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 Os animais e o entretenimento

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Urânia
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Qui Set 29, 2011 11:19 am

@redhead, Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing Laughing coitadinhas das alfaces! Very Happy
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Ceinwyn
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Qui Set 29, 2011 11:33 am

RedHead .3.

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Certe canzoni attraversano le mura con sacre ironie e parlano, senza parole, quell'unica lingua ch'è il suono.

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Gonçalo
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 5:48 am

Pois, comparar um animal com uma alface...pelo menos esta poupa-me a argumentação. Wink
Se isso é gostar de animais então o Bin Laden era um humanista.
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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 6:04 am

Gonçalo escreveu:
Pois, comparar um animal com uma alface...pelo menos esta poupa-me a argumentação. Wink
Se isso é gostar de animais então o Bin Laden era um humanista.


É uma comparação tão má quanto equacionar a alimentação não vegetariana/vegan com o abandono de animais. Além disso acho que os vegetais são tão importantes em termos biológicos quanto os animais, principalmente porque estão na base da cadeia alimentar... Sem eles a cadeia desabava completamente.

Mas há um argumento válido em relação aos problemas das alimentações vegetarianas/vegan: Se todos adoptássemos dietas totalmente vegan ou vegetarianas, isso iria exigir uma agricultura muito mais acentuada, ou seja: uma maior extensão e quantidade de campos de cultivo, o que poderia prejudicar o habitat e a flora natural das regiões do nosso país e dos outros (caso esses países também fossem totalmente vegetarianos/vegans). Como é lógico a necessidade de alimentos de origem vegetal aumentaria exponencialmente e eles teriam de vir de algum lado... Não sei de que forma é que isso, à semelhança da problemática do biodiesel, não levaria também a uma crescente desflorestação no mundo para arranjar espaço para mais campos de cultivo... Relembro a desflorestação da Amazónia para fins de plantação de soja e/ou dendezeiro de onde extrair o óleo de soja e o óleo de palma para servir de biodiesel.

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Gonçalo
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 6:28 am

Averróis escreveu:
Gonçalo escreveu:
Pois, comparar um animal com uma alface...pelo menos esta poupa-me a argumentação. Wink
Se isso é gostar de animais então o Bin Laden era um humanista.


É uma comparação tão má quanto equacionar a alimentação não vegetariana/vegan com o abandono de animais. Além disso acho que os vegetais são tão importantes em termos biológicos quanto os animais, principalmente porque estão na base da cadeia alimentar... Sem eles a cadeia desabava completamente.

Mas há um argumento válido em relação aos problemas das alimentações vegetarianas/vegan: Se todos adoptássemos dietas totalmente vegan ou vegetarianas, isso iria exigir uma agricultura muito mais acentuada, ou seja: uma maior extensão e quantidade de campos de cultivo, o que poderia prejudicar o habitat e a flora natural das regiões do nosso país e dos outros (caso esses países também fossem totalmente vegetarianos/vegans). Como é lógico a necessidade de alimentos de origem vegetal aumentaria exponencialmente e eles teriam de vir de algum lado... Não sei de que forma é que isso, à semelhança da problemática do biodiesel, não levaria também a uma crescente desflorestação no mundo para arranjar espaço para mais campos de cultivo... Relembro a desflorestação da Amazónia para fins de plantação de soja e/ou dendezeiro de onde extrair o óleo de soja e o óleo de palma para servir de biodiesel.


Não fui eu que fiz essa comparação, estava no vídeo, eu dei-lhe uma interpretação. Os vegetais são essenciais (como tudo na natureza) mas não são sencientes, se uma pessoa acha que mandar um pontapé na cabeça de um cão é o mesmo que pisar uma alface…são pontos de vista, mas eu não arriscava deixar nenhum animal ao pé dessa pessoa.

O engraçado é que a Amazónia está a ser desflorestada precisamente para sustentar as grandes fazendas de produção massificada de gado sul-americanas, imaginas o que devem consumir milhares (milhões?) de vacas a comer?

