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 Mercado discográfico. O negócio da música.

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Aelle
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MensagemAssunto: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jun 26, 2009 1:23 am

É um tema que me preocupa, enquanto músico e consumidor ávido de música. Vi um programa na RTP2, o sociedade civil, que discutia o assunto. Participaram o Luís Jardim (produtor internacional, e o mítico júri barbudo dos ídolos.), o director do jornal Blitz, o músico popular Vitorino, e uma miúda-revelaçao, que ganhou notoriedade e contrato graças ao myspace.

Realmente dá que pensar. Já ninguém compra música. É um mercado que caminha a passos largos para a sua extinçao. Quantas grandes bandas há no mundo? As bandas que enchem estádios e pavilhoes? Temos a velha guarda, enquanto nao arrumar as botas. Os U2, os Metallica, os AC/DC, os Rolling Stones (todos formados ainda eu nao existia, e já vou nos 25!). Sao bandas de culto, que ainda vao vendendo os seus álbuns, precisamente por isso. Embora, nao tanto como outrora! Acabaram os milhoes de discos vendidos. O problema é que se as editoras nao tiverem trunfos comerciais, nunca arriscarao em novos projectos, com risco de perderem muito dinheiro.

Na pop falta talento. As "novas" bandas (desde há 10 anos para cá) nao tem qualidade rigorosamente nenhuma. Mas vao vendendo alguma coisa, graças aos videoclips e propaganda massiva da televisao.

A rádio está em vias de extinçao, desde a internet. O myspace foi uma excelente ideia, mas está muito banalizado e massificado. Resultado, ninguém ganha. Os bons músicos estao metidos no mesmo saco da malta que grava um ensaio na garagem com péssima qualidade e 3 ou 4 acordes, e vai logo abrir um myspace cheia de excitaçao. É uma questao de sorte.

Fanzines de música, praticamente nao existem. Temos as webzines (poucas) portuguesas, quase todas dedicadas ao metal. Que é um estilo que eu adoro e um dos meus favoritos, mas está completamente entupido e banalizado. Há pouca originalidade, pouca capacidade de composiçao. Há bons músicos em termos técnicos, mas apenas "copiam" bandas que já existem (ou existiram). Thrash metal e black metal. Por isso mesmo, apenas os Moonspell fazem vida do metal. E mesmo dentro do meio do metal, quem compra CD's? Conheço dezenas de pessoas que dizem que os álbuns sao muito caros, mas dao o mesmo dinheiro para comprar uma t-shirt falsificada da mesma banda.

Revistas, temos apenas o mainstream. Que nao lançam bandas, mas usam os nomes das que vendem, para venderem eles a revista.

Programas televisivos sobre música: Zero. Top +? Poupem-me!

Em conclusao, faço a um apelo a todos voces, para que comprem os álbuns que verdadeiramente gostem. É o que eu faço. Faço downloads, sem dúvida. E nao compro cd's todas as semanas. Mas se cada um de nós comprar um álbum por mes, é uma grande ajuda, principalmente para as pequenas editoras independentes, que escolhem as bandas pela sua qualidade, ou pelo seu género mais underground. Gastamos dinheiro em tudo, até no que menos merece. É justo que invistamos algum naquilo que de mais belo há no mundo: a música.

Bom, juntamente com as suecas, claro Smile
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Kraft durch Freude
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Seg Jul 06, 2009 11:23 pm

Aelle escreveu:

A rádio está em vias de extinçao, desde a internet. O myspace foi uma excelente ideia, mas está muito banalizado e massificado. Resultado, ninguém ganha. Os bons músicos estao metidos no mesmo saco da malta que grava um ensaio na garagem com péssima qualidade e 3 ou 4 acordes, e vai logo abrir um myspace cheia de excitaçao. É uma questao de sorte.

Heh, não concordo com uma única frase deste parágrafo! Very Happy

Não acho que a rádio esteja em vias de extinção. A comodidade de ter um rádio a tocar sem ser preciso intervir ainda não tem grandes substitutos. A televisão poderia ser um nesse aspecto, mas o facto de nos "sugar" a atenção nem sempre permite estar a fazer outras coisas enquanto simplesmente queremos ouvir algo.

O MySpace e outros sites de divulgação de música (pessoalmente, até acho o MySpace um site bastante mau para aquilo que pretende ser) dão muito a ganhar a artistas que de outra forma teriam dificuldades em se fazer conhecer. É óbvio que muitos têm ganho com a Internet. A boa música ganha mais adeptos naturalmente, a má música não. É natural. A Internet dá possibilidade a todos terem a mesma relevância a nível de exposição. Mas os melhores serão naturalmente mais publicitados e ouvidos.


