verdade. Ninguém está livre de criticismo. Absolutamente ninguém. A liberdade para poder falar pressupõe a liberdade para poder ser criticado e receber respostas a contestar o que ele disse.

Tens a noção de quantos Balanças não se isolaram no mundo? Não podes simplesmente fazer cherry picking, como se isso demonstrasse qualquer tipo de relação com o signo. Não te parece?

Aelle escreveu:
Não sou como o Varg, but I get the man. I get that he loathes Mankind, yet, he needs it, and he loves it, because, again: he's a fucking Aquarius. Entre outras coisas, que desconheço. Ouvindo a música dele, e as suas letras, descortino muito mais da sua essência (ou parte dela), que lendo a verborreia para chamar a atenção, de um homem que, enfim, cresceu na cadeia, envolto num misto de ódio, e veneração. Deve mexer com a cabeça de uma pessoa, sim.

LOL. Aelle, essa racionalização além de ridícula é perigosa. Ele não merece qualquer tipo de excepção ou compreensão adicional por ser "aquário" enquanto não for demostrado com provas solidas que isso significa realmente algo, tal como é dito.
Se todos os aquários andassem a fazer o que ele fez... Estávamos bem fodidos.
Realmente o Varg é o maior amante da humanidade que conheço. NOT. Tens a certeza que estás a falar do mesmo Varg? LOL. Começo a duvidar que estejamos a falar da mesma pessoa Razz

Aelle escreveu:
Quanto à Astrologia, lá está, discordo de ti. Embora deva dizer que, com efeito, és um Capricórnio digno desse nome! Um dos meus melhores amigos é Capricórnio, portanto, não leves isso como um comentário depreciativo, apenas familiarizado.

Tirando o facto de eu ser quase oposto a outros supostos capricórnios, inclusivamente aqui neste fórum, como é o caso do Diarmuid. Não estou minimamente convencido nem impressionado com esses estereótipos de signos que tentas enfiar nas pessoas. Quando não se é igual, lá vêm as desculpas que afinal não é bem apenas os 12 caixotes de signos, afinal também tem a ver com os ascendentes. É sempre as mesmas desculpas. Mas provas sólidas que demonstrem de forma inequívoca o que e´dito, isso nada! Não há provas e ainda assim defendem convictamente o que não conhecem o suficiente para poderem demonstrar provas.

Aelle escreveu:
Nós não temos individualidade. A maioria dos ateus argumenta o facto de sermos uma partícula insignificante, dentro de uma praia insignificante, em termos cósmicos. Depois contradiz-se, afirmando que o Homem é the Real Deal, e que o Humanismo (whatever the fuck that is) é uma manifestação de elevação existencial.

Nem todos os ateus defendem isso, nem todos são humanistas seculares. Há ateus que são Budistas por exemplo, ou praticantes do Jainismo, Confucianismo, Taoismo ou mesmo do Movimento Raeliano. Não há dogmas nem convenções entre os ateus e o único denominador comum é não terem uma crença em Deus.
E o facto de sermos minúsculos em comparação com o universo não invalida em nada a necessidade de cuidar da humanidade e assegurar a nossa sobrevivência, ou invalida? O tamanho neste caso não me parece que deva ser a razão para deixar de dar importância à continuação da humanidade. Apela no máximo a uma humildade saudável que é necessária.


Aelle escreveu:
Mas qual elevação, e qual existência? Precisamente por isso, por sermos a tal partícula insignificante, pela lógica, devíamos compreender que há realidades existenciais que nos ultrapassam, e que nós, (não apenas o Ser Humano), somos apenas umas experiências regidos por elas. Os valores, como a Justiça, a Equidade, a Solidariedade, etc, que, para mim, e penso que para ti também, Averróis, (nessa matéria parece que convergimos), são peças tão importantes, e pesadas, no mosaico que compõe aquilo que somos, na big picture, são peanuts. Pequenas características, pequenos testes, para pequenas e simples criaturas, como aquelas que nós somos. E os animais também bebem das mesmas essências. E as plantas, infelizmente pouco estudadas, e completamente ignoradas do ponto de vista de, enfim, serem criaturas vivas, com espiritualidade, e que também sofrem. Também sofrem.

Até compreendermos e conseguirmos identificar as outras realidades existenciais que nos ultrapassam, ou o que quer que seja de "sobrenatural", não podemos dizer que as conhecemos já à partida, ou que já sabemos que elas existem e podem ser descritas de uma determinada maneira. O exercício que algumas pessoas fazem em relação a isso é como a analogia do cego, às escuras num quarto à procura de um gato preto que nem sequer sabe se está lá ou não.
Mantenha-se o espírito aberto, a abertura para aceitar novas evidências - especialmente as menos discutíveis. Mas alguém dizer que conhece o desconhecido, e depois não demonstrar que conhece mesmo, isso é ingenuidade, crendice, não é conhecimento.

Em relação aos animais e à sua importância, a necessidade de serem preservadas, nisso concordo.

Curiosamente o antropocentrismo é muito comum nas religiões. Logo a seguir ao teocentrismo, vem o antropocentrismo na noção que nós somos os especiais, os escolhidos e feitos à imagem de Deus, no caso do Cristianismo e nas restantes religiões abraãmicas. Isso confere-nos um extremo antropocentrismo. É exactamente por causa disso que eles, que acreditam em almas/espiritos, nem sequer atribuem alma nem espírito aos animais, porque acham-nos algo completamente diferente de humanos, como se não houvesse qualquer tipo de relacionamento ou parentesco, quase como se nós fossemos descendentes especiais de Deus, sangue azul, e os animais não.

Aelle escreveu:
Lá está, o Varg é alguém, que, por muito horrível que seja, se eu lhe disser isto, ele compreende onde eu quero chegar. Não fica confuso, percebe que é possível haver entusiasmo e cruzamento de ideias e pensamentos, não vai escrutinar tudo o que eu digo, porque, ele próprio, já partiu para outra.

Mas lá está, se disseres o mesmo em relação às várias etnias humanas, ele levanta-te o dedo do meio e diz que os arianos é que são os maiores, os superiores, e portanto não quer cá conciliações, misturas, nem comparações nos mesmos termos...

Aelle escreveu:
Volto a insistir: eu não tenho acesso ao íntimo desta criatura através das suas acções de propaganda, e dos seus 304 mil textos, escritos por alguém ferido, provavelmente com grandes carências afectivas e emocionais.

Mas posso ter alguma ideia daquilo que ele pretende, e sente, através da sua música.

E desculpem lá, quem compõe coisas destas:

http://www.youtube.com/watch?v=6qKrRIp4DkI - Rudgang Um Die Transzendentale Säule Der Singuläritat

http://www.youtube.com/watch?v=DaFS0ZMHeco - Tohmet

http://www.youtube.com/watch?v=t4OdkgNlyq8 - Moti Ragnarokum

http://www.youtube.com/watch?v=meDyIF33BWA - Illa Tidandi

Não é, não pode ser, uma pessoa que privilegie a agressividade, no mosaico da sua essência. Muito pelo contrário. Ele bem quer, se calhar. Mas não. Eu sei do que falo, pois também componho, sou músico, e portanto, sei, verdadeiramente, aquilo que melhor me define, e ao que vai cá dentro.


O Hitler também pintava quadros e adorava cães. I rest my case. Os indivíduos não podem ser desculpados por algo gravíssimo que fizeram, apenas porque também eram amantes de X.

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Fev 22, 2012 1:25 am

Verdadeiramente incrível: tudo aquilo que eu escrevi foi, tão só e simplesmente, interpretado de forma linear, rígida, e obtusa.

E replicado de igual forma. Portanto, previsível, vazia e aborrecida. Não acrescentando nada à discussão. E não me enriquecendo.

É algo que já sabia. Há outras pessoas a ler o que escrevemos.

É verdade que toda a gente que gosta de metal conhece o Varg, principalmente se passar metade do dia desperto na internet, mas daí a conhecer todos os seus escritos, vai uma longa distancia. Acho giríssimo tu seres uma das presas do seu "hate speech". É precisamente o que ele quer. Não existe má publicidade, certo? O efeito João Jardim. Outro Aquário, por acaso! (Provocação, sim, mas é verdade.)

Acho muito giro o facto de as pessoas se rotularem de "Humanistas Seculares", entre outras coisas. Sorrio, de forma paternalista, perante os bicos de pés em que se põem.

"Eu sou isto. Eu defendo aquilo"

Pois claro.

Isto também serve para o Varg, claro! Ele, como qualquer criatura, move-se numa área cinzenta. Como te disse, e que ignoraste, tenho mais interesse na arte criada por ele, do que na sua colecção de palavras.

Tens muitos compêndios estudados, daquilo que é suposto, ou não, ser, mas falta-te muita sensibilidade e amplitude emocional na assunção de muitas realidades. Ou pelo menos, assim me parece.