Quanto à questão do espaço agrícola vou fazer o que os sábios fazem quando não sabem do que estão a falar. Silencio-me em relação a isso. Já vi estudos que defendem que é possível, não percebo nada de agricultura nem faço a mais pequena ideia do espaço relativo que cada pessoa precisaria, agora se há espaço para cultivar para os biliões que morrem semanalmente, talvez houvesse para nós mas não sei, seria interessante ouvir a opinião de um especialista sobre isso
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Urânia
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 6:52 am

Somos animais omnívoros, a nossa dentição está preparada para comer carne assim como vegetais. O problema a meu ver, não é o comer carne, mas sim, a quantidade de carne que se ingere. Por dia precisamos apenas de ingerir cerca de 20g de proteína animal, o equivalente a uma almôndega. (Agora pensem na quantidade de carne que metemos no prato).

Por outro lado, muitos vegetarianos deparam-se em determinada altura com problemas de saúde relativos à falta de ferro no sangue. Estou convicta que é possível contornar esse aspecto se essa pessoa estiver bem informada sobre os alimentos que deve consumir. Que ao contrário do que se ouve muito por aí, não devem ser somente à base de soja. Aliás a soja (e seus derivados) são alimentos que devem ser ingeridos em quantidades muito moderadas. Há pessoas que devem mesmo evitá-los.

Não sou vegetariana, talvez um dia escolha optar por uma dieta mais à base de vegetais (porque gosto muito de comida vegetariana), mas só quero fazê-lo quando tiver conhecimentos culinários e nutricionais suficientes. Porque já vi vegetarianos comer à base de alfaces, e isso não é ser vegetariano. Smile
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Gonçalo
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 6:56 am

Urânia escreveu:
Somos animais omnívoros, a nossa dentição está preparada para comer carne assim como vegetais. O problema a meu ver, não é o comer carne, mas sim, a quantidade de carne que se ingere. Por dia precisamos apenas de ingerir cerca de 20g de proteína animal, o equivalente a uma almôndega. (Agora pensem na quantidade de carne que metemos no prato).

Por outro lado, muitos vegetarianos deparam-se em determinada altura com problemas de saúde relativos à falta de ferro no sangue. Estou convicta que é possível contornar esse aspecto se essa pessoa estiver bem informada sobre os alimentos que deve consumir. Que ao contrário do que se ouve muito por aí, não devem ser somente à base de soja. Aliás a soja (e seus derivados) são alimentos que devem ser ingeridos em quantidades muito moderadas. Há pessoas que devem mesmo evitá-los.

Não sou vegetariana, talvez um dia escolha optar por uma dieta mais à base de vegetais (porque gosto muito de comida vegetariana), mas só quero fazê-lo quando tiver conhecimentos culinários e nutricionais suficientes. Porque já vi vegetarianos comer à base de alfaces, e isso não é ser vegetariano. Smile


Estou de acordo.

Também há muito preconceito em relação à comida vegetariana, eu também o tinha. Quando decidi tornar-me vegetariano pensei que estava condenado a nunca mais comer decentemente, actualmente posso dizer que como mais variedade de comida do que antes. Há coisas que nós nem fazemos ideia que existem.
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Averróis
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 7:06 am

Gonçalo escreveu:
Não fui eu que fiz essa comparação, estava no vídeo, eu dei-lhe uma interpretação. Os vegetais são essenciais (como tudo na natureza) mas não são sencientes, se uma pessoa acha que mandar um pontapé na cabeça de um cão é o mesmo que pisar uma alface…são pontos de vista, mas eu não arriscava deixar nenhum animal ao pé dessa pessoa.


Não disse que foste tu o inventor dessa teoria esfarrapada. Mas se subscreveste o que foi dito no vídeo, então a crítica serve para ti também. Dizer tal coisa relativamente a uma suposta relação entre não-vegetarianos e o abandono de animais parece-me uma tentativa desesperada de pegar em tudo o que é pedra que possa ser arremessada, com ou sem relevância factual. Como já foi dito, o problema de abandono de animais não reside propriamente na dieta de quem os abandona, está na falta de valores das pessoas que intencionalmente abandonam os seus animais de estimação. Independentemente das dietas é possível ter os valores necessários para perceber que tal coisa deve ser evitada. É um argumento algo falacioso e que deve ser evitado, substituído por argumentos que sejam legítimos e relevantes, que certamente existirão (tanto a favor como contra as diferenças de dieta).
Para mim andar a dar pontapés num cão é negativo, mas igualmente negativo é andar numa colheita a destruir alfaces ao pontapé. Ambas as situações devem ser evitadas, não me parece que haja propriamente uma preferência. Neste caso acho que é melhor evitar a lógica do "menos mau" como se não houvesse uma terceira alternativa preferível: não pontapear nenhum. Pois eu não arriscava deixar essa pessoa nem perto de animais nem perto de colheitas.
Além do mais tomemos por exemplo outro caso caricato: Quantos vegetarianos/vegans matam também melgas, formigas, silverfishes, tipulas e outros insectos passiveis de penetrarem as áreas domésticas, bem como aranhas? Se realmente o objectivo é evitar mortes de animais, será que matar melgas e outros animais é justificado? Será que as melgas não têm a sua importância biológica? Será que são menos legítimas no direito à vida do que um cão, por exemplo?