De qualquer das formas.... O que me levou a responder a este post, foi uma notícia que vi hoje:
Citação :
Novos donos do Pirate Bay querem pagar pela partilha de ficheiros
A Global Gaming Factory (GGF), a empresa que comprou o site The Pirate Bay por 5,54 milhões de euros, revelou que pretende estabelecer um novo modelo de negócio na página, que prevê pagar a quem partilhe ficheiros

Aparentemente a ideia é o TPB cobrar X por download, e pagar depois Y pelo tempo que se mantém o ficheiro em partilha.
A mim parece-me uma excelente ideia, se bem que depende muito dos valores que serão cobrados por download. No fundo, acaba por se tratar de um sistema de créditos como há muito existe, mas jogando no jogo dos $$ (ou dos €€). Dá que pensar: até o próprio dinheiro está cada vez mais virtual...

O que vos parece?

Este assunto tem muita ponta por onde se lhe pegue... E eu tenho sono a mais para expor tudo agora... Razz

Opiniões fortes sobre isto?
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Ter Jul 07, 2009 8:40 am

Kraft durch Freude escreveu:
De qualquer das formas.... O que me levou a responder a este post, foi uma notícia que vi hoje:
Citação :
Novos donos do Pirate Bay querem pagar pela partilha de ficheiros
A Global Gaming Factory (GGF), a empresa que comprou o site The Pirate Bay por 5,54 milhões de euros, revelou que pretende estabelecer um novo modelo de negócio na página, que prevê pagar a quem partilhe ficheiros

Aparentemente a ideia é o TPB cobrar X por download, e pagar depois Y pelo tempo que se mantém o ficheiro em partilha.
A mim parece-me uma excelente ideia, se bem que depende muito dos valores que serão cobrados por download. No fundo, acaba por se tratar de um sistema de créditos como há muito existe, mas jogando no jogo dos $$ (ou dos €€). Dá que pensar: até o próprio dinheiro está cada vez mais virtual...

O que vos parece?

Este assunto tem muita ponta por onde se lhe pegue... E eu tenho sono a mais para expor tudo agora... Razz

Opiniões fortes sobre isto?

Já dormiste? Razz

Eu acho que ninguém vai pagar para sacar em P2P a não ser que tenha velocidades equivalentes ao download de um site, por isso isto só deve funcionar para ficheiros bastante populares, que consigam ter um bom número de seeders. Quero dizer, eu se for fazer um download, prefiro ir ao megaupload do que ao PB, onde vou receber a uma velocidade 10x menor (quando a diferença não é pior ainda). Terá também de haver alguma espécie de controlo sobre os ficheiros (por exemplo, não poderem ser alterados enquanto estão para partilha) para que não haja o comum problema das redes P2P de sacar uma coisa e no fim vir outra. E, é claro, bons anti-vírus...

De qualquer forma, acho que a ideia pode ser interessante, especialmente com a proliferação da fibra óptica e outras futuras formas de acesso à net a alta velocidade. Vou pensar em ser seeder do PB para ganhar dinheiro para comprar CDs e vinis (sendo a pagar, gosto mais do suporte físico) Razz

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Ter Jul 07, 2009 10:05 pm

Ceinwyn escreveu:
Já dormiste? Razz
Heh, enquanto não houver dias com 48 horas, parece que nunca vou conseguir dormir o suficiente! silent

Ceinwyn escreveu:

Eu acho que ninguém vai pagar para sacar em P2P a não ser que tenha velocidades equivalentes ao download de um site, por isso isto só deve funcionar para ficheiros bastante populares, que consigam ter um bom número de seeders. Quero dizer, eu se for fazer um download, prefiro ir ao megaupload do que ao PB, onde vou receber a uma velocidade 10x menor (quando a diferença não é pior ainda). Terá também de haver alguma espécie de controlo sobre os ficheiros (por exemplo, não poderem ser alterados enquanto estão para partilha) para que não haja o comum problema das redes P2P de sacar uma coisa e no fim vir outra. E, é claro, bons anti-vírus...