Afirmas taxativamente, Averróis, que "não há desculpas" para isto, e "não há desculpas" para aquilo. Mas quem decide? Tu? Queres encarcerar perpetuamente as pessoas que estiveram envolvidas nesses actos? É uma opinião, claro, mas serve para os outros crimes?

Eu defendo penas pesadas para indivíduos que cometem crimes escolhendo vítimas de forma aleatória, ou, mesmo escolhendo um padrão, mantendo-o impessoal. Ou seja, visando satisfazer uma necessidade egoísta, predatória.

De resto, compreendo perfeitamente que os Estados se queiram defender de quem questiona a sua ordem e hierarquia. Desde que o assumam frontalmente, deixando cair a máscara de pluralismo, democracia, liberdade, e outros chavões com que me insultam a inteligência.


Acho uma verdadeira pérola dizeres isto:

"O Varg riu-se quando foi condenado! HE'S EVIL! BURN HIM IN THE STAKE!"

É incrivelmente perigoso, e injusto, arrogares-te no direito de analisares o íntimo de uma pessoa de forma tão superficial. Mais uma vez, falta de sensibilidade, e pior, revelação de um traço de personalidade escrutinador, ainda por cima, sem fundamentos. Uma pessoa, em situação de tensão, pode sorrir por várias razões. Para se proteger, para esconder medo, nervosismo, etc.

O Estalinismo do Espírito no seu melhor. Foi por isso que a malta da Coreia do Norte "chorou" rios de lágrimas a morte do seu querido Quim. Não vá a Feelings Police estar a ver. Lembra-me aquela malta que está atenta, nos funerais, à maneira como as viúvas/os reagem ao cadáver do falecido cônjuge. Se não houver lágrimas, há suspeitas! Pessoas diferentes, reagem de formas diferentes, e em timings diferentes.

Tens, nitidamente, problemas com o Varg. Por motivos ideológicos, claro, que saltam à vista, nitidamente.

Não há ideologias, já te disse. "Humanistas seculares" apontam o dedo, e afirmam o que tem, ou não desculpa, quem é, ou não, pacifista.

A grande questão é que, com efeito, "não há desculpa" para a grande maioria das acções perpetradas pelo Ser Humano.

Pareces-me radical e sectário, em muitas questões.

O Hitler era uma figura histórica, nada original, acrescente-se, que surgiu num contexto. Não foi o criador do anti-semitismo, não tomou o poder de assalto, e tinha uma base de apoio popular gigantesca. A maioria dos alemaes, italianos, bem como dos restantes europeus, era (e é) manifestamente anti-semita. Na Polónia ocupada, os próprios soldados alemães tinham que evitar que os civis polacos espancassem judeus no meio da rua. Uma vez que souberam que a nova ordem era aquela, perderam o receio de represálias jurídicas, entre outras.

Na França, grande parte dos judeus escondidos, foram denunciados, anonimamente por civis franceses. Isto sim, é repugnante.

Eleges algumas personagens da História, descontextualizando-as, claro, como "Demónios", entes do "Mal." Isso é uma posição muito perigosa. A tua abertura de espírito parece-me, tal como no caso do Varg, mais uma declaração de intenção registada no "papel" do que outra coisa.

Quanto ao senhor Oystein Aarseth, era, com efeito, um indivíduo pouco recomendável. Alguém que controlava aquele micro clima social com pulso de ferro, possuía armas de fogo, e festejou com alegria o suicídio de um companheiro de banda, com cujos restos mortais fez um adereço decorativo para si próprio. Sim, eu se fosse ameaçado de morte por tal personagem, talvez levasse a sério. Calculo que isso me defina como uma pessoa pouco (ou nada) pacífica, segundo o teu entender. Assim seja!

E quanto ao Varg, nada temas, pois ele é completamente inofensivo. Aliás, com a quantidade de imigrantes não-europeus que há na Noruega, o mais provável é ele aparecer morto num canto, num belo dia em que vá passear à floresta.

Eu por mim fechava este debate, e instigava o resto da malta a comentar mais Burzum, e menos Varg.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Fev 22, 2012 12:53 pm

Tal como solicitaste na última frase, e como também temos andado a portar-nos melhor ultimamente, acho que não vale a pena estarmos a engajar-nos ainda mais em assuntos dos quais poderão surgir (ainda mais) animosidades. Para stresses já basta o dia-a-dia.

Queria no entanto rebater alguns dos pontos que acho que devem ser respondidos e/ou esclarecidos a respeito do que que foi afirmado na tua última resposta, de preferência sem me alongar muito nem engrossar ainda mais o caudal de texto que já correu, o que provavelmente vai ser difícil.


Não considero que tenha interpretado de forma linear, rígida ou obtusa o que afirmaste, mas estás no teu direito de dar essa opinião, se foi essa a leitura que fizeste. E não afasto a possibilidade de até poder ser verdade, sem que me tenha apercebido, pelo menos em relação a alguns pontos.

Concordo que esta discussão já é vazia, previsível, aborrecida e sem nada de produtivo nem para ti nem para mim. Assumo a minha parte da culpa que me toca.

Eu percebi a indirecta que tentaste dar em relação a "passar metade do dia desperto na internet", e tenho as minhas suspeitas sobre o motivo dela ter surgido - certamente que não foi para fomentar o debate sobre o que quer que seja - pois claramente não é preciso estar metade do dia desperto na internet para saber quem é o Varg. Não me parece que apostes realmente na ideia de que quem conhece o Varg passa metade dos dias na internet. Não vou entrar por bocas pessoais desse tipo nem fazer juízos sobre a tua conduta ou falta dela fora do fórum, pois tal não é chamada aqui, tal como a minha também não deveria ser.

Em vez de provocações, gostaria que tivesses antes respondido sem as mesmas. Pois eu não fiz provocações e respondi aos argumentos apresentados.

Em relação à questão do movimento humanista secular, tenho a dizer que não me revejo nessa descrição que fizeste, a dos "bicos de pés", pois não me considero, de todo, acima do average joe. O movimento humanista secular não são mais que guidelines para uma filosofia e modo de aferir o mundo e a sociedade, não é propriamente uma "maçonaria".

Em relação à arte do Varg, não disse nem minimizei qualquer mérito ou qualidade que possa ter. Não me verás de todo a dizer que a arte de alguém é lixo apenas porque abomino certas e determinadas acções do indivíduo. Não o faço em relação ao Michael Jackson, não o faço em relação ao Varg, nem o faço em relação a vários outros indivíduos que fazem ou dizem coisas que acho de muito mau tom. No máximo ver-me-ás a boicotar, pois tal é o meu direito de não pactuar com alguém (seja uma pessoa ou uma entidade colectiva) que eu bem entender.

É possível que me falte "amplitude emocional" ou algo semelhante, não me considero perfeito, sou somente sincero com as minhas opiniões.

Quem decide são os tribunais e as vítimas e/ou familiares das vítimas. O indivíduo não é desculpado quando acaba de cumprir a pena. Que é o caso. Ao sair cá para forma não está "desculpado", está com a pena em cima e quanto muito tem os votos de que se comporte um bocadinho melhor quando estiver solto novamente.
Pessoalmente não disse que ele deve ser encarcerado perpetuamente, ou disse? Disse somente que as coisas que ele fez não podem ser desculpadas no sentido de não poderem ser "minimizadas" como entendi que estavas a tentar fazer. Só isso. Em relação à questão penal já falámos disso anteriormente e sabes a minha posição relativamente a isso.

O que queres dizer com isso dos estados quererem defender-se quem questiona a ordem e hierarquia, na sequência deste tópico? O Varg não esteve na prisão porque "apeteceu" ao Estado. O Varg cometeu diversos crimes. A morte de uma pessoa e pelo menos 4 igrejas queimadas. Esteve preso porque fez por merecê-lo. Estares a referir isso na sequência deste caso é um factor pouco relevante, pois por mais que tentes alegar que ele é um preso político, isso é estar a fechar os olhos às razões mais que suficientes, de acordo com as leis do país onde está, para este indivíduo (ou qualquer outro, independentemente da filiação política ou filosofia de vida) estar atrás das grades.

É possível que se tenha rido só para "se proteger, esconder medo, nervosismo", reconheço a escassez do meu conhecimento em relação às expressões faciais mais comuns durante a pronuncia das sentenças de assassinos e outros.

Eu tenho obviamente problemas com o Varg, tal como tenho problemas com qualquer pessoa que defenda as ideias que ele defende e que comete os crimes que ele cometeu, e acho que tenho uma causa justa para pensar assim em relação a estes indivíduos. E é por ideologias, sim. Ele não está livre de criticismo. E todo nós respondemos/reagimos aos assuntos e tópicos consoante os nossos sentimentos: se é de discórdia, concórdia, identificação ou horror. The list goes on.

O mesmo poderá dizer-se, como alias admitiste diversas vezes, que tu também tens uma relação (pelo menos) emocional com o Varg.