Gonçalo escreveu:
O engraçado é que a Amazónia está a ser desflorestada precisamente para sustentar as grandes fazendas de produção massificada de gado sul-americanas, imaginas o que devem consumir milhares (milhões?) de vacas a comer?


Estou ciente desses casos. Curiosamente a maior parte da desflorestação é levada a cabo com o objectivo de estabelecer plantações de onde extrair colheitas para a alimentação dos bovinos (entre outros): mais uma vez reparamos que a agricultura em massa para alimentar muitos elementos requer bastantes hectares e isso é normalmente custoso em termos biológicos em vários aspectos. E atenção: obviamente que a industria da carne tem muitas implicações biológicas tão ou mais graves. O que quero dizer é que não devemos pintar a industria vegetariana/vegan como um mar de rosas. É preciso saber reconhecer não só os prós mas também os contras em vez de investir numa agenda que fecha os olhos aos contras.

Gonçalo escreveu:
Quanto à questão do espaço agrícola vou fazer o que os sábios fazem quando não sabem do que estão a falar. Silencio-me em relação a isso. Já vi estudos que defendem que é possível, não percebo nada de agricultura nem faço a mais pequena ideia do espaço relativo que cada pessoa precisaria, agora se há espaço para cultivar para os biliões que morrem semanalmente, talvez houvesse para nós mas não sei, seria interessante ouvir a opinião de um especialista sobre isso


Sim. Embora saberás certamente que a agricultura em massa é custosa em vários aspectos, como é o caso da problemática da perda de fertilidade dos solos, a enorme quantidade de água necessária, etc.
E isto já contando com estirpes geneticamente modificadas... Porque sem elas as necessidades são ainda maiores e serão necessários ainda mais campos de cultivo.
Será que és contra a modificação genética das estirpes vegetais das plantações?

Deixo aqui um vídeo para reflectir:


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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 7:15 am

Gonçalo escreveu:
Estou de acordo.

Também há muito preconceito em relação à comida vegetariana, eu também o tinha. Quando decidi tornar-me vegetariano pensei que estava condenado a nunca mais comer decentemente, actualmente posso dizer que como mais variedade de comida do que antes. Há coisas que nós nem fazemos ideia que existem.


Precisamente. É mesmo. Comida vegetariana é muito mais variada do que a comida vulgar, que é à sempre à base das mesmas coisas (arroz, massa ou batatas, com carne/peixe/marisco, e salada).
Além disso, a comida é muito saborosa. Very Happy

Eu se soubesse confeccionar, comia só à base de vegetariano. Ingredientes como a geleia de arroz (MUITO BOM!!) as lentilhas, o miso, as leguminosas, o arroz glutinoso! Razz Razz Razz

Outro mito é que a comida não é cara. Não saí mais caro ser vegetariano. Mas é preciso conhecer bem onde comprar. Porque mesmo os produtos mais caros, muitas vezes duram para muito tempo (6 meses ou mais).

Infelizmente, uma dificuldade que se encontra neste tipo de comida é o tempo de preparação. O arroz integral ou mesmo o glutinoso, além de ter que ser demolhado durante 8h, tem que ser cozido durante 30minutos. Ora, eu compreendo que nem tudo tenha que ser fast food... mas nos dias de hoje pode ser complicado quando se tem 1h para se almoçar.
No fundo, ser vegetariano, implica ter um ritmo de vida mais regular, ou pelo menos algumas facilidades que nem sempre se conseguem ter. Smile
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 8:07 am

Averróis escreveu:
Gonçalo escreveu:
Não fui eu que fiz essa comparação, estava no vídeo, eu dei-lhe uma interpretação. Os vegetais são essenciais (como tudo na natureza) mas não são sencientes, se uma pessoa acha que mandar um pontapé na cabeça de um cão é o mesmo que pisar uma alface…são pontos de vista, mas eu não arriscava deixar nenhum animal ao pé dessa pessoa.