De qualquer forma, acho que a ideia pode ser interessante, especialmente com a proliferação da fibra óptica e outras futuras formas de acesso à net a alta velocidade. Vou pensar em ser seeder do PB para ganhar dinheiro para comprar CDs e vinis (sendo a pagar, gosto mais do suporte físico) Razz
Quando li sobre isto ontem a sensação com que fiquei foi de que o pagamento inicial poderia ser feito através da partilha subsequente. Ou seja, compras a "crédito" e pagas mais tarde, partilhando. A ideia seria utilizar o sistema de créditos, pintando a coisa de forma a que os pagamento se façam como se de dinheiro "real" se tratasse, para conseguirem fundos para conseguirem pagar a quem quer exigir pagamentos pela difusão de conteúdos.


Não sei se será esta a ideia deles, nem sei se é exequível ou até que ponto isto pode ser feito - fico mesmo com a sensação de que estariam a criar dinheiro a partir "do nada"...... MAS - com uma presença forte na bolsa impulsionada pela popularidade a nível mundial do TPB (?), juntando-lhe eventuais pagamentos feitos por uma percentagem de leechers, com eventuais acordos com empresas de distribuição, isto *talvez* possa dar à GGF possibilidades de crescimento suficientes para chegar a ter margem de manobra suficiente para cobrir estas brincadeiras e possivelmente chegar a algum acordo com essas multinacionais.

No fundo, o P2P (pelo menos através do TPB) passaria a ser mais um meio de distribuição das editoras - tendo estas de o passar a considerar legal simplesmente porque passam a ter uma forma de poder receber dinheiro pela distribuição que é feita através desse meio.


Num mundo ideal, o P2P tem *mesmo* capacidade para ser mais rápido do que a distribuição recorrendo a servidores centrais. O problema do mundo real é que, como disseste e muito bem, para que isto pudesse acontecer seria necessário as partilhas não desaparecerem ou haver incentivos para que isso não aconteça - pagar a quem partilha para não parar de partilhar parece-me a única forma relativamente plausível de o tentar fazer.


Por outro lado, podem falhar epicamente e ficar para a história como aquilo que foram um dia, juntando-se à galeria onde se encontram outros que também ficaram como exemplos de que "por aqui não dá".
Basta pensar que a simples existência de um maior controle das partilhas faz uma certa *comichão* a muito boa gente e que, para se poder receber dinheiro, seria necessário fornecer dados pessoais à GGF, coisa que poderá ser... Chatinha.

Devia haver um registo do post que demorou mais tempo a escrever relativamente ao número de palavras que foram escritas, tipo "o post com menos palavras escritas/minuto" - este demorou quase 1 hora .29. .10.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Qua Jul 08, 2009 12:25 am

Kraft durch Freude escreveu:
juntando-lhe eventuais pagamentos feitos por uma percentagem de leechers

(...)

Num mundo ideal, o P2P tem *mesmo* capacidade para ser mais rápido do que a distribuição recorrendo a servidores centrais.

Mas num mundo ideal não há leechers para chular Razz

Não sei se funcionará, mas vou ter pena se vir o TPB acabar. Devo-lhes bons filmes suecos...

Kraft durch Freude escreveu:
Devia haver um registo do post que demorou mais tempo a escrever relativamente ao número de palavras que foram escritas, tipo "o post com menos palavras escritas/minuto" - este demorou quase 1 hora .29. .10.

Apelo aos admins para que ponham um texto grande e com efeitos sobre o teu record na página de abertura do fórum Razz

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Qua Jul 08, 2009 9:53 pm

Ceinwyn escreveu:

Apelo aos admins para que ponham um texto grande e com efeitos sobre o teu record na página de abertura do fórum Razz
eek, não! Shocked
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jul 10, 2009 7:19 pm

Kraft durch Freude escreveu:
Ceinwyn escreveu:

Apelo aos admins para que ponham um texto grande e com efeitos sobre o teu record na página de abertura do fórum Razz
eek, não! Shocked

lol! lol! lol!

Só não te concedo o teu desejo, porque o Kraft durch Freude não quer... .u.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jul 10, 2009 8:44 pm

.p.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jul 10, 2009 9:19 pm

Glam escreveu:
Kraft durch Freude escreveu:
Ceinwyn escreveu:

Apelo aos admins para que ponham um texto grande e com efeitos sobre o teu record na página de abertura do fórum Razz
eek, não! Shocked

lol! lol! lol!

Só não te concedo o teu desejo, porque o Kraft durch Freude não quer... .u.