Mais uma vez insistes nessa ideia do "não há desculpa", quando ela está retirada fora do contexto. Como já te fiz o reparo: o "não há desculpa" é no sentido de que a culpa que lhe foi atribuída não pode ser minimizada, eufemizada (a menos que ele seja declarado inocente de crimes que não cometeu). Afinal parece que não fui o único a fazer leituras superficiais...

Sim, sou radical e sectário em muitas questões. Uma delas é naquilo que considero que merece ser criticado.
Como disse, ninguém está livre de críticas.
Sou radical no sentido em que não acho que a religião esteja isenta de críticas, bem como vários outros organismos e assuntos: estado, ideologias políticas (comunismo, fascismo, social-democracia, etc), indivíduos que considere que são prejudiciais, etc. Não poupo críticas em relação a nenhum desses temas.

Efectivamente Hitler não foi o criador do anti-semitismo, como aliás já disse aqui várias vezes: Grande parte da culpa do anti-semitismo, a meu ver, prende-se com a doutrina oficial da Igreja Católica (e do Protestantismo iniciado por Lutero) que estava a ser defendida, baseada na ideia de que os Judeus foram os completos responsáveis pela execução de Jesus Cristo. Essa ideia foi instigada desde cedo e claro está, pode ter "qualquer coisinha" a ver com a opinião pública acerca dos Judeus, não só nesse local da Europa Central como também nos arredores. Isso e a acusação de serem agiotas que começou a surgir mais tarde, pelo menos a meio do milénio passado, até ser ilegalizado. Efectivamente alguns judeus eram agiotas, mas nem todos os ateus eram agiotas. Da mesma forma que nem todos os europeus eram pintores ou inventores de renome. Haviam judeus em regime de exclusão social, pobres, pois basicamente eram considerados "cidadãos de terceira", refugiados da diáspora, a viver em sociedades que tinham esse anti-semitismo a ser promovido.
E eu tanto abro a boca para defender os judeus - povo - como abro a boca para acusar Israel - estado político - pelos seus crimes. De igual forma critico o governo americano quando deve ser criticado, mas não pinto todos os cidadãos americanos de acordo com essa imagem, como se fossem todos cúmplices. E acho que não vale a pena estar a alongar-me mais sobre este assunto.

Na outra mensagem tinhas falado em Nietzsche. Pois bem, o Nietzsche, que é um filósofo que admiro, embora não subscreva tudo do que defendeu, apesar de tudo o que dizem de falacioso a seu respeito, no que toca à sua suposta influência nas ideias nazis que iriam ser desenvolvidas uns anos mais tarde, era um grande crítico do anti-semitismo, e deixou-o claro em muitas das suas cartas e livros. Até um homem que abominava a sociedade do seu tempo e a forte influência da religião Cristã (e por extensão a Judaica, uma vez que é indissociável na sua matriz) sabia identificar a boçalidade e a estupidez patente no anti-semitismo. Pode ler-se por exemplo:
Nietzsche escreveu:
… tampouco me agradam esses novos especuladores em idealismo, os anti-semitas, que hoje reviram os olhos de modo cristão-ariano-homem-de-bem, e, através do abuso exasperante do mais barato meio de agitação, a afetação moral, buscam incitar o gado de chifres que há no povo…
(in Genealogia da Moral, Friedrich Nietzsche)

Exacto. Outra coisa repugnante que aconteceu em França foi o encobrimento pela Igreja que foi oferecido a Paul Touvier, entre outros na mesma situação.

Não me parece que eu descontextualize assim tanto, ou que critique injustamente indivíduos por algo que não cometeram. Podes dar-me um exemplo de um inocente que eu tenha acusado e criticado severamente por algo que não cometeu? Além do mais são meras opiniões e toda a gente tem as suas. Tu certamente eleges as tuas personalidades da história para fazer o mesmo, como aliás tens feito, e estás no teu direito. Eu estou no meu.

Não sei se o senhor Oysten Aarseth era pouco recomendável ou não. Sei contudo que ele, aparentemente, apoiava o comunismo totalitário e tinha como ídolos certos líderes sanguinários pouco apetecíveis que se inserem na linha de pensamento do Marxismo / Comunismo / Socialismo, como Pol Pot ou Estaline.
Eu poderia alegar o mesmo em relação à opinião que tens do Oysten Aarseth, justificando-a também como "problemas ideológicos" que tens com o Oysten, para teres uma ideia. Smile
Efectivamente eu também tenho um problema ideológico com o Oysten, mas neste caso temos de saber identificar onde está o crime, e qual o culpado. Se tivesse ocorrido ao contrário, não duvides que eu critica-lo-ia de igual forma, tal como critico o Varg.
Por muito má pessoa que fosse, nada justifica chegar lá e matá-lo à facada, não defendo uma iniciativa dessas em relação a ninguém e é algo que não pode ser legitimado nem consentido em nenhuma ocasião, por muito mau que seja o alvo em questão (volto a frisar). O Varg não vai longe sem provas de que o Oysten o queria mesmo matar.

Em relação a esta novela idiota do assassinato do Euronymous, é tudo o que tenho a comentar.

Em relação ao Varg critico e continuarei a criticá-lo, tal como critico vários outros indivíduos e as suas ideias ou acções.

Fica então fechada esta discussão da minha parte, a menos que queiras dar-lhe continuidade ou esclarecer algum ponto que não tenhas compreendido na totalidade.

Bem, ficou uma resposta bem mais comprida do que estava a tentar prever ao início.

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Fev 22, 2012 6:18 pm

Atenção, quando eu fiz o comentário alusivo a pessoas que passam metade do dia desperto na internet, estava a referir-me à maioria dos sentenciadores, e julgadores, seja do Varg, seja de muitas outras coisas. Não foi uma indirecta, nem um ataque pessoal. Bem, o próprio Varg passa mais de metade do seu dia desperto metido na Net, portanto...

E não, não tenho uma relação emocional com o Varg! Com alguma da sua música, sim. Se ele for atropelado por um camião hoje, é para o lado que eu durmo melhor. Bem como a de Chopin, e vários outros. Não significa que os queira conhecer pessoalmente.

Não vou estar aqui, de novo, a desmantelar os vários componentes que integram um indivíduo.

Nietzsche era uma personagem muito inteligente, mas muito contraditória. Nota-se que a sua filosofia está muito ligada aos seus sentimentos e frustrações pessoais. Em todo o caso, escrevia brilhantemente. Na Alemanha os seus livros são estudados em disciplinas de línguas, por exemplo. Bom, outra conversa.

Em relação ao Oystein Aarseth: ideologicamente era um bluff, como toda a gente é. Alguma vez num regime estalinista, como aqueles que ele defendia, ele se poderia portar daquela forma? Sequer formar uma banda, muito menos daquele género. Eram putos que queriam chocar, com aquilo que o Ocidente e o Regime vigente considerava "maldito." O Dead dos Mayhem, dizia numa entrevista que não se importava de sodomizar uma cabra, desde que ela não tivesse SIDA, quer dizer...

Sim, no meio deste marasmo todo, o então jovem Vikernes, ainda mantinha alguns dois dedos de testa.

People will be people. Don't give them too much credit!

De resto, tudo tranquilo, e lamento sermos apenas nós a participar neste debate. Mas vale a pena na mesma.



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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Fev 22, 2012 7:01 pm

Aelle escreveu:
Atenção, quando eu fiz o comentário alusivo a pessoas que passam metade do dia desperto na internet, estava a referir-me à maioria dos sentenciadores, e julgadores, seja do Varg, seja de muitas outras coisas. Não foi uma indirecta, nem um ataque pessoal. Bem, o próprio Varg passa mais de metade do seu dia desperto metido na Net, portanto...

I see. No entanto, não foi o que deu para perceber pela sequência da conversa e pela composição frásica, mas adiante.

Aelle escreveu:
E não, não tenho uma relação emocional com o Varg! Com alguma da sua música, sim. Se ele for atropelado por um camião hoje, é para o lado que eu durmo melhor. Bem como a de Chopin, e vários outros. Não significa que os queira conhecer pessoalmente.

Não vou estar aqui, de novo, a desmantelar os vários componentes que integram um indivíduo.

Nietzsche era uma personagem muito inteligente, mas muito contraditória. Nota-se que a sua filosofia está muito ligada aos seus sentimentos e frustrações pessoais. Em todo o caso, escrevia brilhantemente. Na Alemanha os seus livros são estudados em disciplinas de línguas, por exemplo. Bom, outra conversa.

Especialmente no final da sua vida, já que o homem passou-se completamente.

Aelle escreveu:
Em relação ao Oystein Aarseth: ideologicamente era um bluff, como toda a gente é. Alguma vez num regime estalinista, como aqueles que ele defendia, ele se poderia portar daquela forma? Sequer formar uma banda, muito menos daquele género. Eram putos que queriam chocar, com aquilo que o Ocidente e o Regime vigente considerava "maldito." O Dead dos Mayhem, dizia numa entrevista que não se importava de sodomizar uma cabra, desde que ela não tivesse SIDA, quer dizer...