Não disse que foste tu o inventor dessa teoria esfarrapada. Mas se subscreveste o que foi dito no vídeo, então a crítica serve para ti também. Dizer tal coisa relativamente a uma suposta relação entre não-vegetarianos e o abandono de animais parece-me uma tentativa desesperada de pegar em tudo o que é pedra que possa ser arremessada, com ou sem relevância factual. Como já foi dito, o problema de abandono de animais não reside propriamente na dieta de quem os abandona, está na falta de valores das pessoas que intencionalmente abandonam os seus animais de estimação. Independentemente das dietas é possível ter os valores necessários para perceber que tal coisa deve ser evitada. É um argumento algo falacioso e que deve ser evitado, substituído por argumentos que sejam legítimos e relevantes, que certamente existirão (tanto a favor como contra as diferenças de dieta).
Para mim andar a dar pontapés num cão é negativo, mas igualmente negativo é andar numa colheita a destruir alfaces ao pontapé. Ambas as situações devem ser evitadas, não me parece que haja propriamente uma preferência. Neste caso acho que é melhor evitar a lógica do "menos mau" como se não houvesse uma terceira alternativa preferível: não pontapear nenhum. Pois eu não arriscava deixar essa pessoa nem perto de animais nem perto de colheitas.
Além do mais tomemos por exemplo outro caso caricato: Quantos vegetarianos/vegans matam também melgas, formigas, silverfishes, tipulas e outros insectos passiveis de penetrarem as áreas domésticas, bem como aranhas? Se realmente o objectivo é evitar mortes de animais, será que matar melgas e outros animais é justificado? Será que as melgas não têm a sua importância biológica? Será que são menos legítimas no direito à vida do que um cão, por exemplo?

Gonçalo escreveu:
O engraçado é que a Amazónia está a ser desflorestada precisamente para sustentar as grandes fazendas de produção massificada de gado sul-americanas, imaginas o que devem consumir milhares (milhões?) de vacas a comer?


Estou ciente desses casos. Curiosamente a maior parte da desflorestação é levada a cabo com o objectivo de estabelecer plantações de onde extrair colheitas para a alimentação dos bovinos (entre outros): mais uma vez reparamos que a agricultura em massa para alimentar muitos elementos requer bastantes hectares e isso é normalmente custoso em termos biológicos em vários aspectos. E atenção: obviamente que a industria da carne tem muitas implicações biológicas tão ou mais graves. O que quero dizer é que não devemos pintar a industria vegetariana/vegan como um mar de rosas. É preciso saber reconhecer não só os prós mas também os contras em vez de investir numa agenda que fecha os olhos aos contras.

Gonçalo escreveu:
Quanto à questão do espaço agrícola vou fazer o que os sábios fazem quando não sabem do que estão a falar. Silencio-me em relação a isso. Já vi estudos que defendem que é possível, não percebo nada de agricultura nem faço a mais pequena ideia do espaço relativo que cada pessoa precisaria, agora se há espaço para cultivar para os biliões que morrem semanalmente, talvez houvesse para nós mas não sei, seria interessante ouvir a opinião de um especialista sobre isso


Sim. Embora saberás certamente que a agricultura em massa é custosa em vários aspectos, como é o caso da problemática da perda de fertilidade dos solos, a enorme quantidade de água necessária, etc.
E isto já contando com estirpes geneticamente modificadas... Porque sem elas as necessidades são ainda maiores e serão necessários ainda mais campos de cultivo.
Será que és contra a modificação genética das estirpes vegetais das plantações?

Deixo aqui um vídeo para reflectir:





Ok, vamos ignorar o detalhe de que biliões de vidas poderiam ser poupadas, esqueçamos então todas as atrocidades que os animais sofrem e concentremo-nos nas outras questões.
A tudo isso eu respondo de forma muito simples. Eu não sei. Não sei se é viável. Não sei se é sequer praticável. Não estudei nem possuo o mínimo conhecimento de agricultura ou outra área similar (a única plantação que tive morreu porque andava a regar ervas daninhas a pensar que eram plantas de fruto) para te dizer se sim ou se não, ou até para te dar uma retórica que pudesse ao menos enganar o leitor menos atento. A realidade é esta, eu não sei. O que eu sei é que não deixei de comer carne para poupar dinheiro ou até por não gostar de carne, eu gostava de carne, bastante até. Claro que sabia que os bifes não cresciam nas árvores mas nunca me tinha debruçado sobre essa questão, pensava que comer animais era puro darwinismo, eles eram essenciais para a nossa alimentação e a nossa espécie tinha que vir primeiro. Muito simples. Não conheço ninguém que coma gatos ou cães (os chineses não contam), porquê? Porque são “nossos amigos”, são animais sociáveis que nós temos diariamente ao nosso lado, sabemos que eles são espertos, sabemos que expressam alegria e tristeza, comunicam connosco e por isso tudo não os comemos. Pois bem, com os outros animais é a mesma coisa, os porcos são extremamente inteligente e só não os criamos como cães, por questões culturais (no meu caso é por não ter um quintal), os meus pais têm cabras que são bastante sociais e as próprias vacas gostam de mimo. Qual é a diferença entre estes e os outros? Cultura. Os indianos não comem vacas, os muçulmanos não comem porcos, os chineses comem tudo. Porquê? Cultura.
São as questões culturais e não económicas ou nutricionais (quem é que se preocupa com isso?) que nos levam a consumir animais. Agora as questões da viabilidade não discuto, para dizer a verdade não me importam. Quantos animais vocês mataram hoje? Eu provavelmente matei alguns, mas no que depender de mim não mato nenhum, nem um cão, nem um porco, nem uma aranha, nem uma formiga e sinto-me feliz com isso. Deixei de viver em negação a acreditar que era um defensor dos direitos dos animais e que os podia almoçar e jantar porque eles até gostavam de ser comidos. Pode não ser possível mudar a humanidade, mas pelo menos deixei de pactuar com o sistema.
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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Sex Set 30, 2011 10:22 am

Gonçalo escreveu:
Ok, vamos ignorar o detalhe de que biliões de vidas poderiam ser poupadas, esqueçamos então todas as atrocidades que os animais sofrem e concentremo-nos nas outras questões.
A tudo isso eu respondo de forma muito simples. Eu não sei. Não sei se é viável. Não sei se é sequer praticável. Não estudei nem possuo o mínimo conhecimento de agricultura ou outra área similar (a única plantação que tive morreu porque andava a regar ervas daninhas a pensar que eram plantas de fruto) para te dizer se sim ou se não, ou até para te dar uma retórica que pudesse ao menos enganar o leitor menos atento. A realidade é esta, eu não sei. O que eu sei é que não deixei de comer carne para poupar dinheiro ou até por não gostar de carne, eu gostava de carne, bastante até. Claro que sabia que os bifes não cresciam nas árvores mas nunca me tinha debruçado sobre essa questão, pensava que comer animais era puro darwinismo, eles eram essenciais para a nossa alimentação e a nossa espécie tinha que vir primeiro. Muito simples. Não conheço ninguém que coma gatos ou cães (os chineses não contam), porquê? Porque são “nossos amigos”, são animais sociáveis que nós temos diariamente ao nosso lado, sabemos que eles são espertos, sabemos que expressam alegria e tristeza, comunicam connosco e por isso tudo não os comemos.


Existem várias civilizações onde se come cão e não apenas em algumas regiões da China, como é o caso da Coreia do Sul, Indonésia e Timor. Em Portugal há quem coma pombo, por exemplo, e também vivemos perto deles. Tem a ver com questões culturais e hábitos alimentares. Para os hindus por exemplo é impensável e ultrajante que se coma bovino. No deserto por vezes os camelos são os animais mais respeitados e venerados, mas também servem de alimento essencial em certas caminhadas dos nómadas como os Tuaregs, onde não há mais nada para comer.
Tudo depende da carga emocional depositada num animal em detrimento do outro, bem como nas necessidades.

Comer animais é uma questão biológica, é assim que a natureza se desenrola, conforme podes confirmar nos animais. Nós somos omnívoros, tal como disse a Urânia, embora não sejamos carnívoros também precisamos de proteínas de origem animal para satisfazer de forma recomendável todas as necessidades alimentares que temos. Optar por uma dieta vegetariana é possível, embora não praticável em certas pessoas que têm necessidades alimentares específicas. Mas estamos biologicamente adaptados para beneficiar de diversos tipos de nutrientes de origem vegetal e animal.
É certo que tal como fez questão de mencionar a Urânia, as refeições diárias da população raramente estão de acordo com a roda/pirâmide dos alimentos, nas quantidades diárias recomendáveis e com a devida variedade e riqueza nutricional e isso tem de ser de facto admitido. É verdade que a sociedade ingere demasiada carne/peixe (tecnicamente peixe também é carne, é músculo e gordura animal, é proteína). Bem mais do que aquilo que é recomendável para as nossas necessidades nutricionais e por esse ponto de vista seria bem pensado fazer uma alimentação mais variada, cuidada e reflectida, tal seria bom principalmente por aspectos de saúde e bem-estar.