O facto de ele não querer não devia ser um incentivo para o fazeres? Razz

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jul 10, 2009 9:43 pm

Ceinwyn escreveu:

O facto de ele não querer não devia ser um incentivo para o fazeres? Razz
Maauu.... .e.

Minhas senhoras, esta thread tinha um assunto em particular! E não era propriamente o sono que me acompanha durante a maior parte do dia!

Mas ninguém põe ordem nisto? .7. geek
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sex Jul 10, 2009 10:03 pm

Bem isto já esta a ir pelo caminho que não tem ponta por onde se pegue lol

Em relação ao tema aqui tratado, tenho uma noção que as editoras estão cada vez mais entaladas o numero de vendas tem baixado muito devido a pirataria e tambem devido a crise que leva as pessoas a encolherem-se mais na compra de cd's ou dvd's.

Mas eu sou daquelas pessoas que gosta de ter o cd ou dvd original com a capa bonita e tal, normalmente tenho sempre comprar as edições limitadas e edições especiais, mas tambem só compro daquelas bandas que gosto mais, ou então que seja um album que goste desde a 1º a ultima musica. bandas que oiço pouco ou albuns que tem 2 ou 3 faixas que gosto, não compro.
Tambem acho que dar entre 15€ a 20€ por um cd um absurdo ou 20€ a 40€ por um dvd, mas vendo bem as coisas não são as editoras que fazem esses preços absurdos mas sim os vendedores, ja tenho visto cd's na fnac a 18€ e noutros locais a 10€ e vice-versa, por isso a culpa dos preços dos cd's e dvd's no mercado não é só das editoras mais sim dos vendedores que cada um faz o preço que entender e depois fazem a publicidade enganosa de dizer que é o mais baixo do mercado que no fundo acaba por não corresponder a realidade, dou o exemplo da Fnac que faz muito isso.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sab Jul 11, 2009 1:49 am

Pronto, vamos lá elevar o nível antes que o Kraft durch Freude fique com insónias Razz

Dying Warlord© escreveu:
Em relação ao tema aqui tratado, tenho uma noção que as editoras estão cada vez mais entaladas o numero de vendas tem baixado muito devido a pirataria e tambem devido a crise que leva as pessoas a encolherem-se mais na compra de cd's ou dvd's.

Discordo relativamente à pirataria. Penso que a maioria das pessoas que compraria um CD se não tivesse a hipótese da pirataria, o compra na mesma. Eu não compro muitos CDs, mas também não o fazia antes de os poder sacar à vontade, pela comum razão da falta de dinheiro. Acho que os downloads na net servem para promover a generalidade das bandas e digo até que não teria nem metade dos CDs que tenho se não fosse a oportunidade de conhecer imensa música na net. Com certeza que não estaria neste fórum também.

A questão é sempre a mesma: ganhamos pouco e tudo é caro, temos de fazer as nossas escolhas e não vamos deixar de comprar comida e roupa para ter o último álbum da nossa banda preferida. Além disso, havendo escolha, prefiro mil vezes ver um concerto que comprar um CD: é ao vivo que temos acesso à verdadeira música, uma gravação não é a mesma coisa. (Estive a ler isto hoje, fiquei um bocado influenciada lol, mas concordo quando dizem que a música é efémera, ao contrário das outras artes)

Dying Warlord© escreveu:
Tambem acho que dar entre 15€ a 20€ por um cd um absurdo ou 20€ a 40€ por um dvd, mas vendo bem as coisas não são as editoras que fazem esses preços absurdos mas sim os vendedores, ja tenho visto cd's na fnac a 18€ e noutros locais a 10€ e vice-versa, por isso a culpa dos preços dos cd's e dvd's no mercado não é só das editoras mais sim dos vendedores que cada um faz o preço que entender e depois fazem a publicidade enganosa de dizer que é o mais baixo do mercado que no fundo acaba por não corresponder a realidade, dou o exemplo da Fnac que faz muito isso.

Não sei se isso é bem assim. Não sei como funciona com os CDs e DVDs, mas no caso dos livros, por exemplo, têm um preço (ou antes um desconto relativamente ao preço de capa) para os livreiros determinado pela editora. Claro que o livreiro pode fazer promoções por sua conta, mas vender mais caro não.