Sim muitos desses gajos aparentemente só têm essas posturas para tentar chocar, chamar a atenção, enfim, posers.
Há o exemplo também do falecido vocalista de Anal Cunt, que também era um poser sempre à procura de chocar e dar nas vistas.


Aelle escreveu:
Sim, no meio deste marasmo todo, o então jovem Vikernes, ainda mantinha alguns dois dedos de testa.

People will be people. Don't give them too much credit!

De resto, tudo tranquilo, e lamento sermos apenas nós a participar neste debate. Mas vale a pena na mesma.

Eu não dou muito crédito à partida. Mas só até alguém perder um olho, se é que me percebes.

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 27, 2012 1:28 am



http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=VFxN00yRvcI -

Varg Vikernes acerca da Cristandade, catalogando-a como destruidora das culturas autóctones onde se impõs, à força. Convenhamos que não é típico de um "nazi" bronco e básico mencionar a cultura africana, entre outras extra-europeias, como uma das vítimas do atropelamento, esse sim, supremacista, dos cristãos.

Eu penso que é errado comparar este homem a um típico nacionalista (leia-se pseudo-nacionalista) género Mário Machado, ou outro qualquer. Parece-me um indivíduo preocupado em defender e preservar a cultura do seu país. E etnia, também, admitamos. É algo, que, na minha opinião, não deve ser encarado como uma manifestação de agressividade racial, muito menos imperialista. Posso estar enganado, claro, mas duvido que seja mais preconceituoso, racista, ou xenófobo, que a generalidade dos Europeus. Ou outros povos quaisquer.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Seg Fev 27, 2012 10:33 pm

Aelle escreveu:


http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=VFxN00yRvcI -

Varg Vikernes acerca da Cristandade, catalogando-a como destruidora das culturas autóctones onde se impõs, à força. Convenhamos que não é típico de um "nazi" bronco e básico mencionar a cultura africana, entre outras extra-europeias, como uma das vítimas do atropelamento, esse sim, supremacista, dos cristãos.

Eu penso que é errado comparar este homem a um típico nacionalista (leia-se pseudo-nacionalista) género Mário Machado, ou outro qualquer. Parece-me um indivíduo preocupado em defender e preservar a cultura do seu país. E etnia, também, admitamos. É algo, que, na minha opinião, não deve ser encarado como uma manifestação de agressividade racial, muito menos imperialista. Posso estar enganado, claro, mas duvido que seja mais preconceituoso, racista, ou xenófobo, que a generalidade dos Europeus. Ou outros povos quaisquer.

Parece-me que ele referiu os africanos porque, neste caso em concreto, dada a sua agenda anti-cristianismo defendida no vídeo, era um dos exemplo sólidos e conhecidos que ele podia usar para agravar a lista de danos provocados pela Igreja católica. Porque fora destes acasos interesseiros e oportunistas, ele não tem qualquer consideração pelo que quer que seja, como se pode ler pelo que costuma escrever. Basicamente usou tudo o que tinha à mão para poder atirar contra a igreja, mesmo o que normalmente despreza. Mas quando o contexto é outro... A coisa muda de figura.
Só se lembra de referir os africanos de forma não denegrida quando pode usá-los para dar argumentos destes.

Em reação ao argumento que ele dá no fim aos 2:32:

"Eles (os cristãos) não respeitaram a nossa cultura, porque é que devemos respeitar a deles?"

Ninguém é obrigado a respeitar. Mas entre não respeitar nem concordar com os preceitos cristãos e andar aí a queimar igrejas, vai uma GRANDE diferença.
Muitos dos ateus também não respeitam nem concordam com os preceitos das religiões e não é por isso que andam por este mundo fora a queimar edifícios religiosos, a matar praticantes religiosos e por aí em diante.

O argumento é péssimo por uma razão lógica muito simples: Two wrongs don't make a right.
Caso contrário passaria a ser justificado ter africanos a escravizar brancos a larga escala, dado o que aconteceu desde há mais de 500 anos atrás, entre outras coisas. As coisas não podem seguir essa lógica porque a partir dela a única coisa que se obtém é uma escalada de violência.

Já agora:
"Make not, when you work a deed of shame,
The scoundrel's plea: «My forbears did the same»"
- Al-Ma'arri

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Ter Fev 28, 2012 3:24 am

Longe de mim mencionar a coerência como uma das qualidades do senhor Vikernes, em todo o caso, não tenho dúvidas de que é um homem inteligente, provavelmente culto, e um livre pensador. Penso que te passou um pouco ao lado aquilo que ele quis dizer, e que é revelador acerca da sua personalidade. O Varg não é um apologista da destruição das culturas. Ele pode desprezar este ou aquele povo, mas não é defensor da sua aniquilação ou subjugação (e repito, das suas tradições, formas de vida, etc.) Parece-me também que ele vê lugar no mundo para todas as culturas autóctones. Aí sim, podemos enquadrá-lo um pouco em correntes de neonacionalistas. "Cada macaco no seu galho", para simplificar. A posição dele é: "Deixem os Noruegueses sossegados, manter e recuperar os seus estilos de vida pagãos." E claro, com tudo o que isso acarreta.

Em relação ao oportunismo com que ele fala nos africanos, bom, a sua posição pode ser interpretada de duas maneiras. Podíamos também dizer que as suas afirmações são passíveis de causar desconfiança e afastamento no seu séquito de seguidores. Quem tem anti-corpos em relação ao Varg não os vai perder, nunca, nem ele faz questão disso. No entanto, o contrário pode acontecer com muito menos dificuldade. É muito fácil passar de bestial a besta, como tu sabes. Principalmente no que toca a figuras controversas como é esta.

Não falei nos argumentos dele, mas uma vez que o fazes:

Concordo plenamente, duas coisas erradas não fazem uma certa. Lembro-me da primeira vez que li essa frase, na Banda Desenhada Calvin & Hobbes.

No entanto, o que ele diz não deixa de ser verdade. E, se realmente, como parece, aquela igreja foi construída por cima das ruínas de um templo pagão destruído pelos cristãos (e embora não legitime nem apoie esse tipo de acções), é uma curiosidade que gostava que tivesse sido comentada pelas mesmas pessoas, nomeadamente na imprensa generalista, que, apelidaram os autores destes crimes de bárbaros e (em alguns casos erradamente) de satânicos.

Ou seja, e para não variar, criou-se um discurso sectário, ignorante, adulterador da História, e baseado na habitual moeda falsa de duas faces: o "bem" e o "mal."

Isto é algo que diz respeito à imprensa Norueguesa, acima de tudo. Que não foi justa. Vi alguns padres a lamentarem-se do sucedido, mas não vi nenhum jornalista a perguntar: "Mas a propósito, condena a forma como os Cristãos se impuseram à força na Noruega, e tentaram oprimir e destruir a cultura dos nossos antepassados, depois de terem virado a correlação de forças políticas a seu favor?"

Não custava muito. Não queremos uma Manuela Moura Guedes em cada esquina, mas um Jon Stewart por país não faria mal nenhum à relação próxima que deve existir entre Jornalismo transparente, e História.

Fora isso, o carácter das pessoas não se define, nem está salvaguardado, consoante os seus "rótulos", grupos, ou meios em que se inserem. Sejam, alegadamente, pagãos, cristãos, comunistas, fascistas, democratas burgueses, ateus, ou outra coisa qualquer.

Todavia, sendo a religião Cristã assente, precisamente, na paz, na aceitação, na tolerância, no diálogo, na conversão pela palavra, etc, etc, aqueles que agem em seu nome, têm especial dever de não usar da violência extrema. Aliás, têm a obrigação de recusar essa via! Lá está, um debate que fica sempre por fazer. O que levaria à desmantelação do Cristianismo Político e Organizado, pela simples lógica dos factos, e das suas acções ao longo da História.

Em todo o caso, é quase irrelevante: O Cristianismo Político-Institucional está quase morto. Os adversários são outros, agora.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qui Mar 01, 2012 7:30 pm

Eu não disse nem que ele não é inteligente, nem que quer destruir culturas (bem, mas já que falas nisso: ele talvez queira destruir a cultura cristã localizada no país onde vive, já que ele até deu início a essa missão nas Igrejas que efectivamente queimou).
O que eu disse foi que ele fez referência aos africanos de forma plenamente oportunística.
Outro claro exemplo de oportunismo circunstancial são os neonazis que reclamam por "falta de liberdade de expressão" e "perseguição política", quando sabemos que o nazismo não é propriamente a favor da liberdade de expressão e liberdade de opinião política, ou seja, só se lembram de a defender e evocar quando há um certo oportunismo interesseiro envolvido, porque em condições normais estão-se a cagar para a liberdade de expressão e para a liberdade política e, como se não bastasse, eles são dos primeiros a abrir a boca para apelar à constrição / castração das liberdades fundamentais de terceiros, como é o caso dos homossexuais. Não me parece que o Mário Machado perca seguidores por se lembrar de defender a liberdade de expressão e a liberdade política, em contextos oportunísticos... O caso mudava de figura se o Mário Machado começasse a defender activamente a liberdade para os homossexuais poderem casar-se, por exemplo.