Gonçalo escreveu:
Pois bem, com os outros animais é a mesma coisa, os porcos são extremamente inteligente e só não os criamos como cães, por questões culturais (no meu caso é por não ter um quintal), os meus pais têm cabras que são bastante sociais e as próprias vacas gostam de mimo. Qual é a diferença entre estes e os outros? Cultura. Os indianos não comem vacas, os muçulmanos não comem porcos, os chineses comem tudo. Porquê? Cultura.


Precisamente, embora haja gente a criar porcos em casa como animais de estimação em certas zonas mais rurais do planeta.

Gonçalo escreveu:
São as questões culturais e não económicas ou nutricionais (quem é que se preocupa com isso?) que nos levam a consumir animais.


Sim, num aspecto imediato a principal triagem é feita por motivos e hábitos culturais. No entanto, apesar de "ninguém" se preocupar com questões nutricionais, a verdade é que as necessidades nutricionais também existem e não podem ser excluídas da nossa natureza. Nós não temos um estômago nem uma dentição 100% carnívora, mas também não temos características e necessidades 100% herbívoras.

Gonçalo escreveu:
Agora as questões da viabilidade não discuto, para dizer a verdade não me importam. Quantos animais vocês mataram hoje? Eu provavelmente matei alguns, mas no que depender de mim não mato nenhum, nem um cão, nem um porco, nem uma aranha, nem uma formiga e sinto-me feliz com isso. Deixei de viver em negação a acreditar que era um defensor dos direitos dos animais e que os podia almoçar e jantar porque eles até gostavam de ser comidos. Pode não ser possível mudar a humanidade, mas pelo menos deixei de pactuar com o sistema.


A questão aqui não é gostarem ou deixar de gostar de serem comidos. E ser defensor dos animais não é incompatível com uma alimentação omnívora. Uma pessoa que consome alimentos de origem vegetal pode muito bem ser contra os maus-tratos a animais, sendo apenas a favor do abate de animais para fins de consumo, que sejam os mais dignos possíveis e com o menor sofrimento para o animal. Faz parte da natureza. A vida é canibal, a vida alimenta-se da vida. Os herbívoros alimentam-se da vida vegetal. Os carnívoros alimentam-se da vida animal. Os omnívoros alimentam-se um pouco de ambas. Respeito quem não deseja alimentar-se de vida animal e prefira alimentar-se somente de vida vegetal. Mas dizer que uma pessoa por ser omnívora é automaticamente incapaz de ser defensora dos direitos dos animais é algo falacioso. É o mesmo que dizer que os vegetarianos não se podem pronunciar legitimamente contra os incendiários que queimam florestas, só porque se alimentam de vida vegetal... Não é impeditivo de todo. Mais uma vez repito: aqueles a favor do regime vegetariano não precisam de recorrer a este tipo de argumentos falaciosos... Têm mais a ganhar se se ficarem apenas pelos argumentos relevantes e indubitáveis que existam. Estar a dizer que há uma relação entre as dietas e os abandonos de animais, ou andar a presumir que aqueles que se alimentam de carne/peixe não podem adoptar posturas de defesa dos direitos dos animais sem serem hipócritas não me parece a melhor forma de expressar a posição vegetariana/vegan neste assunto. Pelo contrário: dá má imagem e isso pode criar aversão, mesquinhice e provocar discriminação ao ajudar a criar um estereótipo.

Já agora... Os praticantes do Jainismo são das pessoas mais preocupadas em não matar nenhuma forma de vida animal. Até cobrem a boca de forma a evitar matar insectos e outros pequenos organismos.
Mais info: http://www.jainworld.com/education/junior5.asp

O pedaço de pano que usam para cobrir a boca chama-se muhapatti: http://en.wikipedia.org/wiki/Muhapatti

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MensagemAssunto: Re: Os animais e o entretenimento    Qua Out 05, 2011 2:26 am

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