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 Poesia

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Aelle
Mestre


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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Nov 15, 2009 10:20 pm

Muito bom, esse poema, Nocturna. É teu? Se for, parabéns! A história e o tema agradam-me, e está muito bem escrito.

Vou deixar aqui o meu primeiro trabalho de poesia épica e histórica. Já data de 2004, mas parece que foi ontem que escrevi isto Smile

Levantar

A terra que tu amas, é agora tão fria e tão triste
Os cantares já não se ouvem, o sangue já jorrou
Mas não quebrarás, um guerreiro não desiste
Ouve o chamamento, o sinal soou
Os Deuses, tu sabes, acompanhar-te-ão
Ergue pois a tua espada, ergue-a desse chão

Os ventos trazem até ti um odor macabro
É o cheiro da Morte, e tu sentes o seu travo
Os teus irmãos já estão no banquete eterno
Seus corpos despedaçados entre escudos e ferro
A tua alma não terá descanso para os chorar,
mas possuirás a força para os honrar

Trocas um último abraço entre os companheiros que restaram
Até ao último fôlego, por Thor, recuperarão a paz que vos tiraram
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Nocturna
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qua Nov 18, 2009 3:18 pm

Obrigada Aelle, que simpático.Sim, o poema é da minha autoria e fi-lo mesmo na hora. Todos os poemas que escrevo são feitos por impulso, são ideias que me vêm à cabeça a partir de flashes.O teu poema também é espectacular.Bem aja! study
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Kraft durch Freude
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Nov 21, 2009 3:29 am

Nocturna escreveu:
Sim, o poema é da minha autoria e fi-lo mesmo na hora. Todos os poemas que escrevo são feitos por impulso, são ideias que me vêm à cabeça a partir de flashes.

Shocked
A minh'alma 'tá parva!
Parabéns, tens mesmo jeito. .8.
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Nocturna
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Nov 21, 2009 3:31 pm

Embarassed Obrigada.Pertencer a este fórum inspirou-me bastante. Contudo, é preciso paciência e esforço para que as coisas fluam com naturalidade. Não se trata de escrever meia dúzia de linhas e escrever o resto noutro dia. Wink
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Ter Mar 20, 2012 11:47 pm

De Fernando Pessoa

Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?

Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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