Claro que o que ele diz não deixa de ser verdade, como sabes eu próprio sou um grande defensor da confrontação dos organismos religiosos (qualquer um deles, não apenas o Cristão) com tudo aquilo que possa ser demonstrado como sendo danoso na sociedade, como é o caso da questão do preservativo, a forma como lidaram com os padres pedófilos (Encobrimento interno estabelecido no Crimen sollicitationis e no De delictis gravioribus), entre várias outras coisas, em relação ao islamismo há imensas críticas a fazer em relação à Jihad e à forma como as mulheres são tratadas, etc.
Para mim as religiões não podem, de forma nenhuma, estar imunes a críticas. Nem se deve desencorajar a crítica às religiões, já que isso é perigosíssimo. Os responsáveis religiosos devem ainda ser apresentados a tribunal para se determinar até que ponto é que não foram coniventes / cúmplices com esses acontecimentos lamentáveis.

Sou completamente a favor que a comunicação social tenha um papel activo para informar a população, dentro da sua liberdade jornalistica que deveria ser mais respeitada do que é actualmente, para expor todos estes casos e mais alguns. Sou a favor da maior transparência possível nestes assuntos, para sabermos com que organismos é que estamos a lidar. Acho que muitas das pessoas ainda não querem bem aceitar aquilo que têm pela frente e fecham os olhos a muita coisa.

Efectivamente muitos padres esquecem-se daquilo que a sua Igreja tem feito e AINDA FAZ (que é o mais grave de tudo).

Infelizmente tudo o que seja confrontar religiões acaba mal visto e odiado, porque - verdade seja dita - é tabu criticar a religião. É considerado uma atitude intolerante e incitadora do ódio, quando na verdade não é mais do que apelar que os responsáveis religiosos sejam levados à justiça pelas cenas inadmissíveis que têm sido levadas a cabo por tais organismos e "em nome de Deus", armados em intermediários legítimos da vontade de Deus, logo "inquestionáveis".
E os ateus sabem bem o que é estar nessa posição. Aliás, vou criar uma publicação sobre um estudo da opinião pública dos americanos sobre os ateus. Aparentemente os ateus são dos grupos mais desprezíveis aos olhos da população, ao ponto desta conseguir nutrir mais simpatia com outras minorias normalmente discriminadas como os homossexuais ou muçulmanos, do que com os ateus.


E obviamente que o carácter das pessoas não se define nem está salvaguardado conforme os rótulos. Pessoalmente sou a favor do julgamento do indivíduo de acordo com a sua conduta e acções. A nossa resposta deve ser acima de tudo adequada às acções desse indivíduo, não em relação às suas meras opiniões, filosofias de vida, religião, origem geográfica, nome de família, etc.



Aelle escreveu:
Todavia, sendo a religião Cristã assente, precisamente, na paz, na aceitação, na tolerância, no diálogo, na conversão pela palavra, etc, etc, aqueles que agem em seu nome, têm especial dever de não usar da violência extrema. Aliás, têm a obrigação de recusar essa via! Lá está, um debate que fica sempre por fazer. O que levaria à desmantelação do Cristianismo Político e Organizado, pela simples lógica dos factos, e das suas acções ao longo da História.
Em todo o caso, é quase irrelevante: O Cristianismo Político-Institucional está quase morto. Os adversários são outros, agora.

Ora:




E não está quase morto, está, quanto muito, a enfraquecer, mas está longe de estar morto. A classe conservadora, predominantemente cristã, ainda está bastante relacionada com a estrutura política de muitos países por este mundo fora.


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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qui Mar 01, 2012 11:27 pm

Concordo que o álbum de remixes, From the Depths of Darkness, não é a melhor obra de Vikernes. Parece que lhe falta o "espírito" de outrora. Enquanto o ouvia, pensei várias vezes que gosto muito mais das versões originais.

Seja como for, e para quem ainda não sabe, está para sair um novo álbum: Umskiptar (Metamorphoses). Todas as letras deste álbum provêm da Völuspá, um poema que versa sobre a mitologia nórdica.
Estão mais informações no site oficial da banda.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Sex Mar 02, 2012 11:58 pm

Kraft:

É sempre muito arriscado uma banda (neste caso de um só homem, mas é a mesma lógica), regravar músicas que marcaram uma era, um estado de espírito, uma espontaneidade criativa. É arriscado porque, para já, tem sempre motivos mercantilistas. No caso de músicos como o Varg, que enfim, é uma casa cheia de excelente música, o homem vai do metal ao ambiental, passando pelo folk e neoclássico, nunca faz sentido voltarem atrás. O projecto perde completamente a sua pureza. Self-covers não é apanágio de artistas com uma obra forte, ecléctica, consistente e antológica. Não falo de actuações ao vivo, claro. Apesar de tudo, dentro desta lógica, podia ter sido feito algo com muito mais qualidade, e criatividade. Se a ideia era regravar, então podia ter sido experimentada uma sonoridade de estúdio diferente. Acrescentar teclados em algumas partes, porque não? Na onda do Hvis Lyset Tar Oss, por exemplo. A segunda metade da Key to the Gate é uma autêntica obra-prima, tocada em qualquer conjunto de instrumentos. Tanta coisa. A My Journey to the Stars, outro exemplo, acrescentos grandiosos que merecia. O Varg o que fez: voltou a tocar as músicas como elas são, praticamente. Ainda retirou um riff à My Journey to the Stars, e prolongou outro, sem sentido nenhum. A bateria, que em alguns casos me parece programada, está tão mal misturada que mal se ouve. E a voz, não resulta muito bem. Em qualquer dos casos, é excelente música, nem que seja tocada em midi, portanto... O homem gravou aquilo no computador, e nem usou dos melhores programas. Estou curioso para ouvir o próximo álbum, mas parece-me que o rapaz está a gravar álbuns à pressão. O Belus e o Fallen têm excelentes momentos, mas também bastante palha. Vamos a ver. E

Averróis:

Estamos a desviar-nos do tópico (como habitualmente lol), no entanto há que referir algumas ideias pré-concebidas, que são erradas.

O Mário Machado é um bully, ponto. Foi "formado ideologicamente" na claque do Sporting lol! Puxaram-no para uma bandeira, como podiam te-lo puxado para outra. Pseudo-nazi, pseudo-maoísta, pseudo-outra coisa qualquer que envolvesse pancada.

Quanto à questão da homossexualidade, e da intolerância relativamente à liberdade de expressão, isso são também ideias pregadas aos movimentos nacionalistas, nem sempre de forma fundamentada. Lembro-te de um senhor chamado Pym Fortuyn, que foi, apenas, um dos líderes de extrema-direita mais populares na história recente europeia, e de um país completamente insuspeito: a liberal Holanda. Esse homem foi assassinado, portanto vítima de intolerância política, entre outras, era homossexual, e um defensor da transparência e da liberdade de expressão.

Escreveu livros como "Against the Islamization of Our Culture"

e

"Fifty Years Israel, how much left?" (Bruna, 1998)

Títulos traduzidos livremente do original Holandês.

A página wiki dele é bastante detalhada e interessante:

http://en.wikipedia.org/wiki/Pim_Fortuyn

Um indivíduo extremamente inteligente. Não sou um fan, não sou liberal nos costumes como ele, ou católico, entre outras várias diferenças, mas reconheço que o seu pensamento é revolucionário, no sentido de ser um dos pioneiros dos Nacionalismos Modernos. Sim, é possível ser nacionalista de várias formas. Se os comunistas contemporâneos não têm que estar presos aos excessos da História (que convenhamos, desde Estaline a Mao Tsé Tung passando por Pol Pot, até os outros parecem sossegaditos.), porque têm os nacionalistas essa corrente? É injusto, absurdo e imbecil. As ideias e os pensamentos colectivos não têm que estar reféns de procedimentos e interpretações Históricas feitas por outros homens, noutros contextos. O Nacionalismo é a ideologia mais velha do Mundo, by all the Gods.

Acaso é lógico atacar a filosofia de Jesus Cristo, usando as atrocidades da Igreja Católica? Há ateus que justificam o facto de o serem com o logro de Fátima. Mas que tem uma coisa a ver com a outra?

Quanto ao Cristianismo Político, com efeito, há forças do mesmo espalhadas pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos, e temos também a Opus Dei, já sem a força de outrora. Mas não têm a importância que outros blocos. Muitas vezes funcionam como forma de conservadores se organizarem. Nem servem como contra-poder ao monstro do Sionismo, incrivelmente poderoso nos EUA.
A maioria dos cidadãos americanos não sabe apontar o seu próprio país no mapa, e está absolutamente convencida que Adão e Eva foram, literalmente os primeiros homem e mulher na Terra. Quer dizer... É tempo mais bem empregue comentar as opiniões políticas dos cidadãos do Zimbabwé, all due respect.