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sab Jul 11, 2009 4:43 pm

Ceinwyn, dizes que concordas quando dizem que a música é efémera, ao contrário das outras artes? Mas estás duplamente enganada. Muito pelo contrário. A música é imortal, e é praticamente um organismo vivo. Bom, basta mencionar o próprio folk, que é aqui tema principal. Todos (ou quase todos) aqui ouvem música que teve origem há milénios. Seja de forma pura, ou reinventada (folk metal, etc.). Ou seja, a música simplesmente nao morre. Uma peça de música, seja de que género for, pode ser tocada e interpretada de várias formas. Melhorada, alterada, tudo o que quiseres. As outras formas de arte, além de serem estáticas (podes adorar os Mais do Eça de Queirós, mas nunca poderás ler nenhuma "cover" do livro lol. Está escrito, é assim, acabou. Um quadro do Dali ou do Picasso, a mesma coisa.) sao viradas para as elites. Ou, vá lá, uma classe média a puxar para o alta. E dificilmente nos provocam o mesmo prazer que a música. A música é material genético. Tu compoes, alteras, manipulas. Discordo completamente quando dizes que é efémera. Em boa verdade, é a única forma de arte que dá garantias de nunca acabar, porque realmente faz parte das necessidades espirituais do ser humano.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Sab Jul 11, 2009 7:31 pm

Ceinwyn escreveu:
Discordo relativamente à pirataria. Penso que a maioria das pessoas que compraria um CD se não tivesse a hipótese da pirataria, o compra na mesma. Eu não compro muitos CDs, mas também não o fazia antes de os poder sacar à vontade, pela comum razão da falta de dinheiro. Acho que os downloads na net servem para promover a generalidade das bandas e digo até que não teria nem metade dos CDs que tenho se não fosse a oportunidade de conhecer imensa música na net. Com certeza que não estaria neste fórum também.

scratch hum parte do que disseste não faz sentido como resposta ao que eu disse, é obvio que quem não tiver acesso a pirataria compra original lol, tou a falar é nas pessoas que tem acesso a pirataria que em vez de irem comprar simplesmente fazem o download ou pedem a alguem que tenha para gravar, a pirataria serve tambem para promover uma banda, mas há formas melhores que as proprias bandas preferem para se promoverem, fazendo um video clip e disponibiliza-lo no youtube e passando tambem na TV ou disponibilizando apenas uma faixa por album para download garatuito. isso sim ajuda as bandas e não a disponibilização de albuns inteiros para download, há muita gente que pensa (se tenho o album para que ir gastar dinheiro a comprar) há muita gente que não liga ao facto de ter o original.


Ceinwyn escreveu:
A questão é sempre a mesma: ganhamos pouco e tudo é caro, temos de fazer as nossas escolhas e não vamos deixar de comprar comida e roupa para ter o último álbum da nossa banda preferida. Além disso, havendo escolha, prefiro mil vezes ver um concerto que comprar um CD: é ao vivo que temos acesso à verdadeira música, uma gravação não é a mesma coisa. (Estive a ler isto hoje, fiquei um bocado influenciada lol, mas concordo quando dizem que a música é efémera, ao contrário das outras artes)

Eu prefiro ir a um concerto ver a banda e ter os cd's originais que mais gosto, mas para fazer isso, não posso me dar ao luxo de ir ver varias vezes as mesmas bandas, vejo uma vez e depois começo a pensar na proxima banda.
O Amazon é tambem um bom exemplo do roubo que se nota em lojas como Fnac.

Ceinwyn escreveu:
Não sei se isso é bem assim. Não sei como funciona com os CDs e DVDs, mas no caso dos livros, por exemplo, têm um preço (ou antes um desconto relativamente ao preço de capa) para os livreiros determinado pela editora. Claro que o livreiro pode fazer promoções por sua conta, mas vender mais caro não.

É assim que funciona com os CD's e DVD's foi algo que me foi dito por varias fontes seguras já para não falar que é uma coisa que reparo quando me desloco a varios locais de venda.
80% das promoções da Fnac dizendo "preço verde" é o preço normal que encontras em qualquer vendedor, todos aqueles que não tem o "preço verde" são simplesmente um roubo.
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Dom Jul 12, 2009 8:20 pm

Citação :
Donwloads não prejudicam indústria discográfica

Ouvir, descarregar e comprar música na internet é um hábito cada vez mais comum. Difícil é chegar a um modelo de negócios que agrade a artistas, produtores, editoras e, claro, internautas que nem sempre querem pagar pelos conteúdos. Mas, ao contrário das alegações da indústria do entretenimento, a troca de arquivos digitais causa menos prejuízos do que se pensa. A afirmação é de um estudo publicado pela Harvard Business School.