Mas não te preocupes. O Cristianismo tem os dias contados, sim. O problema é que são os outros dois lados do triforce do monoteísmo médio-oriental que se estão a chegar à frente. Mas isso são outros 500.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Sab Mar 03, 2012 2:27 am

Aelle escreveu:
Averróis:

Estamos a desviar-nos do tópico (como habitualmente lol), no entanto há que referir algumas ideias pré-concebidas, que são erradas.

Palavra puxa palavra. Very Happy

Aelle escreveu:
O Mário Machado é um bully, ponto. Foi "formado ideologicamente" na claque do Sporting lol! Puxaram-no para uma bandeira, como podiam te-lo puxado para outra. Pseudo-nazi, pseudo-maoísta, pseudo-outra coisa qualquer que envolvesse pancada.

Exacto, mas nada disso invalida a ironia de ver indivíduos neonazis, hammerskins, a reclamar por liberdade de expressão e a pronunciar-se contra a "perseguição política", quando ainda para mais usam os argumentos na pior situação possível, porque por muito que fosse o caso, o Mário Machado, no seu historial, tem ido "dentro" por razões legítimas, cuja culpa da conduta danosa só pode ser atribuída ao próprio e aos seus cúmplices. Ainda se ele fosse um indivíduo exemplar, com um cadastro limpo, eu compreendia que até pudesse ser mera perseguição política e uma atitude pouco liberal... Mas neste caso é absolutamente ridículo dizer que se resume só a isso.
E chamei este exemplo para fazer referência à ao tal oportunismo, de repente, da noite para o dia, quando a oportunidade assim dita, já "são" os maiores defensores da liberdade de expressão.



Aelle escreveu:
Quanto à questão da homossexualidade, e da intolerância relativamente à liberdade de expressão, isso são também ideias pregadas aos movimentos nacionalistas, nem sempre de forma fundamentada. Lembro-te de um senhor chamado Pym Fortuyn, que foi, apenas, um dos líderes de extrema-direita mais populares na história recente europeia, e de um país completamente insuspeito: a liberal Holanda. Esse homem foi assassinado, portanto vítima de intolerância política, entre outras, era homossexual, e um defensor da transparência e da liberdade de expressão.

Escreveu livros como "Against the Islamization of Our Culture"

e

"Fifty Years Israel, how much left?" (Bruna, 1998)

Títulos traduzidos livremente do original Holandês.

A página wiki dele é bastante detalhada e interessante:

http://en.wikipedia.org/wiki/Pim_Fortuyn

Um indivíduo extremamente inteligente. Não sou um fan, não sou liberal nos costumes como ele, ou católico, entre outras várias diferenças, mas reconheço que o seu pensamento é revolucionário, no sentido de ser um dos pioneiros dos Nacionalismos Modernos. Sim, é possível ser nacionalista de várias formas. Se os comunistas contemporâneos não têm que estar presos aos excessos da História (que convenhamos, desde Estaline a Mao Tsé Tung passando por Pol Pot, até os outros parecem sossegaditos.), porque têm os nacionalistas essa corrente? É injusto, absurdo e imbecil. As ideias e os pensamentos colectivos não têm que estar reféns de procedimentos e interpretações Históricas feitas por outros homens, noutros contextos. O Nacionalismo é a ideologia mais velha do Mundo, by all the Gods.

Estou a par desse caso. O homem não era de extrema direita, era acusado de ser de extrema direita, que é diferente. Ele tinha posições bastante liberais e "esquerdistas" para poder ser considerado alguém da extrema direita. Mas era acima de tudo um indivíduo que não se prendia a lados políticos: ora tinha posições de esquerda, ora tinha posições que normalmente são consideradas pouco liberais. E foi mais pela questão relativa à imigração, focada principalmente na questão do islamismo, que ele ficou com essa reputação manchada de ser "da extrema-direita". Pessoalmente não o considero de extrema direita só por causa disso. Ele no Leefbaar Nederland até estava a apelar a uma sociedade bem mais liberal (em termos de liberdades civis), mais democrática (muito mais participativa, com uso frequente do referendo) e menos burocrática, mais ainda que aquilo que a Holanda já é famosa.
Outro exemplo é o Christopher Hitchens, que era um pensador que estava muito pouco vinculado às convenções partidárias e da bússola política. Tanto demonstrava ter perspectivas liberais, como apoiava a guerra no Iraque, por exemplo.
Ah e já agora, outro exemplo: Ron Paul, um político também muito "especial", dadas as suas posições que divergem bastante dos típicos Republicanos de hoje em dia que se encontram nos EUA.
Pessoalmente acho que esses indivíduos não podem ser rotulados com etiquetas fixas, porque eles não estão 100% alinhados com os rótulos habituais, as suas posições variam grandemente consoante os assuntos em questão.

Até eu costumo ser criticado, por alguns amigos anarco-sindicalistas, por ser a favor da prisão de todos os indivíduos que se demonstrem um sério perigo à segurança pública, pois o que alguns esses meus amigos querem é a abolição das prisões e de qualquer tipo de autoridade e governo hierárquico.

Acho que, desde que justificada e sustentada, não há problema em ter posições diferentes consoante os assuntos, desde que não haja uma contradição absolutamente ilógica e que indicie interesses menos nobres (geralmente esse é o maior risco).

Concluíndo, ainda em relação ao Pim Fortuyn, eu acho que ele foi até diabolizado de forma injustificada, onde pegaram nessa sua posição relativamente ao islamismo e esqueceram todas as restantes posições dele que o desqualificam automaticamente como um gajo que se possa afirmar de "extrema-direita". Os exageros foram claros nesse aspecto. Em relação ao seu assassinato só tenho a dizer que é uma estupidez autêntica totalmente ilegítima, cobarde e desumana. Curiosamente foi morto por um activista dos direitos dos animais, um radical que se preocupa muito com animais (o que é bom) mas que se preocupa pouco com os humanos (como deu para ver, o que é péssimo!).




Aelle escreveu:
Acaso é lógico atacar a filosofia de Jesus Cristo, usando as atrocidades da Igreja Católica? Há ateus que justificam o facto de o serem com o logro de Fátima. Mas que tem uma coisa a ver com a outra?

As acusações normalmente não são feitas à "filosofia de Jesus Cristo" (que muitas vezes nem é reconhecida como fidedigna), mas sim à pretensa autoridade da Igreja Católica (entre outras demoninações Cristãs) fazer o que bem lhe apetecer, considerando-se intermediária do desejo de Jesus Cristo, logo "legítima" e "inquestionável".
Nem as culpas são atribuídas a Deus (uma vez que os ateus não acreditam em tal Deus), mas sim ao que é feito pela organização de pessoas que se diz agir em consonância com a vontade divina.

Aelle escreveu:
Quanto ao Cristianismo Político, com efeito, há forças do mesmo espalhadas pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos, e temos também a Opus Dei, já sem a força de outrora. Mas não têm a importância que outros blocos. Muitas vezes funcionam como forma de conservadores se organizarem. Nem servem como contra-poder ao monstro do Sionismo, incrivelmente poderoso nos EUA.
A maioria dos cidadãos americanos não sabe apontar o seu próprio país no mapa, e está absolutamente convencida que Adão e Eva foram, literalmente os primeiros homem e mulher na Terra. Quer dizer... É tempo mais bem empregue comentar as opiniões políticas dos cidadãos do Zimbabwé, all due respect.

Mas não te preocupes. O Cristianismo tem os dias contados, sim. O problema é que são os outros dois lados do triforce do monoteísmo médio-oriental que se estão a chegar à frente. Mas isso são outros 500.

Lol. Bem em relação a não conseguirem apontar o próprio país no mapa, isso é já um exagero lol!
Mas sim, muitos deles acreditam realmente num literalismo de Adão e Eva, a cobra falante e também da Arca de Noé, acreditam que reuniu mesmo todas as espécies animais e salvou-as da morte. Lol.

Eu acho que mesmo assim, desde o início do século XX para cá, as religiões têm vindo a perder terreno, todas elas, no solo do dito "primeiro mundo". E mesmo as que restam são cada vez mais os "religiosos menos religiosos", ou seja, os não-praticantes, que já só são religiosos de nome praticamente. Talvez seja apenas mais um passo até começarem a soltar-se dos cordéis que ainda os prendem, conforme a sociedade se torna cada vez menos religiosa.

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Mar 07, 2012 1:18 am

Portanto, Averróis, os nacionalistas que te agradam já não são de "extrema-direita", ou anti-humanistas, lol.

Gosto disso.