Conduzida pelos economistas Felix Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf, a pesquisa aponta que, apesar da venda de discos ter caído desde 2000, o número de álbuns criados mais do que duplicou - em 2000, foram lançados 35,5 mil títulos, enquanto em 2007, o número chegou a 79,6 mil, incluindo 25,1 mil álbuns digitais.

O estudo também aponta que a troca de arquivos protegidos por direitos autorais não tem efeitos económicos drásticos. "Não vemos evidência alguma de que a partilha de arquivos desencorajou a produção artística. (...) A tecnologia digital diminuiu os custos de produção de filmes e músicas e permitiu que os artistas alcançassem o seu público de novas maneiras", diz o texto.

O download não representaria, portanto, uma venda perdida - remixes e mashups (músicas misturadas) podem até incentivar a venda de canções originais. Além disso, aumentou a procura por espectáculos.

Na conclusão, os pesquisadores apontam que o maior acesso do público às músicas e uma protecção mais fraca dos direitos autorais, aparentemente, beneficiaram a sociedade. Ao longo dos últimos cinco anos, a venda de música on-line e por dispositivos móveis passou de zero a 2,9 mil milhões de dólares - representando 15% das vendas da indústria discográfica, aponta o Digital Music Report de 2008, divulgado pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Discográfica).

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Seg Jul 13, 2009 10:50 am

Eh pá, ninguém percebeu nada.

Aelle: efémera no sentido em que é momentânea, nunca se repete. Ou seja, podes acabar um livro e, um ano depois, pegar nele de novo que está igual e o mesmo vale para as artes plásticas. A música, pelo contrário, acaba no final do concerto e se fores lá no dia seguinte já vai ser diferente. Mesmo que se grave, não é o mesmo.

Dying Warlord: comprar na mesma = comprar mesmo tendo acesso ao download ilegal

Glam: obrigada pelo artigo, era mesmo isso que eu queria dizer.

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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Seg Jul 13, 2009 4:23 pm

Não te esplicaste da melhor forma Wink
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MensagemAssunto: Re: Mercado discográfico. O negócio da música.   Dom Set 25, 2011 8:18 pm

Este comic é para mim bastante elucidativo.


Em tom de brincadeira:


«Partido Pirata toma Berlim com o país em vista
O Partido Pirata, conhecido sobretudo pela defesa de uma Internet mais livre e a despenalização das cópias para uso privado, teve um sucesso nas eleições de Berlim tão grande que surpreendeu os próprios membros do partido.

A força política, nascida após o estabelecimento do primeiro Partido Pirata na Suécia, prometia crescer já desde as últimas legislativas. Mas nada fazia prever os 8,9% de há uma semana nas eleições da cidade-estado. Tanto que todos os integrantes da lista (15 em 149 deputados estaduais) foram eleitos: se tivessem ganho mais votos, ficariam com lugares por preencher.

O que querem os piratas? Na primeira conferência de imprensa, os novos deputados foram bombardeados com perguntas. Um jornalista perguntou mesmo se o grupo seria apenas um "bando caótico de arruaceiros". Desajeitados perante as câmaras, tentaram escudar-se atrás dos computadores portáteis abertos.

Os seus principais cavalos-de-batalha são a legalização das cópias privadas, a protecção de dados online e a luta contra a censura, embora defendam também mais transparência dos processos de decisão política e dos concursos públicos.

Para Berlim, fizeram ainda propostas como a criação de uma rede de Wi-Fi gratuita em toda a cidade e transportes públicos grátis, propondo ainda um salário mínimo.

Os piratas assumem o seu amadorismo nas questões de processo político - que os analistas não se cansam de dizer que é caracterizado por grande complexidade e burocracia - mas querem impor um novo paradigma: a "democracia líquida". Tudo com base na interactividade da Internet, que daria mais poder aos cidadãos no processo político - e legislativo.

O mesmo para a orientação política, ainda indefinida. A pergunta foi posta pelo próprio partido no seu fórum oficial, conta o jornal Die Zeit. "Somos de direita ou de esquerda?"

O líder parlamentar, Andreas Baum (escolhido por sorteio), admitia que os piratas têm de ir "experimentando". "Não temos nenhum grande plano estratégico, ainda temos de pôr os resultados numa tabela de Excel", disse, citado pela revista Stern.

(...) »
-> http://publico.pt/Mundo/partido-pirata-toma-berlim-com-o-pais-em-vista-1513616



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Mercado discográfico. O negócio da música.
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