Bom, eu usei o termo "extrema-direita" para ser facilmente percebido, ao utilizar expressões do jornalismo propagandista de massas. O termo "extrema-direita" é um chavão, completamente vazio de conteúdo e significado ideológico. O mesmo acontecendo com o termo "extrema-esquerda." Pessoas populistas dos diferentes lados da barricada (que provavelmente no seu íntimo até têm naturezas bem semelhantes) atiram esse tipo de pedradas verbais uns aos outros. O CDS-PP acusa o BE e o PCP de serem extrema-esquerda, e estes últimos acusam o primeiro de ser de extrema-direita. Enfim, patéticos, ambos os lados.

Quanto a políticas socializantes, e esquerdistas, bom, tens o próprio Partido Nacional Socialista (dos Trabalhadores Alemães.)

É algo convenientemente sonegado pela História (escrita pelos vencedores, de resto). Embora, honra seja feita, qualquer livro português de História, do 12 ano, tem as menções mais óbvias e mínimas ao Socialismo do Partido Nazi. E não, ao contrário do que se passa em Portugal, não era só no nome.

Já nem falo nas SA, as secções de assalto entretanto caídas em desgraça, lideradas por Röhm, um nacional-socialista (também homossexual) com ideias socializantes muito fortes, e um anti-capitalista convicto.

Nem sequer da base operária do partido.

A Alemanha do III Reich era o único país, excluindo a URSS, com pleno emprego. Políticas de obras públicas, como a Autobahn, apoio aos operários na doença, associações recreativas para os trabalhadores, e claro, como esquecer o Volkswagen, carro do povo, um automóvel de qualidade, com um preço extremamente acessível ao trabalhador comum.

Não estou a dar novidade nenhuma.

O livro Hitler's Economy de Dan P. Silverman parece-me ser bastante interessante.

http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/id10.html

Description: The author focuses on the main Nazi work creation programs like motorization, Autobahn, emergency relief, and rearmament. He stresses on the fact that most work creation from the period 1933-1936 was not a result of rearmament rather a fierce attack on employment through some of the methods mentioned above. In addition, the growing control of the Nazi party over all aspects of the economy is clearly identified in every chapter as this control grows. The book is loaded with information.

Professor Silverman argues, as a result of impressive research in Nazi archives, that it was work creation programs that account for this "miracle" and it was the 4-year Plan announced in 1936 that represented an emphasis on autarky and arms and a seller's market. Plans called for motorization and the famous autobahns. It is natural to compare Hitler's achievements with FDR's New Deal. Strangely Silverman hardly mention the USSR as a source of ideas in the Hitler years, though the 4-year Plan itself was inspired by the Soviet FYP, the second of which was being completed by the time Goebbels began administering the German equivalent. Earlier (February,1935) Soviet-type "work books" necessary for employment were introduced.

Além disso:

Hitler was named "Man of the Year" in 1938 by Time Magazine. They noted Hitler's anti-capitalistic economic policies:

"Most cruel joke of all, however, has been played by Hitler & Co. on those German capitalists and small businessmen who once backed National Socialism as a means of saving Germany's bourgeois economic structure from radicalism. The Nazi credo that the individual belongs to the state also applies to business. Some businesses have been confiscated outright, on other what amounts to a capital tax has been levied. Profits have been strictly controlled. Some idea of the increasing Governmental control and interference in business could be deduced from the fact that 80% of all building and 50% of all industrial orders in Germany originated last year with the Government. Hard-pressed for food- stuffs as well as funds, the Nazi regime has taken over large estates and in many instances collectivized agriculture, a procedure fundamentally similar to Russian Communism."

(Source: Time Magazine; Jaunuary 2, 1939.)

Hitler setup the Labour Front. Both employers and employees joined it. According to the National Labour Law of January 20, 1934, the state would exert direct influence and control over all business employing more than twenty persons. In other words, both employers and employees were put under the control of the government."

Não quero ser maçador com algo que é notório. Aconselho esse site, é bastante interessante. Não só essa, mas as outras páginas.


http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/index.html

Era só para os germânicos, sim, mas era um regime, do ponto de vista económico, com influências socialistas incontornáveis. Que, aliás, fizeram com que o NSDAP mantivesse uma base de apoio popular extremamente forte, até fases avançadas da guerra, altura em que a megalomania de Hitler se tinha tornado à prova de qualquer manifestação de racionalidade e pragmatismo.

Agora, não me venham cá os políticos pequeno-burgueses, da esquerda chique de agora, desde o PS ao Bloco de Esquerda, dar lições de socialismo ao NSDAP. Nem o PCP, com o seu apoio (ainda) incondicional ao extinto PCUS, e o seu regime, bem como ao Partido Comunista Cubano, e até ao Partido Comunista Chinês e Norte-Coreano acerca de melhoria das condições de vida dos trabalhadores, e da dignificação do estatuto dos mesmos.

É que se não fossem assuntos tão sérios, dava mesmo para rir.
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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Qua Mar 07, 2012 3:39 am

Aelle escreveu:
Portanto, Averróis, os nacionalistas que te agradam já não são de "extrema-direita", ou anti-humanistas, lol.

Gosto disso.

Podes indicar-me onde é que eu disse que ele me agradava?
Além disso uma coisa é reconhecer que as etiquetas que lhe aplicaram são incorrectas. Outra ainda é dizer que nem tudo a respeito dele é mau e que há coisas que ele defendeu que eu também defendo. Outra muito diferente é dizer que ele me agrada em todo o seu conjunto. Não disse isso em lado nenhum, estás completamente a pressupor sem me consultar.
Ele não pode ser descrito como alguém de "extrema-direita" só por causa das suas posições que são acima de tudo anti-islâmicas, mais do que qualquer outra coisa. No seu historial, ele tem posturas gerais de centro-esquerda. Foi somente isso que chamei a atenção.

E tanto posso concordar com certas coisas de certos gajos ditos de "direita" enquanto discordo de outras defendidas por gajos de "esquerda", como o inverso. Não faz sentido estar rigidamente alinhado apenas a um lado, porque as posições podem variar consoante o assunto em causa. Por exemplo há gajos de esquerda que são a favor de uma economia liberal, que favorece a profusão dos negócios privados, enquanto que outros gajos de esquerda são a favor de um controlo serrado sobre os privados, defendendo que o estado é que deve gerir as coisas ao máximo, sem promiscuidades com os privados. Existem todo o tipo de diferenças que fraccionam as diversas posições, independentemente da questão da direita/esquerda, normalmente há até indivíduos que socialmente defendem uma coisa, economicamente defendem outra, indo beber a diversas posições políticas que são consideradas opostas nos eixos políticos.
Mas isso são assuntos para outro tópico e daqui a pouco isto torna-se outra vez uma mensagem gigantesca. Lol.


Aelle escreveu:
Bom, eu usei o termo "extrema-direita" para ser facilmente percebido, ao utilizar expressões do jornalismo propagandista de massas. O termo "extrema-direita" é um chavão, completamente vazio de conteúdo e significado ideológico. O mesmo acontecendo com o termo "extrema-esquerda." Pessoas populistas dos diferentes lados da barricada (que provavelmente no seu íntimo até têm naturezas bem semelhantes) atiram esse tipo de pedradas verbais uns aos outros. O CDS-PP acusa o BE e o PCP de serem extrema-esquerda, e estes últimos acusam o primeiro de ser de extrema-direita. Enfim, patéticos, ambos os lados.

Sim os termos são cada vez mais usados de forma totalmente vaga, que lhes rouba o sentido que deveriam ter por princípio: qualificar posições quanto à posição política no eixo económico e social. Seria bem mais útil se a classificação fosse respeitada. Como aliás há diversas palavras que têm sofrido distorções graves, banalizações de bradar aos céus: Há muita gente que acha que "ateu" é sinónimo de "anti-religião". Outro exemplo: Não faz sentido chamar "fascista" a um José Sócrates, por muita merda que ele tenha feito -- e até tendo em conta toda aquela confusão do caso Face Oculta -- é estar a despojar todo o significado da palavra.


Aelle escreveu:
Quanto a políticas socializantes, e esquerdistas, bom, tens o próprio Partido Nacional Socialista (dos Trabalhadores Alemães.)

É algo convenientemente sonegado pela História (escrita pelos vencedores, de resto). Embora, honra seja feita, qualquer livro português de História, do 12 ano, tem as menções mais óbvias e mínimas ao Socialismo do Partido Nazi. E não, ao contrário do que se passa em Portugal, não era só no nome.

Já nem falo nas SA, as secções de assalto entretanto caídas em desgraça, lideradas por Röhm, um nacional-socialista (também homossexual) com ideias socializantes muito fortes, e um anti-capitalista convicto.

Nem sequer da base operária do partido.

A Alemanha do III Reich era o único país, excluindo a URSS, com pleno emprego. Políticas de obras públicas, como a Autobahn, apoio aos operários na doença, associações recreativas para os trabalhadores, e claro, como esquecer o Volkswagen, carro do povo, um automóvel de qualidade, com um preço extremamente acessível ao trabalhador comum.

Não estou a dar novidade nenhuma.

O livro Hitler's Economy de Dan P. Silverman parece-me ser bastante interessante.

http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/id10.html

Description: The author focuses on the main Nazi work creation programs like motorization, Autobahn, emergency relief, and rearmament. He stresses on the fact that most work creation from the period 1933-1936 was not a result of rearmament rather a fierce attack on employment through some of the methods mentioned above. In addition, the growing control of the Nazi party over all aspects of the economy is clearly identified in every chapter as this control grows. The book is loaded with information.

Professor Silverman argues, as a result of impressive research in Nazi archives, that it was work creation programs that account for this "miracle" and it was the 4-year Plan announced in 1936 that represented an emphasis on autarky and arms and a seller's market. Plans called for motorization and the famous autobahns. It is natural to compare Hitler's achievements with FDR's New Deal. Strangely Silverman hardly mention the USSR as a source of ideas in the Hitler years, though the 4-year Plan itself was inspired by the Soviet FYP, the second of which was being completed by the time Goebbels began administering the German equivalent. Earlier (February,1935) Soviet-type "work books" necessary for employment were introduced.

Pudera. Qualquer pessoa que saiba o que foi a Reichskolonialbund, bem como antes disso a Koloniale Reichsarbeitsgemeinschaft, saberá de onde vieram esses dinheiros que fizeram rapidamente da Alemanha um país rico novamente, um país que, de repente, contrastava bastante com a Alemanha pobre (tal como muitos outros países da Europa da altura), que tinha atravessado um chato período de crise económica (de grandes proporções no ocidente), que começou em 1929. (como aliás, é algo MUITO parecido ao que estamos a atravessar agora, com Portugal, Grécia, Itália, Espanha, Irlanda e outros países europeus a ressentirem-se simultaneamente.)
Antes disso fazia-se sentir ainda os resquícios um "período refractário" após tantas "masturbações militares" durante a Primeira Guerra Mundial e a profunda cicatriz da chicotada dada pelo "maldito Tratado de Versalhes"! Twisted Evil

Quem tenha lido minimamente sobre a Alemanha pós-Primeira Guerra Mundial, sabe que ficaram absolutamente fodidos com o Tratado de Versalhes, que lhes retirou as colónias que andavam a chupar até ao tutano. Não podemos esquecer que com a Reichskolonialbund, a Alemanha passou novamente a extorquir os recursos naturais das ex-colónias, que voltaram a ser colónias, e houve um regresso às obsessões imperialistas de proporções intercontinentais, de forma absolutamente descarada, abandonou-se o processo de transição para uma Europa mais calminha, entre outras coisas. Não foi propriamente uma questão de milagre político da mão de Hitler como alguns querem fazer parecer... Se a Alemanha não tivesse ficado rica por voltar a explorar descaradamente a colónias, seria estranho... Digo eu! Lol. Explorar colónias é um negócio bastante rentável, provavelmente o mais rentável de todos à face do planeta. É óptimo para o que explora, péssimo para o explorado. Portugal, este pequeno país onde vivemos, não teria nem 1/10 do poder histórico que teve se não fosse pela exploração colonial.

A Alemanha, tal como Portugal, França, Inglaterra, Holanda, entre outros países colonizadores, não foram propriamente para lá para fazer caridade. Foram extorquir, usar mão de obra de escravo, impedindo as pessoas indígenas de viver de acordo com as suas tradições locais. Foram para lá porque era uma autêntica mina de ouro. Faz parte do conjunto de razões pelas quais estes países tiveram tanto poder nessa altura. Não é propriamente porque se tornaram super auto-suficientes e fizeram milagres de economia dentro das suas próprias fronteiras... É preciso saber reconhecer isso, para lá de qualquer ego nacionalista.

De igual forma o comunismo soviético tinha uma extensão territorial simplesmente brutal, que por muito que não fosse tão rica em matéria de recursos naturais por km², era vasta o suficiente e portanto dava para extrair os recursos necessários para as suas aventuras megalómanas.

Aelle escreveu:
Além disso:

Hitler was named "Man of the Year" in 1938 by Time Magazine. They noted Hitler's anti-capitalistic economic policies:

"Most cruel joke of all, however, has been played by Hitler & Co. on those German capitalists and small businessmen who once backed National Socialism as a means of saving Germany's bourgeois economic structure from radicalism. The Nazi credo that the individual belongs to the state also applies to business. Some businesses have been confiscated outright, on other what amounts to a capital tax has been levied. Profits have been strictly controlled. Some idea of the increasing Governmental control and interference in business could be deduced from the fact that 80% of all building and 50% of all industrial orders in Germany originated last year with the Government. Hard-pressed for food- stuffs as well as funds, the Nazi regime has taken over large estates and in many instances collectivized agriculture, a procedure fundamentally similar to Russian Communism."

(Source: Time Magazine; Jaunuary 2, 1939.)

Hitler setup the Labour Front. Both employers and employees joined it. According to the National Labour Law of January 20, 1934, the state would exert direct influence and control over all business employing more than twenty persons. In other words, both employers and employees were put under the control of the government."

Isso é fácil de explicar: ambos eram regimes totalitários, tanto o nazismo como o comunismo soviético, e portanto baseavam-se num controlo estatal muitíssimo apertado sobre tudo o que era peça de tecido social, desde a produção até à questão das liberdades civis (que eram cortadas ao mínimo dos mínimos).

Mais engraçado ainda que a nomeação pela Time Magazine: Hitler nunca foi excomungado pela Igreja Católica, ao contrário de outros pensadores importantes que foram excomungados sem terem feito algo para o merecerem, quando em comparação. LOL.




Aelle escreveu:
Não quero ser maçador com algo que é notório. Aconselho esse site, é bastante interessante. Não só essa, mas as outras páginas.


http://constitutionalistnc.tripod.com/hitler-leftist/index.html

Era só para os germânicos, sim, mas era um regime, do ponto de vista económico, com influências socialistas incontornáveis. Que, aliás, fizeram com que o NSDAP mantivesse uma base de apoio popular extremamente forte, até fases avançadas da guerra, altura em que a megalomania de Hitler se tinha tornado à prova de qualquer manifestação de racionalidade e pragmatismo.

Agora, não me venham cá os políticos pequeno-burgueses, da esquerda chique de agora, desde o PS ao Bloco de Esquerda, dar lições de socialismo ao NSDAP. Nem o PCP, com o seu apoio (ainda) incondicional ao extinto PCUS, e o seu regime, bem como ao Partido Comunista Cubano, e até ao Partido Comunista Chinês e Norte-Coreano acerca de melhoria das condições de vida dos trabalhadores, e da dignificação do estatuto dos mesmos.

É que se não fossem assuntos tão sérios, dava mesmo para rir.


Sim é possível traçar inúmeras comparações entre o modus operandi do nazismo e do comunismo totalitário (o soviético, e também as franjas comunistas asiáticas ditatoriais e as centro e sul-americanas).
Desde medidas sociais de controlo apertado, até à própria questão da propaganda política, há muitas parecenças e por vezes parecem até uma cópia a papel químico.
Eu acho que, que por muito diferentes que alegassem ser em matéria doutrinal, não há muitas formas diferentes de se ser totalitário.
Eles foram tão fofinhos uns para os outros, que até assinaram vários tratados de não-agressão... É exemplo disso o Tratado de Berlim de 1926 e Pacto Molotov-Ribbentrop (1939), este último deu luz verde aos nazis para invadirem a Polónia a eito, foi menos uma (GRANDE) chatice a Oriente e o pior de tudo: numa das cláusulas do pacto, acordaram uma invasão simultânea à Polónia... Bastou terminar a assinatura e entraram ambos por ali a dentro sem perder tempo, o pacto entre os amiguinhos foi assinado a 23 de Agosto de 1939, a invasão da Polónia pelos nazis começou a 1 de Setembro de 1939 e a dos soviéticos deu-se início 16 dias mais tarde, então a Polónia foi enrabada pelos dois "amiguinhos", nazis e soviéticos, ao mesmo tempo!


Já agora um dos melhores vídeos a comparar semelhanças na propaganda nazi vs soviética:


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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Sex Mar 30, 2012 12:54 am

Diz o Guardian que

Citação :
Black metal legend may become emblem of Norwegian airline

Mayhem's Euronymous, who was murdered in 1993, leads poll to find new tailfin image for Norwegian
Mais aqui: http://www.guardian.co.uk/music/2012/mar/26/euronymous-norwegian-airline-tailfin

Infelizmente, a votação já terminou Laughing

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Sab Mar 02, 2013 3:30 am

Burzum - Releasing New Album, Tracklist Revealed

Há alguma alma paciente que crie um tópico sobre Burzum?

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MensagemAssunto: Re: Varg Vikernes, (Burzum) solto.   Hoje à(s) 5:36 pm

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